sábado, 16 de julho de 2011

PERSPECTIVAS DA APOMETRIA


Concluído o nosso diálogo com o Dr. Lacerda, almejamos a possibilidade de um futuro esperançoso para todos os que militam no campo prático da Doutrina Espírita em face dos atuais descortinos revelados aos nossos olhos. Diante do extenso quadro das enfermidades espirituais, cada vez mais mais alarmantes, como acabamos de ver, já dispomos de recursos que nos permitam a elaboração de um diagnóstico de certeza e de propostas terapêuticas mais contundentes ante as mais graves patologias obsessivas.
Nos dias atuais, é perfeitamente possível estabelecer-se o diagnóstico diferencial entre um transtorno anímico de natureza auto-obsessiva e um distúrbio desencadeado por uma influenciação espiritual sutil. Antes, muitos espíritas imaginavam que toda anomalia comportamental grave não responsiva aos procedimentos clássicos da Psiquiatria Clínica fosse de causa obsessiva e que os casos variavam entre as influenciações simples e as subjugações espirituais, passíveis de responderem aos métodos habituais de doutrinação evangélica.
No entanto, certas situações parecem fugir ao nosso controle pela dificuldade de conduzi-las a bom termo, e os enfermos, seguidamente, não acusarem qualquer sinal de melhora. São situações, habitualmente, tidas na conta de problemas cármicos, como se nada mais devesse ser tentado em termos de auxílio mais efetivo. Prescreve-se paciência, preces, passes e água fluidificada, deixando-se que o tempo se incumba do resto.
Hoje, se o diagnóstico revelar uma Ressonância Vibratória com o Passado, autêntica enfermidade anímica de natureza auto-obsessiva, já dispomos de técnicas específicas que nos permitam trabalhá-la adequadamente.


Por outro lado, se o diagnóstico apontar uma Síndrome de Aparelho Parasita no Sistema Nervoso do Corpo Astral, enfermidade incluída no campo das obsessões complexas, evidentemente, saberemos como agir, de forma que, ao final do atendimento, o nosso paciente sinta-se realmente beneficiado pelo emprego dos mais refinados procedimentos desobsessivos, acusando melhoras sensíveis.
A Apometria, na medida de sua correta utilização, nos reserva descortinos progressivos dos transtornos espirituais, com a introdução de novas equações e novos conceitos esclarecedores à medida que outros confrades se empenhem no prosseguimento das pesquisas.
Demonstrando sua excelência como técnica magnética de desdobramento do perispírito, método eficaz de desenvolvimento das qualidades anímico-mediúnicas, recurso eficiente de diagnóstico e tratamento dos distúrbios espirituais e, por fim, exprimindo-se como dadivosa oportunidade de auxílio em larga escala aos espíritos sofredores, aos poucos, ela será absorvida pelo Aspecto Científico do Espiritismo, em virtude de sua excelência, sobretudo, por se tratar de providencial recurso dispensador da caridade pura.
Não oponho resistência aos que acham que a Apometria deva ser submetida às exigências do critério kardequiano de aceitabilidade, porquanto, um dia, eu mesmo, no início de minhas especulações no assunto, assim a submeti.
Porém, se ficar comprovada pela maioria a sua aplicabilidade inconteste no diagnóstico e cura dos distúrbios espirituais, não duvidem de sua integração ao contexto doutrinário, da mesma forma que as idéias de André Luiz foram aos poucos confirmadas pelos médiuns espíritas em seus desdobramentos espirituais, até que as informações trazidas, de bom grado por este tarefeiro de escol, tornaram-se voz corrente na Doutrina, como valorosa contribuição subsidiária..
Em decorrência, a satisfatória atuação da Apometria na investigação das patologias psíquicas, revelando, inclusive, novas síndromes espirituais e a otimização, a bem dizer, de sua eficiente ação terapêutica, fará com que o seu emprego seja urgentemente requerido pêlos companheiros que labutam na assistência espiritual aos doentes internados na intimidade dos nossos Hospitais Espíritas. A propósito, gostaríamos de externar algumas idéias a respeito dos nosocômios que albergam pacientes psiquiátricos em regime de internação.
Quando se trata de organização hospitalar convencional, sem nenhuma vinculação com os propósitos espiritistas, nada temos a acrescentar, já que a nossa postura diante do enfermo mental difere do pensamento clássico manifestado pelos médicos que só divisam na criatura humana o seu aspecto morfo-funcional, desprezando a realidade do espírito imortal.
Todavia, em se tratando de hospital com orientação espírita, podemos perfeitamente analisar a validade dos métodos ali empregados, comparando-os com os procedimentos da Psiquiatria tradicional.
No entanto, para que não haja dúvidas, perguntaríamos se os nossos sanatórios cumprem realmente a sua finalidade, ou seja, se exercem, na prática, a terapêutica espírita em toda sua totalidade. A resposta, infelizmente, não é tão positiva quanto seria de se esperar, porquanto, alguns estabelecimentos, de espírita, só ostentam o rótulo para decepção e tristeza da clientela ali abrigada. Esse estado de coisas conflitantes com a realidade espírita tem lá a sua explicação, muito embora, não se justifique.
No nosso entender, o tão conhecido e rotineiro emprego de passes e água magnetizada encontram sua razão de ser na forma de complemento terapêutico largamente solicitados nos ambientes espíritas, como não poderia deixar de ser, porém, sem a pretensão de serem considerados no ambiente hospitalar, a albergar imensos dramas obsessionais, uma atividade fim, objetivando a recuperação de enfermos tão comprometidos.
É exatamente isto que acontece em alguns estabelecimentos assistenciais, mormente os de médio e grande porte, o que não lhes confere o direito de se auto- intitularem de Espíritas. Um hospital, para honrar tal divisa, tem por obrigação e dever de honestidade, ofertar bem mais do que as Sociedades Espíritas oferecem.

