terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Transtorno Bipolar - na visão espírita


Transtorno Bipolar - na visão espírita
Dr. Luiz Paiva*
O transtorno bipolar é uma doença funcional do cérebro relacionada aos neurotransmissores cerebrais, que provoca oscilações imprevisíveis do humor, que vai da depressão aos estados mais elevados, chamados de hipomania ou mania.

Afetando em torno de 1 a 8% da população, conforme a gravidade, distribuído igualmente entre homens e mulheres, o TB(transtorno bipolar) permanece como crônico em 1/3 dos acometidos, perdurando por toda vida. Surge geralmente na terceira década de vida e os sintomas depressivos predominam na maior parte do tempo.

Conquanto receba o nome de transtorno bipolar do humor, ele tem subespécies onde só se manifesta a mania ou a depressão ou estados mistos de mania e depressão, em que predomina a irritabilidade. Comumente,quando se apresenta com o predomínio dos sintomas depressivos é mal diagnosticado como depressão maior e tratado erroneamente com antidepressivos somente, o que piora o quadro.

Por isso, o diagnóstico deve ser feito por profissional qualificado,após exame clínico acurado e colhida história detalhada da enfermidade e sua evolução.
Sabe-se que o transtorno funcional dos neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e dopamina desempenham papel fundamental na doença, e estudos mostram uma base genética também, pois incide mais frequentemente em algumas famílias.

Conquanto existam os fatores predisponentes, há também as situações desencadeantes, geralmente associadas ao estresse ambiental ou uso e abuso de substâncias psicotrópicas, legais e ilegais.

Pelo que você pode observar, até agora analisamos apenas os fatores biológicos e ambientais, ficando uma lacuna nos aspectos psíquicos e espirituais. Há fatores intrapsíquicos, como a estrutura de personalidade, que joga como um fator de facilitação para a emersão do estado patológico.

Aqui, de igual forma, torna-se impossível separar os fatores espirituais, cármicos , dos fatores psíquicos, pois ambos procedem de uma mesma fonte,qual seja, o espírito imortal.

Torna-se vital avaliarmos o papel que desempenha o cérebro e o corpo físico como um todo no processo da evolução espiritual. O cérebro e o sistema endócrino-humoral é um grande sistema cibernético ou computadorizado, de natureza analógica e não digital, isto é, responde às gradações de forma gradual e não pelo tudo ou nada. Isto faculta ao cérebro ser um meio modulador dos impulsos mentais advindos do espírito, atenuando-os ou potencializando-os, conforme as necessidades adaptativas ou educativas da interação espírito- matéria.

Em assim sendo, as tendências patológicas agem como um alarme, fazendo o espírito automodular-se nas tendências e paixões. É a própria Lei de Causa e Efeito a serviço da educação, finalidade maior de sua existência no grande plano pedagógico de Deus.

À guisa de metáfora, seria como um mau motorista que, notório abusador dos recursos do veículo, desgastando-o prematuramente no descontrole da velocidade e nas frenagens, arriscando-se e levando riscos aos outros, recebesse como parte do seu processo reeducativo um veículo com deficiência nos freios, obrigando-o a restringir a velocidade e a utilizar marchas adequadas, de modo a lhe permitir o devido controle no direcionamento veicular.

Assim podemos melhor compreender a injunção cármica dos transtornos mentais como um todo, que servem de recursos retificadores dos trânsfugas espirituais que, destarte, corrigem em si mesmos os desvios das paixões alucinantes, do suicídio direto e indireto, dos abusos da inteligência e de outras formas de viciação e alienação do espírito.

No âmbito do tratamento, embora a própria enfermidade seja em si mesma uma forma de cura da causa original do problema, a providência divina concedeu à medicina humana os meios paliativos e mesmo efetivos de controlar, digamos, o descontrole. No caso do transtorno bipolar temos uma imensa gama de substâncias chamadas de estabilizadores do humor que se utilizam no tratamento de crise e no de longo prazo desta devastadora doença.
Sob o ponto de vista espiritual, strictu sensu, a reforma íntima, a vigilância e a oração, o propósito no bem, as ações beneficentes constituem-se na melhor profilaxia e tratamento.

Não raro, os portadores de TB trazem um séquito de cobradores do passado que podem vir a ser soezes obsessores, complicando um quadro já em si complexo e difícil. O transtorno bipolar do humor parece ser um facilitador da manifestação de faculdades mediúnicas, o que junto às afinidades espirituais do passado e os seus compromissos, vulnerabilizam sobremaneira o enfermo, que se torna assim presa fácil de múltiplos fatores alienantes. É desnecessário dizer que a utilização da terapêutica espírita é de grande valia, se acompanhada do devido esforço regenerativo por parte do doente.

