quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

PERSONALIDADES MÚLTIPLAS E SUBPERSONALIADES


PERSONALIDADES MÚLTIPLAS E SUBPERSONALIADES

Personalidades Múltiplas
Personalidades Múltiplas (anímicas) são as personalidades construídas e vividas em outras existências. Possuem nome, sobrenome, títulos, têm opiniões próprias, defendem patrimônios, idéias e vestem-se com roupas da época; geralmente apresentam idade e até polaridade sexual diferente da personalidade atual. Podem ser ouvidas e questionadas por qualquer pessoa e, observadas por aqueles que são sensitivos ou médiuns, que tem o dom da vidência ou percepções extra-sensoriais aguçadas. Devido a continuidade da vida após o processo da morte do corpo físico, muitas ainda nem se deram conta que desencarnaram daquele corpo que não mais existe, embora já estejam ligadas a um outro (novo) corpo físico, ou então, mesmo se dando conta, preferiram ignorar a sua situação e viver uma vida separada e dissociada do núcleo consciencial.

A existência dos múltiplos “eus” remontam de muitas culturas sem serem relacionados a distúrbios mentais. Assim, para o paradigma reencarnacionista, a denominação DMP (distúrbio das múltiplas personalidades), como estava no DSM–III (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria), é muito mais adequada. Já a denominação DDI (distúrbio dissociativo da identidade), interpretado como distúrbio mental, tornou-se diagnóstico oficial da Associação Psiquiátrica Americana em 1980 (DSM-IV).
A visão materialista (não reencarnacionista) não pode admitir o conceito de personalidades múltiplas, dado que, dentro do paradigma materialista a pessoa nasce com uma só personalidade. Então, se aparecer outra, é relacionada como distúrbio mental.

Algumas modalidades de “personalidades múltiplas” foram observadas e estudadas por William James e Pierre Janet, no final do século XVIII, pioneiros na sua identificação. Mais tarde, outros estudiosos como os psiquiatras americanos drs. Corbett H. Thigpen e Hervey M. Cleckley, relataram suas experiências clinicas através da escrita de James Poling, nos livros “As Três Faces de Eva” e a “A Face Final de Eva”, onde conta a história de Evelyn Lancaster que sofria de Desordem das Múltiplas Personalidades. Relacionamos também o caso deIsabel Dorsett que deu origem ao filme e livro do mesmo nome “Sybil”, paciente com severos problemas de ansiedade social e perda de memória, que no decorrer da terapia realizada pela psiquiatra Dra. Wilbur, revela 16 personalidades distintas.Podemos citar ainda outros livros ainda não publicados no Brasil como é o caso de “The Family Inside – Working with the Multiple” de Doris Bryant, Judy Kessler, and Lynda Shirar, “Subpersonalities – The People Inside Us” de John Rowan, e “Multiplicidade – a nova ciência da personalidade” deda Rita Carter, além dos estudos de Jung, Assagiolli e, dentro da Doutrina Espírita, estudos realizados pelos espíritos André Luiz e Joanna de Angelis, que vieram lançar luz do lado espiritual e esclarecer bastante o tema.

Para enfatizar o assunto e alertar alguns espíritas que tem dificuldade de aceitar a Apometria, citaremos Manoel Philomeno de Miranda no livro “S.O.S. Família”, no capítulo “Personalidades Parasitas”, página 84, onde refere-se a “personagens que assomam do inconsciente”, Já no livro “O Despertar do Espírito”, na 1ª edição, páginas 41/42) Joanna assim se expressa: “nesse imenso oceano – o inconsciente – movem-se os “eus” que emergem ou submergem, necessitando de anulação e desaparecimento através das luzes do discernimento da consciência do Si.” (Joana de Angelis, Divaldo Franco). André Luiz, em “Mecanismos da Mediunidade”, no capítulo “Obsessão e Animismo”, página 165, afirma: “frequentemente, pessoas encarnadas, exprimem a si mesmas, a emergirem das subconsciências nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas,...”

