domingo, 11 de dezembro de 2011

O “JESUS INTERNO” NA PSICOLOGIA ESPÍRITA


Dr. Vilson Aparecido Disposti (Araçatuba-SP)
O Espiritismo ao aprofundar a análise do homem terrestre, revela nele, a presença da alma imortal que o anima, carregando imensurável arquivo de suas vivências passadas.
Nem por isso, se deve inquietar quanto o que fomos ou realizamos. Porque, os fatos que tiveram importância emocional, sejam agradáveis ou não, estão assinalados nas zonas mais profundas do Espírito, em forma de núcleos energéticos, conforme lição do ilustre médico psiquiatra espírita Jorge Andréa[1].
Pois bem, são estes núcleos de energias que pulsam incessantemente nos centros da alma, a irradiarem forças para a zona da consciência, onde deságuam os conteúdos emocionais que lhe são próprios.
É compreensível, que tais emoções estejam ligadas a fatos ou desejos, que respectivamente as produziram e se mantém vivas, caso sigam realimentadas. Geralmente, são inquietações que se prendem á satisfação dos instintos humanos, como a agressividade, medo, dominação (poder), inquietação sexual etc.
No entanto, ainda que, tais vontades sejam repelidas pela consciência, elas não deixam de provocar uma onda de pensamentos permeados de emoções, por vezes, perturbadoras.
Só pelo fato de a consciência repelir uma vontade emergente do inconsciente, surge aí uma resistência que se opõe, portanto, capaz de gerar tensões internas. É o conflito! Porém, se o indivíduo não suportando a intensidade dessas tensões e venha realizar o desejo, dando-se, portanto, o deságue na zona física, em seguida, poderá arrepender-se. Porque se sentirá reprovado ou acusado por algo que pulsa em seu mundo interior.
A eterna luta entre o instinto e a razão, diga-se consciência e o inconsciente, opera-se na arena da intimidade do Espírito, que pode ser traduzida na luta do presente com o passado espiritual, que deseja repetir-se, mas, que nos cumpre o dever corrigi-lo, dando-lhe direção diversa.
Todavia é intrigante, a censura interna que o ser humano tem de si mesmo, ou seja, a auto-reprovação de seus pensamentos e mais severamente de suas condutas, a imporem perturbações ainda maiores, em face do sofrimento decorrente da culpa.
Mas, em qual instância residiria esse juiz, quase sempre, implacável que nos acusa? Jung a nomeou de “Deus interno” [2]. Mas, Allan Kardec, ao indagar os Espíritos da Codificação: “Onde está escrita a Lei de Deus?” Foram eles taxativos ao responderem: “Na Consciência”. (O Livro dos Espíritos, questão, 621) [3]
Assim, é de se reconhecer que em nossa consciência, pulsa também o senso da Lei Divina e tudo o que ela pode e deve representar, segundo o estágio espiritual de cada um. Seria nesta “superconsciência” que polarizam as nossas metas, sonhos de ideal, onde teríamos sim, o nosso “Deus interno”.
Mas, dada a nossa incorrigível inclinação em tomar Deus, por um Ser humanizado, o que de imediato O diminuiríamos, recorreremos á figura majestosa de Jesus, com quem identificamos melhor, porque Ele, embora divinizado, humanizou-se para nos ensinar mais de perto.
É indubitável que temos um “Cristo interno”, o qual fora construído pela educação religiosa durante as fases de nosso desenvolvimento nesta e noutras vidas. E Jesus seguirá, por muito tempo, sendo edificado no curso do tempo... Aí se pergunta: Como será mesmo, o nosso “Jesus interno”? E o seu? Só você poderá responder.
Porém, ousaria dizer, que esse Jesus interno não seria o mesmo, que Jesus Real. O interno é um Jesus quase temido, que censura, julga e até mesmo condena. Porque assim, Ele fora construído no inconsciente do ontem poderá seguir, desse modo, na consciência de hoje.
Enquanto, Jesus Real é o amor numa dimensão que ainda temos dificuldade em compreender. Jesus sabia que temos um futuro de luz, quando nos asseverou: “Vós sois deuses, pois brilhe a vossa luz”, tanto quanto, os Anjos tiveram um passado de sombras[4].
Em razão disso, a pessoa não pode se envergonhar de seu lado sombra, porque as imperfeições são da natureza humana. Como também não devemos nos envergonhar de Jesus, por essa condição de humanidade, que nela demoramos. Considerando-se que Jesus, nos empresta o tesouro do tempo para que façamos a transição do homem velho para o homem novo á caminho da luz.
Jesus, O Psicopedagogo por excelência, sabe que a aprendizagem se faz pelo inevitável processo de erros e acertos, por meio do mergulho do Espírito na densidade do corpo, de tempos em tempos.
Por certo, Jesus sabia que aumentaria os nossos conflitos, quando nos recomendou a observância da Lei de Amor. E Paulo, em carta aos Romanos, confessa: “Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”.[5]
Por isso, Jesus reconheceu: “Não penseis que vim trazer a paz á Terra; não vim trazer a paz, e, sim a espada. Vim lançar o fogo sobre á Terra, e o que mais desejo, senão que ele se acenda?” (Mateus, 10:34 a 36) [6].
Enquanto Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, acolhe esta magna declaração registrada por Mateus, no capítulo 23, sob o título de Moral Estranha, onde esclarece que Jesus apresentava idéias novas e revolucionárias para os costumes bárbaros, os quais repercutem até hoje no homem do mundo.
Os ditos e os feitos de Jesus não se consolidarão sem que haja lutas! Lutas que se travam na intimidade silenciosa de cada um. Lutas que emergem dos desejos do ontem em litígio com as possibilidades do hoje. A reclamarem projeções para o exercício da caridade, da renúncia e da entrega a Jesus, para que o egoísmo das paixões humanas se sublime no Amor Universal.