*AUTOR:Luiz Paiva é médico psiquiatra e atual Vice-Presidente da AME-GO
FONTE: http://amigoespirita.ning.com/profiles/blog/show?id=
2920723%3ABlogPost%3A522261&xgs=1&xg_source=msg_share_post


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Prisioneiro da insatisfação

Prisioneiro da insatisfação
Quando atraímos situações em que nos sentimos de verdade satisfeitos, isto nos conduz a um estado de paz interior fazendo com que acreditemos na vida e nos entreguemos ao seu fluxo saudável, independentemente do que possa ocorrer. Como o ego não quer que venhamos a nos sentir livres para criarmos uma vida a partir de nossa essência, ele cria infinitas situações em que, aparentemente, estamos em busca da felicidade, mas que na verdade são situações que sempre nos mantêm prisioneiros da insatisfação, colocando-nos longe de nossa verdade divina. Tornamo-nos eternos insatisfeitos, buscadores incansáveis de satisfações ilusórias criadas pelo ego, na tentativa de nos levar para fora, para que não façamos a jornada interior, que é onde está aprisionada a nossa satisfação divina.

O ego sabe que não querermos enfrentar nossos monstros internos, ele nos fez fugir disso durante toda a nossa vida e nos fez acreditar que é o mundo exterior que nos ameaça, que é lá fora que encontramos nossos piores inimigos. Ele criou toda uma estrutura dentro de suas estratégias de sobrevivência, carregada dessas crenças no mal exterior, fazendo com que desviássemos o olhar de dentro de nós, buscando fora a satisfação e libertação. Passamos a acreditar que somos pobres vítimas nas mãos de algozes e vampiros, quando, na verdade, por trás de toda essa camada criada pelo ego, está escondida nossa realidade sombria, que o ego tranca com todas as suas forças, utilizando-a de forma dissimulada sempre que se sente em perigo nos fazendo acreditar que precisamos nos defender e usa nossas forças destrutivas de forma justificada para "matar os outros", nos fazendo crer que foi em nossa legítima defesa. Ele quer provar sua superioridade e ter poder.
Ao tomarmos consciência de nosso poder destrutivo, a vergonha e a culpa se manifestam com intensidade, vindo à luz de nossa consciência. A senhora culpa é o nosso pior algoz, ela nos mantém prisioneiros de forma cruel. Se desejarmos ir além, descobriremos que o ego usou todas as estratégias e lutas no mundo superficial para nos impedir de "descer ao patamar abaixo" e entrar em contato com nosso lado destrutivo e sombrio. Se desejarmos ir além, descobriremos que o ego usou esse lado destrutivo para nos aprisionar na indignação e no medo que sentimos desse "ser" que há em nós, para nos impedir de "descer ao patamar mais abaixo", onde encontramos a culpa, tão cruel e perigosa.
Seguindo essa trilha, compreendemos que o ego promove condições, dentro dos recursos que têm à sua disposição, no universo de nosso inconsciente, provenientes de nossas sub-personalidades de vidas passadas, e vai operando através de camadas. Em cada "patamar" de nosso inconsciente, o ego reserva algo que tememos muito. Sua intenção é impedir que tenhamos coragem de mergulhar no inconsciente. O ego tenta nos manter na superfície durante grande parte da nossa vida, criando tumultos e fazendo-nos ficar ocupados em nos defendermos do mundo. Quando finalmente descemos a outros níveis, sempre encontramos condições abomináveis ou aterrorizantes em nosso inconsciente, fazendo com que nunca pensemos em "descer mais", mas sim, pensemos em "subir a todo vapor", para fugir desse cenário que tanto nos perturba.
Por que será que o ego se dá a esse trabalho todo, o que será que acontece dentro de nós, que faz com que ele crie todos esses recursos para nos impedir de fazermos a jornada interior?

Por "baixo" de todas essas camadas de negatividade e destrutividade que há em nosso inconsciente, está trancada a parte mais divina e essencial de nossa alma, a parte que contém os recursos, dons, poderes e sabedoria mais preciosos que carregamos em nosso ser (lembrando que outras partes de nossa alma estão "por aí" perdidas, aprisionadas ou escondidas e temos livre em nós apenas uma parte "pequena" suficiente para nos mantermos vivos). Se esta parte tão divina de nossa alma estiver livre, nós simplesmente nos entregamos ao divino que há em nós e nossa vida acontece de forma suave e fluídica, com a sincronicidade se manifestando de forma poderosa, nos levando passo a passo na trilha de nosso coração.