Ambos deixam claro nesses textos a emersão de “personalidades múltiplas” ou personalidades vividas em outras existências e reativadas por alguma razão. Em Apometria, “subpersonalidades” e “personalidades múltiplas”, por um equívoco conceitual, vem sendo entendidas ou confundidas com “níveis” ou com “corpos”, mas não são a mesma coisa. Todos apresentam características e propriedades diferentes, embora sejam estruturas, elementos e fenômenos pertencentes ao homem-espírito.

As Personalidades Múltiplas Sucessivas constituem o somatório de centenas de existências que o ser experimentou, nas mais variadas épocas, raças, condições sociais, morais, distintos graus de intelectualidade, nos diversos ramos do conhecimento e latitudes geográficas. O somatório dessas experiências, forma a consciência que se manifesta atualmente, arrastando resquícios dos papéis que desempenharam, dos apegos que se atrelaram, dos gostos, vícios e preferências que cultivaram, dos aprendizados que fizeram. Aos poucos, tudo isso se fundirá à individualidade, na formação de novas personalidades, mais ricas e mais complexas, mais experientes e poderosas, mais sábias e luminosas, em busca de novos valores e horizontes, sabedoria e angelitude.

As Subpersonalidades


As “subpersonalidades” (fenômeno personímico) são desdobramentos do bloco de ego, ou projeções da atual personalidade. Foram observadas e estudadas por Pierre Janet em 1898, quando, inclusive chegou a propor um modelo dissociativo da psique, defendendo a idéia de que “a consciência pode dividir-se em partes autônomas, de sofisticação e abrangência variadas”.

Este estudo foi ampliado por Jung, ao tratar os complexos. Entendia ele que “os vários grupos de conteúdos psíquicos ao desvincular-se da consciência, passam para o inconsciente, onde continuam, numa existência relativamente autônoma, a influir sobre a conduta".

Não foi à toa que Jung desenvolveu o seu famoso experimento de associação de palavras e a noção de complexo e o introduziu no vocabulário da psicologia. Na realidade, estava explorando e confirmando a principal lição recebida de Pierre Janet: “A psiquê, tal como se manifesta, é menos um continente do que um arquipélago, onde cada ilha representa uma possibilidade autônoma de organização da experiência psíquica”.
Uma forma interessante que Jung encontrou para falar dessa constatação e idealizar uma imagem da consciência, onde alguns elementos são subentendidos como ilhas de um arquipélago e outros como habitantes dessas ilhas, com possibilidades de autonomia, organização e independência, mesmo que relativa.
O assunto continua atual, tanto é que, em recente e interessante reportagem intitulada “Demônios internos (2)”, publicada na revista Veja, edição número 1932 – 23.11.2005, o repórter Tiago Cordeiro relata o que foi chamado de “A incrível história do acadêmico americano (Robert Oxnam) que tinha onze diferentes personalidades” (Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades).

“No começo dos anos 90, o americano Robert Oxnam, hoje com 62 anos, era um respeitado acadêmico, especialista em história da China e geopolítica asiática. Ele até assessorou o ex-presidente George H. Bush numa viagem à China. Sua vida privada, por outro lado, era um caos. Sofria de alcoolismo e bulimia, tinha crises de amnésia e incompreensíveis ataques de fúria. Decidiu então procurar ajuda médica. Um dia, viu-se surpreendentemente informado pelo psiquiatra de que o tempo de sua sessão havia terminado. "Passei os últimos cinqüenta minutos conversando com Tommy", explicou o médico. "Ele está dentro de você e está furioso." Era o diagnóstico: Oxnam sofria de um distúrbio mental raro, chamado transtorno dissociativo de identidade. Ou, como é mais conhecido, de Transtorno das Personalidades Múltiplas. No caso dele, eram onze. Havia Tommy, um menino de 8 anos, duas mulheres, adolescentes e acadêmicos de comportamentos variados.”