Vilson Disposti - vilsondi@terra.com.br
(Artigo publicado na revista “O Semeador” – ed. n. 888, p. 06. Nov, 2011- Feesp)
REFERÊNCIAS
ALLAN KARDEC, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Ed. Petit, São Paulo, 2001.
ALLAN KARDEC, O Livro dos Espíritos, Ed FEB, Rio de Janeiro, 2009.
DEEPAK CHOPRA, O Efeito Sombra, Ed Lua de Papel, São Paulo, 2010.
FREUD e JUNG, Sobre Religião, Ed. Loyola, São Paulo, 2001.
JORGE ANDRÉA, Psicologia Espírita, vol., II, Ed. Societo Lorenz, 1998.
FONTE: http://amigoespirita.ning.com/group/artigosespiritas/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A516416&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

A peça da vida

Rafael da Silva Santos [rafinhapsy]
30/6/10
Mais uma de minhas crônicas, ou meras reflexões sobre existência.
Trago com muito prazer, mais um de meus pensamentos.

Vejo a vida como uma espécie de teatro, onde somos às vezes protagonistas, onde toda a peça gira em torno de nós. Assumimos esse papel com a missão de influenciar, ensinar, servir; o protagonista é o centro de todas as atenções, sendo assim, é necessário usar desse benefício para o bem mútuo, sem distinção, expondo com sabedoria aquilo que nos convém passar adiante, algum grande insight sobre a vida ou até mesmo um simples, mas não menos valioso, conselho, sem que nos prendamos em nossas grades que não nos permitem voar.
Durante esses ciclos em que hora somos protagonistas e hora coadjuvantes, na maior parte do tempo somos coadjuvantes. Essa seria a fase do aprendizado, onde acompanhamos, observamos, seguimos ao invés de sermos seguidos. Observar não significa apenas aprender com os outros, mas sim aprender com os próprios erros, tirar conclusões dos intempéries que a vida nos apronta para crescermos, tirar conclusões dessas experiências.
Como um ator trocando os papeis em sua carreira, em nossas vidas não é tão diferente, começamos como meros figurantes da peça, sem voz, sem vez; muitos permanecem um bom tempo como figurantes, sendo apenas direcionados, sem questionar, sem mencionar, seguindo o ritmo que a banda toca.
Quando trocamos para coadjuvantes passamos a girar em torno de algo, a seguir algo, ou quem sabe até mesmo alguém. Somos parte de um grande acontecimento, contribuímos para algum êxito ou fracasso, aprendemos, observamos, seguimos, exploramos, com o fim de crescermos e um dia quem sabe chegarmos a ser um protagonista!
Nessa troca de papéis, existem casos excepcionais onde algumas pessoas nascem com certo esplendor, são iluminadas, prontas para ensinar e servirem como exemplo e inspiração, onde o maior lema dessas pessoas é o de sempre aprender, com observação e sabedoria e ter a total consciência de que jamais saberá a verdade sobre todas as coisas.
FONTE: http://www.redepsi.com.br/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=1710