Obviamente, o ego não quer isso e é influenciado pelas nossas sub-personalidades de vidas passadas que atuam dentro de nós com um poder negativo muito intenso; elas não querem que resgatemos essa parte divina de nós, pois temem que passemos pelas mesmas experiências dolorosas que elas passaram quando foram as "personalidades do momento" nas vidas passadas. Elas simplesmente não querem que nos manifestemos a partir de nossa parte mais essencial da alma.
Porém, apesar de isso ser algo tão desolador, precisamos compreender que é até conveniente, pois se nosso inconsciente tem tanta força e poder sobre nós, imagine se nossa essência estivesse livre, nas mãos dele e do ego, com certeza usariam nossos poderes da alma de forma muito mais destrutiva. Assim, é até melhor que nossa alma esteja prisioneira/protegida, enquanto nos tornamos conscientes dessa realidade e começamos a buscar recursos para resgatá-la.
Quando adentramos a jornada interior, de forma firme e honesta, somos capazes de descobrir e confrontar cada camada desses patamares do inconsciente. Sabendo que somos regidos por nosso Eu Superior e se nos mantivermos conectados a ele, a cada patamar que adentrarmos, poderemos ser apenas observadores de tudo o que descobrimos, nos acolhendo em nossos sentimentos e emoções, e aceitando toda a realidade oculta que se manifestar a nós. Com esta atitude, poderemos pedir ao Eu Superior que nos traga os recursos que ele possui para lidarmos com essas partes negativas de nós. O resgate de nossa alma acontecerá aos poucos, à medida que formos nos tornando mais conscientes de nossas forças destrutivas e formos nos colocando na posição de educadores dessas partes, conduzindo-as de forma segura, para que passem a atuar de forma mais adequada e saudável, em conjunto com nossa realidade divina.
Com isso vamos criando um ambiente interno mais favorável à expressão de nossa alma, as sub-personalidade vão entendendo que esse poder liberado que nos fará evoluir não é mal e vão começando a aceitar a idéia, enquanto nós estaremos atentos a elas, para que não se aproveitem da liberação da energia de nossa alma, usando-a de forma velada. Tudo é uma questão de conscientização, responsabilidade e educação de nossas partes negativas, de nossas sub-personalidades.

Para que possamos criar condições de resgatar essa parte tão divina de nossa alma, poderemos nos sintonizar a ela, apenas com o desejo de nosso coração, criando uma comunicação direta pedindo que ela vibre em nossa direção de forma a nos guiar, nos mostrando os recursos que temos à nossa disposição, para que possamos resgatá-la e para iluminarmos nosso inconsciente. Ela irá se expressando de forma a que tudo dentro de nós comece a se organizar e suavizar, criando um ambiente saudável e seguro para sua expressão mais intensa, promovendo também a possibilidade de trazermos de volta as outras partes de nossa alma.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Multiplicidade: A nova ciência da personalidade


Multiplicidade: A nova ciência da personalidade

Sinopse

Ser múltiplo é uma qualidade inerente ao homem. Portanto, a multiplicidade não deve ser encarada como uma aberração, pelo contrário: trata-se do estado natural do ser humano, é o que diz a escritora e conferencista Rita Carter, especialista no cérebro humano. Em “Multiplicidade: A nova ciência da personalidade”, a autora lança um novo olhar sobre os achados das pesquisas e experiências científicas mais recentes sobre a memória humana e sobre o senso de identidade de cada indivíduo, oferecendo ao leitor um guia essencial para harmonizar suas personalidades, explicando como identificar os diferentes personagens que residem em cada um de nós e como fazê-los agir em conjunto num mundo que demanda mais e mais do sujeito.

Afinal, os “eus” não trabalham juntos, mas brigam pelo poder e para gradativamente arruinar o outro. Já na Grécia Antiga, Platão havia entendido que a psique era dividida em três partes: a racional, a espiritual e a sensorial. No século IV, Santo Agostinho escreveu sobre seu “antigo eu pagão” que aparecia à noite para atormentá-lo, explica a autora. Mais tarde, a genialidade de Shakespeare criou os famosos personagens que vivem o conflito de identidades duplas, como Hamlet, Macbeth, Otelo e outros. O início do século XX trouxe as idéias de Freud sobre a existência de uma mente consciente e outra inconsciente, enquanto a teoria dos arquétipos de Jung sustentava a presença de entidades separadas no inconsciente.


Muitos autores dedicaram-se ao estudo da múltipla personalidade e várias escolas surgiram para explicar e tratar os sintomas da multiplicidade, desde a hipnose até à moderna tecnologia de imagem, passando pelos Transtorno de Múltipla Personalidade (TMP) e Desordem de Identidade Dissociativa (DID), que geraram controvertidos e polêmicos diagnósticos. As pesquisas da neurociência levaram à conclusão de que não existe um “eu essencial” no cérebro humano, mas um conglomerado de mentes menores que surgem em determinadas situações e desaparecem depois de utilizadas. As técnicas de imagem mostram claramente o que está acontecendo no cérebro, sinalizando até mesmo a mais tênue diferença entre uma afirmação verdadeira e outra falsa. As tecnologias de imagem cerebral tornaram possível ver dentro da cabeça da pessoa e observar as combinações neurais que produzem sensações, pensamentos e sentimentos.


Todos podem ver, exposto na tela, como sua vida interna é gerada, afirma a autora. Portanto, o livro de Rita Carter é sobre a multiplicidade normal, comum a todas as pessoas. Ela afirma que entender sobre esta forma extrema de multiplicidade pode ajudar o homem a se conhecer melhor. Sua intenção é mostrar que a personalidade não é um bem inato. Ao contrário, as crianças vêm equipadas com impulsos e inclinações genéticas, mas suas personalidades são construídas com os tijolos da experiência.