Após quinze anos de tratamento, Oxnam decidiu escrever sua autobiografia. A Fractured Mind (Uma Mente Fragmentada) foi publicada nos Estados Unidos. O distúrbio que afetou Oxnam costuma surgir na infância, em geral causado por uma experiência traumática. Enquanto é estuprada ou espancada, a criança pode imaginar que é outra pessoa e assim desdobrar-se.

"O distúrbio surge quando, numa situação desesperada, a pessoa sente que perdeu o controle sobre o próprio corpo e luta para manter, pelo menos, o controle da mente", disse a VEJA o especialista americano David Spiegel, da faculdade de medicina de Stanford.”

No livro, depois de deixar que cada personalidade dê sua própria versão, finalmente é possível conhecer Baby. É ele quem revela que Oxnam foi sexualmente abusado quando era um garotinho. Esta seria a explicação para seu estranho distúrbio.

“O longo tratamento permitiu-lhe livrar-se de muita gente que vivia em sua cabeça. São agora apenas três – Bobby, Tommy e Wanda –, além, claro, do Robert original. A personalidade que assume com maior freqüência é Bobby, garotão que anda de skate no Central Park, em Nova York. "Bobby passa de quatro a cinco horas passeando com seu skate", diz Oxnam. "Mas ele tem 20 anos. Eu, que tenho 62, é que sofro no dia seguinte."
A seguir, faremos um resumo das características de cada personalidade alternante vivida por Oxnam:

Robert é a personalidade original. Como Robert, ele fez carreira acadêmica e chegou a consultor da Casa Branca. Bobby, skatista e brincalhão, eternamente com vinte anos, com tendências suicidas.
Tommy, garoto de oito anos, sujeito a freqüentes acessos de violência. Wanda, mulher de meia idade, budista e silenciosa. Ajudou a controlar a Bruxa.
A Bruxa, agressiva e responsável pelas crises de alcoolismo e bulimia de Robert.
Bob, jovem tímido, obcecado pelos estudos. Passava todo o tempo livre compilando as anotações feitas em aula.
Baby, criança com histórico de violência sexual. Vive em pânico, com medo de ser punido.
Robbey, adolescente com personalidade oposta a de Bobby. Muito tímido.
O Bibliotecário, Pesquisador acadêmico de trinta anos. Obcecado pelos estudos, vive cercado de livros.

Lawrence, pesquisador como o Bibliotecário, mas sociável e carreirista.
Olhos, presença indefinida, que surgia em momentos de crise para criticar Robert de forma negativa.

Analisando esses elementos “Personalidades Múltiplas” e “Subpersonalidades”, fenômenos “anímicos” e “personímicos”), relatados pela revista Veja, sem dúvida alguma deixam clara a existência de dois fenômenos diferentes, mas que, muitas vezes, se confundem, pelas semelhanças que apresentam. Mas, com certeza, não são invenção da cabeça de Robert. Algumas dessas personalidades, mesmo parecendo ser desdobramentos da personalidade atual, têm a curiosa necessidade de ter uma denominação (nome) diferente.
 Robert é a personalidade original. Como Robert, ele fez carreira acadêmica e chegou a consultor da Casa Branca. Mas o distúrbio que fragmentava sua personalidade (transtorno dissociativo de identidade) fazia com que essas personalidades múltiplas se alternassem provocando o que foi chamado de distúrbio raro.