Do ponto de vista espiritual, o paciente psiquiátrico necessita dos mais modernos recursos desobsessivos, recursos estes que nos permitem chegar ao diagnóstico de certeza e trabalhar o caso com o emprego de terapêutica objetiva e eficiente. A atividade fim de um Hospital Espírita, portanto, além dos procedimentos rotineiros dispensados pela Psiquiatria e pelas Casas Espíritas, é a utilização das "técnicas desobsessivas de alta eficiência", aplicadas a cada caso individualmente.

Ora, é fato sabido hoje em dia que uma das causas mais frequentes de distonia mental grave é a síndrome dos aparelhos parasitas no sistema nervoso do corpo espiritual, pela capacidade de tais engrenagens astrais destrambelharem por completo a neurofisiologia cerebral com seríssimas repercussões. Diante de tais pacientes, rotulados cientificamente de psicóticos, os métodos desobsessivos clássicos nem sempre surtem o efeito esperado, e o que se pensar, então, daqueles Hospitais Espíritas que se propõem ao emprego de passes e desobsessões coletivas sem outras providências mais qualificadas?
É bem verdade que em certas circunstâncias nas quais se expressam precariedade temporária de recursos doutrinários, aceitamos o fato de uma organização hospitalar só dispensar o modelo de terapia espiritual que esteja ao seu alcance o que já é uma iniciativa diferenciada, mas não a ideal.
Contudo, somos forçados a reconhecer o grande número de fracassos diante das tentativas costumeiras, pois as patologias espirituais complexas, a exemplo das que exigem internações pela intensidade do seu comprometimento, evidentemente, requerem procedimentos especializados.
Pelo tempo que estivemos ligados aos Hospitais de Psiquiatria, observando e comparando a evolução dos enfermos submetidos às mais variadas formas de tratamento, chegamos à seguinte conclusão:
Às patologias mentais, que se destacam pela gravidade dos sintomas, respondem melhor ao tratamento apométrico. Tivemos a chance de acompanhar centenas de casos, considerados gravíssimos pelos especialistas, regredirem satisfatoriamente, quando beneficiados pelo emprego da Apometria, culminando com a cura total de vários deles, para surpresa dos distintos colegas psiquiatras.
Cremos, desta forma, que se a Apometria tiver o seu lugar garantido nos esquemas terapêuticos ofertados pelos nossos Sanatórios Espíritas, o índice de sucesso no combate ao flagelo da enfermidade mental será bem mais significativo.

Vitor Ronaldo Costa

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