RITA CARTER, é jornalista especializada em ciência e medicina. Autora de livros sobre esses temas, ganhou duas vezes o Medical Lournalists´Association. Colabora para veículos como The Times, New Scientist, Telegraph e Independent. Realiza palestras nos Estados Unidos e Europa.

Visão Espírita dos Transtornos Mentais

Joanna de Ângelis

Visão Espírita dos Transtornos Mentais
Alexander Moreira de Almeida
Francisco Lotufo Neto
Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco é um médium baiano com mais de 150 livros psicografados (5 milhões de exemplares, traduzidos para 15 idiomas) e orador espírita que realiza palestras pelo Brasil e no exterior (cerca de 60 países). Afirma que sua mentora espiritual, uma espécie de anjo da guarda, chama-se Joanna de Ângelis, que teria escrito 55 livros através dele. Desde 1990 ela tem escrito diversas obras abordando saúde mental, que ficaram conhecidas como “série psicológica” (Franco, 2002).

Os escritos de Joanna ilustram bem uma corrente psicológica espírita atual, pois têm atingido uma boa tiragem e considerável repercussão no meio espírita brasileiro. Descrevem uma abordagem complementar às anteriormente descritas, voltadas principalmente para transtornos “neuróticos” e com amplas pontes tendo sido feitas com a psicologia transpessoal e junguiana. Na introdução da primeira obra da série, explica:

“O Espiritismo, sintetizando diversas correntes de pensamento psicológico e estudando o homem na sua condição de Espírito eterno, apresenta a proposta de um comportamento filosófico idealista, imortalista, auxiliando-o na equação dos seus problemas, sem violência e com base na reencarnação, apontando-lhe os rumos felizes que deve seguir.” (Franco, 1990, p:9)
O espírito de cada indivíduo seria a totalidade da consciência, o Self, composto por uma parte consciente e um inconsciente ampliado, ao incluir as experiências da vida atual e passadas.
 
“O Self não é apenas um arquétipo-padrão, mas o Espírito com as experiências iniciais e profundas de processos anteriores (...). É natural, portanto, que possua heranças, atavismos, reminiscências, inconsciente coletivo e pessoal, face ao largo trânsito do seu psiquismo no processo evolutivo ao largo dos milênios. Herdeiro de si mesmo, o Self é mais que um arquétipo, sendo o próprio ser espiritual precedente ao berço e sobrevivente ao túmulo.” (Franco, 2002a, p.70)
“Esse inconsciente coletivo seria o registro mnemônico das reencarnações anteriores de cada ser(...)”. (Franco, 1995, p:63)
Esse inconsciente teria uma influência marcante em nossos pensamentos, ações e tendências. Seu conteúdo poderia ser parcialmente acessado através dos sonhos, orações, meditações e transes, que muitas vezes seriam, erroneamente, tomados como mediúnicos. Os transes em que se manifestaria o inconsciente do indivíduo e não um outro espírito são chamados de “anímicos”.(Franco, 1997, p:86).

O sistema nervoso central seria o instrumento de ação do espírito sobre o corpo ao regular o funcionamento do sistema neuroendocrinoimunológico. Os desequilíbrios deste sistema nos diversos transtornos mentais usualmente seriam conseqüentes a desarmonias do espírito, que seria o fator causal fundamental do psiquismo (Franco, 1997, p:24; 1999, p.35, 42; 2000a, p:101). É destacada a intensa relação mente-corpo, as influências do espírito sobre o corpo gerariam um funcionamento corporal harmônico ou enfermiço ao induzir mutações e diversas alterações na fisiologia.

Além dos fatores orgânicos e sociais, as vidas passadas teriam um importante papel nos desajustes psíquicos atuais. Fobias podem decorrer de eventos traumáticos, assim como depressões de uma consciência de culpa sobre ações pretéritas infelizes (Franco, 1997, p:32). Os complexos de culpa quanto a ações desta ou de outras vidas, atuando de modo muitas vezes inconsciente, seriam significativos fatores de desajuste psíquico (Franco, 2000b, p:31). Por isso há uma valorização da conduta ética e, ao invés da culpa perturbadora, enfatiza-se o conceito de responsabilidade, mediante o qual “a colheita se deriva da semeadura, sem qualquer expressão fatalista do sofrimento” (2000a, p.:43).

As obsessões também são incluídas entre as etiologias dos transtornos mentais, por outro lado é informado que aquelas podem ser conseqüências destes.
“(...) os estados depressivos que proporcionam pensamentos pessimistas e nefastos (...) abrem brechas para a instalação de obsessões danosas, quando não de fenômenos que deterioram a máquina celular, propiciando a instalação de doenças variadas”.(Franco, 1999, p:59).