Bobby, skatista e brincalhão, eternamente com vinte anos, com tendências suicidas. Conforme a Wikipédia, a enciclopédia livre, o skate só teria aparecido no princípio dos anos 60 na Califórnia. Os surfistas da Califórnia queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas para os dias de pouca onda. Inicialmente, o novo esporte foi chamado de “side walk surf”. Os surfistas pegaram as rodas de seus patins, e colocaram em "shapes", para que assim pudessem surfar em terra firme.
Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o skate só foi ser bastante conhecido uma década depois.
Em 1973, o americano Frank Naswortly inventou as rodinhas de uretano, que revolucionaram o esporte. Então, esta personalidade (Bobby) não pode ter vivido anteriormente em outra existência, já que Oxnam nasceu no ano de 1943 e tem 62 anos, e na época em que nasceu ainda nem havia skate. Assim sendo, o skate tendo sido inventado quando ele tinha 23 anos, se ele não foi praticante, foi um apreciador do esporte, frustrado por não ter praticado enquanto jovem. Então, para compensar essa frustração, a personalidade de Robert desdobrou-se e deu gênese a Bobby, que é o elemento ao qual denominamos Subpersonalidade, um desdobramento da personalidade atual, com uma autodenominação própria, para atender sua necessidade de ser diferente da personalidade real ou original, Robert.

Tommy, garoto de oito anos, sujeito a freqüentes acessos de violência, tanto pode ser uma Personalidade Múltipla quanto uma Subpersonalidade, já que esses acessos de violência tanto podem ser gerados por recalques ou traumas gravados nesta existência, quanto em uma existência anterior.

Wanda, mulher de meia idade, budista e silenciosa e a Bruxa, agressiva e responsável pelas crises de alcoolismo e bulimia de Robert, são, sem dúvida alguma, duas Personalidades Múltiplas. É o que nós chamamos de personalidades com polaridades invertidas, já que são elementos femininos manifestando-se em corpo masculino.
Bob, jovem tímido, obcecado pelos estudos. Passava todo o tempo livre compilando as anotações feitas em aula e Baby, criança com histórico de violência sexual. Vive em pânico, com medo de ser punido.
Estes personagens, tal qual Tommy, tanto podem ser Personalidades Múltiplas quanto Subpersonalidades, pois a obsessão pelos estudos como também o trauma sexual e o medo de ser punido podem ter sido desenvolvidos nesta ou em outras existências. O relato de Veja, bastante sucinto, em forma de notícia, não nos dá elementos suficientes para distinguirmos se é uma coisa ou outra, embora confirmados pelo relato de Baby. Em nosso entendimento esse transtorno dissociativo de identidade é um distúrbio que precisa ser cuidadosamente estudado por nós trabalhadores do psiquismo, pois somos muito procurados por causa de problemas dessa natureza, e com o tratamento de Apometria, Desdobramento Múltiplo, TVP e desenvolvimento da mediunidade, temos alcançado resultados muito animadores, e, às vezes, esses sintomas são facilmente curáveis.

Robbey, adolescente com personalidade oposta à de Bobby, muito tímido, e o Bibliotecário, pesquisador acadêmico de trinta anos, obcecado pelos estudos, que vive cercado de livros, são personagens típicos de Personalidades Múltiplas. Robert não é assim, ao que tudo indica, e não o sendo, não faria um desdobramento de sua personalidade com essas características.
Lawrence, pesquisador como o Bibliotecário, mas sociável e carreirista, pode ser um desdobramento da personalidade atual de Robert (Subpersonalidade), já que o gosto pela pesquisa poderia ser dele mesmo, mas por não ter tido estes desejos satisfeitos, deu gênese a um desdobramento. Mas poderia ser também uma Personalidade Múltipla e estar ainda ativa por apego à pesquisa.

Olhos, presença indefinida, que surgia em momentos de crise para criticar Robert de forma negativa.
Este elemento indefinido poderia bem ser uma “presença” extraconsciência, um espírito. Mas pode também ser uma Personalidade Múltipla.
Concluindo, devemos dizer que muito ainda precisa ser estudado, para que possamos conhecer melhor as propriedades do psiquismo e suas múltiplas possibilidades. Mas, para nossa satisfação, a ciência atual começa a aceitar a existência desses elementos, reforçando a confiabilidade das nossas pesquisas sobre as Personalidades Múltiplas e Subpersonalidades.
FONTE: http://www.holuseditora.com.br/artigos.html

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