Na busca do reequilíbrio, há uma grande ênfase numa conduta e pensamentos éticos como geradores de uma ascendência salutar do espírito sobre o corpo (Franco, 1999, p:57-62). Mas essa busca da virtude se daria por um real desejo de aprimoramento e não por mecanismos de repressão que seriam fomentadores de “dissimulação e indignidade disfarçada de virtude” (Franco, 2000c, p:7). A cura real e definitiva se daria pelo aprimoramento intelecto-moral do espírito ao longo das diversas encarnações (Franco, 1999, p:65-9).

“A saúde mental somente é possível quando o Self, estruturado em valores éticos nobres, compreende a finalidade precípua da existência humana, direcionando os seus sentimentos e conhecimentos em favor da ordem, do progresso, do bem-estar de toda a sociedade”. (Franco, 2002a, p:113).
São valorizados o desenvolvimento de objetivos existenciais transcendentes e a busca constante, mas sem ansiedade, destas metas. “Sem uma visão espiritual da existência física, a própria vida permaneceria sem sentido ou significado”(Franco, 1995, p:9). Há uma valorização da religião que liberta do medo e da ansiedade e “proporciona a coragem natural para o auto-enfrentamento, tornando-se terapêutica e geradora de saúde”. Por outro lado, destaca-se que a religião não deve servir de “fuga psicológica para o indivíduo poupar-se ao enfrentamento dos seus conflitos, dos processos de libertação do sofrimento” (Franco, 2002a, p:178)
O maior modelo de “Homem Integral” seria Jesus, um “exemplo da perfeita identificação da anima com o animus”, tendo “desenvolvido todas as aptidões herdadas de Deus” (Franco, 1990, p:8; 2000, p:9-10). Apesar de existirem tipos paradigmáticos, cada ser deve se empenhar na busca de si mesmo, num processo de individuação, que seria a caminhada para se tornar um ser “total, original e único que liberta a consciência das constrições mais vigorosas do Inconsciente dominador, (...) integrando-o à consciência atual”. (Franco, 1997, p:92-4).
“Ninguém se encontraria reencarnado na Terra não tivesse a existência física uma finalidade superior.(...) Etapa a etapa, são realizados progressos que se fixam mediante os hábitos que se incorporam à individualidade(...)
Erros e acertos constituem recurso de desdobramento da consciência para logros mais grandiosos (...) (Franco, 1997, p:27)
O homem saudável não é aquele que se encontra extático, aparentemente triunfador sobre as situações enfrentadas, mas quem permanece lutando, sempre disposto a avançar com os olhos postos no futuro para onde avança.”(Franco, 1999, p:38)
A busca do autoconhecimento seria uma etapa fundamental na transformação evolutiva do espírito pois favoreceria “a recuperação, quando em estado de desarmonia, ou o crescimento, se portador de valores intrínsecos latentes”. Para que seja logrado o autodescobrimento, iluminando a sombra, alguns requisitos seriam imprescindíveis: “insatisfação pelo que se é ou como se encontra; desejo sincero de mudança; persistência no tentame; disposição para aceitar-se e vencer-se; capacidade para crescer emocionalmente” (Franco, 1995, p:9-13).
A autoconquista, somente possível ao longo de diversas encarnações, permitiria a superação dos mecanismos de fuga, de transferência de responsabilidade, de rejeição e o enfrentar-se sem acusação (Franco, 1993, p:151-2).

“O homem maduro psicologicamente vive a amplidão infinita das aspirações do bom, do belo, do verdadeiro, e, esvaído do ego, atinge o self, tornando-se homem integral, ideal, no rumo do infinito.” (Franco, 1993, p:28).
OBS: Parte do artigo “Visão Espírita dos Transtornos Mentais”.
FONTE: http://www.espiritualidades.com.br/Artigos/A_autores/Almeida_Alexander_LotufoNeto_Francisco_tit_Visao_Espirita_dos_Transtornos_Mentais.pdf


O “JESUS INTERNO” NA PSICOLOGIA ESPÍRITA


Dr. Vilson Aparecido Disposti (Araçatuba-SP)
O Espiritismo ao aprofundar a análise do homem terrestre, revela nele, a presença da alma imortal que o anima, carregando imensurável arquivo de suas vivências passadas.
Nem por isso, se deve inquietar quanto o que fomos ou realizamos. Porque, os fatos que tiveram importância emocional, sejam agradáveis ou não, estão assinalados nas zonas mais profundas do Espírito, em forma de núcleos energéticos, conforme lição do ilustre médico psiquiatra espírita Jorge Andréa[1].
Pois bem, são estes núcleos de energias que pulsam incessantemente nos centros da alma, a irradiarem forças para a zona da consciência, onde deságuam os conteúdos emocionais que lhe são próprios.
É compreensível, que tais emoções estejam ligadas a fatos ou desejos, que respectivamente as produziram e se mantém vivas, caso sigam realimentadas. Geralmente, são inquietações que se prendem á satisfação dos instintos humanos, como a agressividade, medo, dominação (poder), inquietação sexual etc.
No entanto, ainda que, tais vontades sejam repelidas pela consciência, elas não deixam de provocar uma onda de pensamentos permeados de emoções, por vezes, perturbadoras.
Só pelo fato de a consciência repelir uma vontade emergente do inconsciente, surge aí uma resistência que se opõe, portanto, capaz de gerar tensões internas. É o conflito! Porém, se o indivíduo não suportando a intensidade dessas tensões e venha realizar o desejo, dando-se, portanto, o deságue na zona física, em seguida, poderá arrepender-se. Porque se sentirá reprovado ou acusado por algo que pulsa em seu mundo interior.
A eterna luta entre o instinto e a razão, diga-se consciência e o inconsciente, opera-se na arena da intimidade do Espírito, que pode ser traduzida na luta do presente com o passado espiritual, que deseja repetir-se, mas, que nos cumpre o dever corrigi-lo, dando-lhe direção diversa.
Todavia é intrigante, a censura interna que o ser humano tem de si mesmo, ou seja, a auto-reprovação de seus pensamentos e mais severamente de suas condutas, a imporem perturbações ainda maiores, em face do sofrimento decorrente da culpa.
Mas, em qual instância residiria esse juiz, quase sempre, implacável que nos acusa? Jung a nomeou de “Deus interno” [2]. Mas, Allan Kardec, ao indagar os Espíritos da Codificação: “Onde está escrita a Lei de Deus?” Foram eles taxativos ao responderem: “Na Consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão, 621) [3]
Assim, é de se reconhecer que em nossa consciência, pulsa também o senso da Lei Divina e tudo o que ela pode e deve representar, segundo o estágio espiritual de cada um. Seria nesta “superconsciência” que polarizam as nossas metas, sonhos de ideal, onde teríamos sim, o nosso “Deus interno”.
Mas, dada a nossa incorrigível inclinação em tomar Deus, por um Ser humanizado, o que de imediato O diminuiríamos, recorreremos á figura majestosa de Jesus, com quem identificamos melhor, porque Ele, embora divinizado, humanizou-se para nos ensinar mais de perto.
É indubitável que temos um “Cristo interno”, o qual fora construído pela educação religiosa durante as fases de nosso desenvolvimento nesta e noutras vidas. E Jesus seguirá, por muito tempo, sendo edificado no curso do tempo... Aí se pergunta: Como será mesmo, o nosso “Jesus interno”? E o seu? Só você poderá responder.
Porém, ousaria dizer, que esse Jesus interno não seria o mesmo, que Jesus Real. O interno é um Jesus quase temido, que censura, julga e até mesmo condena. Porque assim, Ele fora construído no inconsciente do ontem poderá seguir, desse modo, na consciência de hoje.
Enquanto, Jesus Real é o amor numa dimensão que ainda temos dificuldade em compreender. Jesus sabia que temos um futuro de luz, quando nos asseverou: “Vós sois deuses, pois brilhe a vossa luz”, tanto quanto, os Anjos tiveram um passado de sombras[4].
Em razão disso, a pessoa não pode se envergonhar de seu lado sombra, porque as imperfeições são da natureza humana. Como também não devemos nos envergonhar de Jesus, por essa condição de humanidade, que nela demoramos. Considerando-se que Jesus, nos empresta o tesouro do tempo para que façamos a transição do homem velho para o homem novo á caminho da luz.
Jesus, O Psicopedagogo por excelência, sabe que a aprendizagem se faz pelo inevitável processo de erros e acertos, por meio do mergulho do Espírito na densidade do corpo, de tempos em tempos.
Por certo, Jesus sabia que aumentaria os nossos conflitos, quando nos recomendou a observância da Lei de Amor. E Paulo, em carta aos Romanos, confessa: “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”.[5]
Por isso, Jesus reconheceu: “Não penseis que vim trazer a paz á Terra; não vim trazer a paz, e, sim a espada. Vim lançar o fogo sobre á Terra, e o que mais desejo, senão que ele se acenda?” (Mateus, 10:34 a 36) [6].
Enquanto Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, acolhe esta magna declaração registrada por Mateus, no capítulo 23, sob o título de Moral Estranha, onde esclarece que Jesus apresentava idéias novas e revolucionárias para os costumes bárbaros, os quais repercutem até hoje no homem do mundo.
Os ditos e os feitos de Jesus não se consolidarão sem que haja lutas! Lutas que se travam na intimidade silenciosa de cada um. Lutas que emergem dos desejos do ontem em litígio com as possibilidades do hoje. A reclamarem projeções para o exercício da caridade, da renúncia e da entrega a Jesus, para que o egoísmo das paixões humanas se sublime no Amor Universal.

Vilson Disposti - vilsondi@terra.com.br
(Artigo publicado na revista “O Semeador” – ed. n. 888, p. 06. Nov, 2011- Feesp)
REFERÊNCIAS
ALLAN KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. Petit, São Paulo, 2001.
ALLAN KARDEC, O Livro dos Espíritos, Ed FEB, Rio de Janeiro, 2009.
DEEPAK CHOPRA, O Efeito Sombra, Ed Lua de Papel, São Paulo, 2010.
FREUD e JUNG, Sobre Religião, Ed. Loyola, São Paulo, 2001.
JORGE ANDRÉA, Psicologia Espírita, vol., II, Ed. Societo Lorenz, 1998.
FONTE: http://amigoespirita.ning.com/group/artigosespiritas/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A516416&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

A peça da vida

Rafael da Silva Santos [rafinhapsy]
30/6/10
Mais uma de minhas crônicas, ou meras reflexões sobre existência.
Trago com muito prazer, mais um de meus pensamentos.

Vejo a vida como uma espécie de teatro, onde somos às vezes protagonistas, onde toda a peça gira em torno de nós. Assumimos esse papel com a missão de influenciar, ensinar, servir; o protagonista é o centro de todas as atenções, sendo assim, é necessário usar desse benefício para o bem mútuo, sem distinção, expondo com sabedoria aquilo que nos convém passar adiante, algum grande insight sobre a vida ou até mesmo um simples, mas não menos valioso, conselho, sem que nos prendamos em nossas grades que não nos permitem voar.
Durante esses ciclos em que hora somos protagonistas e hora coadjuvantes, na maior parte do tempo somos coadjuvantes. Essa seria a fase do aprendizado, onde acompanhamos, observamos, seguimos ao invés de sermos seguidos. Observar não significa apenas aprender com os outros, mas sim aprender com os próprios erros, tirar conclusões dos intempéries que a vida nos apronta para crescermos, tirar conclusões dessas experiências.
Como um ator trocando os papeis em sua carreira, em nossas vidas não é tão diferente, começamos como meros figurantes da peça, sem voz, sem vez; muitos permanecem um bom tempo como figurantes, sendo apenas direcionados, sem questionar, sem mencionar, seguindo o ritmo que a banda toca.
Quando trocamos para coadjuvantes passamos a girar em torno de algo, a seguir algo, ou quem sabe até mesmo alguém. Somos parte de um grande acontecimento, contribuímos para algum êxito ou fracasso, aprendemos, observamos, seguimos, exploramos, com o fim de crescermos e um dia quem sabe chegarmos a ser um protagonista!
Nessa troca de papéis, existem casos excepcionais onde algumas pessoas nascem com certo esplendor, são iluminadas, prontas para ensinar e servirem como exemplo e inspiração, onde o maior lema dessas pessoas é o de sempre aprender, com observação e sabedoria e ter a total consciência de que jamais saberá a verdade sobre todas as coisas.
FONTE: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1710


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

FUNDAÇÃO LONDRINA USA DESOBSESSÃO COMO TERAPIA

Dr. Alan Sanderson
FUNDAÇÃO LONDRINA USA DESOBSESSÃO COMO TERAPIA
(matéria publicada na Folha Espírita em fevereiro de 2004)
A Folha Espírita entrevistou o Dr. Alan Sanderson, psiquiatra,fundador da The Spirit Release Foundation (Fundação para a Liberação de Espíritos – ou desobsessão, em linguagem espírita).
O psiquiatra londrino Alan Sanderson começou a se interessar por assuntos espirituais, especialmente pelo tratamento da obsessão, há aproximadamente 12 anos, quando conheceu uma pessoa que lidava com esse tipo de trabalho. Desde então, tem se dedicado à aplicação dessa terapia, inicialmente no sistema de saúde pública, no qual encontrou algumas dificuldades, o que o levou a trabalhar de maneira particular.
Há mais ou menos quatro anos, juntamente com algumas pessoas, decidiu fundar uma organização que se denomina The Spirit Release Foundation (Fundação para a Liberação de Espíritos – ou desobsessão, em linguagem espírita) e que agora conta com 170 associados. Entre estes não há muitos médicos, mas terapeutas complementares e pessoas com formações diversas, tais como psicólogos, aconselhadores, passistas, médiuns, enfim, pessoas interessadas nesse tipo de trabalho. Segundo Sanderson, a instituição está crescendo e se desenvolvendo, o que o faz acreditar que, no futuro, talvez ela possa convidar pessoas do exterior para lhes falar, facilitando, assim, o intercâmbio e a troca de experiências com entidades afins.
Quando de minha passagem por Londres, em novembro, realizei esta entrevista para a Folha Espírita, que contou com a inestimável ajuda da competente intérprete e querida amiga Ana Sinclair.
FE - Quais os principais objetivos da Spirit Release Foundation?
Sanderson - Treinar pessoas em spirit release (desobsessão) para que sejam qualificadas, de acordo com nossos critérios, a fazer o trabalho e também a divulgá-lo junto aos médicos, a outros terapeutas e pessoas da comunidade, de modo a explicar a dimensão espiritual, os benefícios do spirit release e a influência do spiritual attachment (obsessão).
FE - Quais os métodos de que se utilizam?
Sanderson - Podem ser divididos de maneira abrangente em dois: o método que chamamos de interativo, que utiliza estados alterados da consciência, tais como hipnose, em que se dialoga com o paciente ou com o espírito através do paciente; e o intuitivo, em que há muitas maneiras pelas quais pessoas com habilidades psíquicas podem contatar os espíritos e ajudá-los a partir. A escolha do tipo de método dependerá das habilidades do terapeuta. E, naturalmente, se estamos tratando uma criança ou uma pessoa que mora longe, iremos utilizar o método a distância. Assim, poderemos nos valer de um terapeuta com habilidades psíquicas ou dois deles, sendo que um permitirá, através de um estado alterado de consciência, que o espírito fale por seu intermédio, enquanto o outro dialogará com o espírito.
FE - Que tipo de resultados tem obtido para seus pacientes?
Sanderson - Às vezes, são maravilhosos e rápidos. Mas há outros que demoram a chegar. Não raramente encontramos pacientes que, por uma razão ou outra, estão fortemente possuídos. Recomendo-os, então, a alguns colegas que cuidam desses casos, por exemplo, um que é especialista em possessões demoníacas. Esse colega trabalha com pessoas que têm possessões muito severas. Em geral, dedica longos períodos no tratamento delas, utilizando meditação do coração para fortalecê-las. Agora, estamos formando um grupo composto de seis de nós para trabalharmos juntos, na expectativa de que possamos obter melhores resultados nesses casos mais difíceis.
FE - Como a Medicina ortodoxa britânica vê o seu trabalho?
Sanderson - A Medicina ortodoxa britânica não vê nosso trabalho, olha para o outro lado (risos). No entanto, posso dizer que há, agora, na Real Sociedade de Psiquiatras, um grupo formado por cerca de 700 pessoas que revelou especial interesse em assuntos espirituais. Em maio, tivemos um encontro sobre Spirit Release Therapy (Terapia de Desobsessão), que ficou completamente lotado. A freqüência a esse evento foi maior do que a de qualquer outro que tiveram. E isso foi notável, pois nunca esperava poder ter um encontro na Real Sociedade de Psiquiatras abordando esse assunto. Os tempos estão mudando e isso é muito estimulante.
FONTE: http://www.amebrasil.org.br/html/outras_fund.htm

Síndrome do Pânico


“Coração disparado,falta de ar,sensação de desmaio,esses são alguns dos inúmeros sintomas da síndrome do pânico.Eu já passei por isso,e hoje,me sinto mais forte,e praticamente curada,graças a minha fé em Jesus e a Doutrina Espírita que me trouxe muitos esclarecimentos a cerca do problema.
È importante salientar que a ajuda de um bom psicólogo e se necessário for o auxílio de medicamentos ajudam no tratamento.
Na verdade a síndrome do pânico, na visão espírita trata-se de resquícios que trouxemos de nossas vidas passadas, problemas esses,que não foram resolvidos, e agora em nossa reencarnação,surge com o medo.
Claro que Deus nos beneficiou com o véu do esquecimento,porque se lembrassemos de nossos erros passados,nosso medo,dor e sofrimento ,seriam maiores.
Se você estiver passando por isso ao ler este texto,saiba que não está sozinho,que com muita fé, e coragem todas as dores passam,pois,Deus nos quer FELIZES!”

Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios.

A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo.

Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicas-tenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando-se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia..

A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral.

Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos..

Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico.

Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise.


Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor.


O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente.


A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores.


Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida.

É uma doença que se instala com mais freqüência na mulher, embora ocorra ambém no homem, e não se trata de um problema exclusivamente contemporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental.


O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita.

Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.


Joanna de Ângelis
Da obra "Amor, Imbatível Amor".


FONTE: http://amigoespirita.ning.com/group/saudeeespiritismo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nasa anuncia descoberta de planeta que pode ter água


Com 2,5 vezes o tamanho da Terra, Kepler-22b está dentro da zona habitável de seu sistema estelar.
O observatório espacial Kepler descobriu no sistema planetário Kepler-22, a 600 anos-luz de distância, o primeiro planeta situado na chamada "zona habitável", o Kepler-22b, em uma região onde se acredita que pode haver água líquida, anunciou a Nasa nesta segunda-feira (5) em entrevista coletiva.
Ainda não se sabe qual a composição do planeta: se ele seria rochoso como a Terra ou composto majoritariamente de gás, como Júpiter.
 "Este é um marco na busca por uma nova Terra," afirmou Douglas Hudgins, chefe da missão Kepler na Nasa. No entanto, os cientistas confirmaram que o Kepler-22b tem 2,5 vezes o tamanho da Terra e uma orbita em torno de sua estrela em uma trajetória semelhante à nossa. Seu ano tem 290 dias e sua temperatura média ficaria em torno dos 22 graus.
Ele é o primeiro a ser confirmado dos 54 planetas potencialmente habitáveis anunciados pela missão em fevereiro.
Os cientistas do Centro de Pesquisa Ames da Nasa anunciaram, além disso, que Kepler identificou 1 mil novos candidatos a planeta, dez dos quais possuem tamanho similar ao da Terra e estão na zona habitável da estrela de seu sistema solar.
FONTE: iG São Paulo | 05/12/2011