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

FUNDAÇÃO LONDRINA USA DESOBSESSÃO COMO TERAPIA

Dr. Alan Sanderson
FUNDAÇÃO LONDRINA USA DESOBSESSÃO COMO TERAPIA
(matéria publicada na Folha Espírita em fevereiro de 2004)
A Folha Espírita entrevistou o Dr. Alan Sanderson, psiquiatra,fundador da The Spirit Release Foundation (Fundação para a Liberação de Espíritos – ou desobsessão, em linguagem espírita).
O psiquiatra londrino Alan Sanderson começou a se interessar por assuntos espirituais, especialmente pelo tratamento da obsessão, há aproximadamente 12 anos, quando conheceu uma pessoa que lidava com esse tipo de trabalho. Desde então, tem se dedicado à aplicação dessa terapia, inicialmente no sistema de saúde pública, no qual encontrou algumas dificuldades, o que o levou a trabalhar de maneira particular.
Há mais ou menos quatro anos, juntamente com algumas pessoas, decidiu fundar uma organização que se denomina The Spirit Release Foundation (Fundação para a Liberação de Espíritos – ou desobsessão, em linguagem espírita) e que agora conta com 170 associados. Entre estes não há muitos médicos, mas terapeutas complementares e pessoas com formações diversas, tais como psicólogos, aconselhadores, passistas, médiuns, enfim, pessoas interessadas nesse tipo de trabalho. Segundo Sanderson, a instituição está crescendo e se desenvolvendo, o que o faz acreditar que, no futuro, talvez ela possa convidar pessoas do exterior para lhes falar, facilitando, assim, o intercâmbio e a troca de experiências com entidades afins.
Quando de minha passagem por Londres, em novembro, realizei esta entrevista para a Folha Espírita, que contou com a inestimável ajuda da competente intérprete e querida amiga Ana Sinclair.
FE - Quais os principais objetivos da Spirit Release Foundation?
Sanderson - Treinar pessoas em spirit release (desobsessão) para que sejam qualificadas, de acordo com nossos critérios, a fazer o trabalho e também a divulgá-lo junto aos médicos, a outros terapeutas e pessoas da comunidade, de modo a explicar a dimensão espiritual, os benefícios do spirit release e a influência do spiritual attachment (obsessão).
FE - Quais os métodos de que se utilizam?
Sanderson - Podem ser divididos de maneira abrangente em dois: o método que chamamos de interativo, que utiliza estados alterados da consciência, tais como hipnose, em que se dialoga com o paciente ou com o espírito através do paciente; e o intuitivo, em que há muitas maneiras pelas quais pessoas com habilidades psíquicas podem contatar os espíritos e ajudá-los a partir. A escolha do tipo de método dependerá das habilidades do terapeuta. E, naturalmente, se estamos tratando uma criança ou uma pessoa que mora longe, iremos utilizar o método a distância. Assim, poderemos nos valer de um terapeuta com habilidades psíquicas ou dois deles, sendo que um permitirá, através de um estado alterado de consciência, que o espírito fale por seu intermédio, enquanto o outro dialogará com o espírito.
FE - Que tipo de resultados tem obtido para seus pacientes?
Sanderson - Às vezes, são maravilhosos e rápidos. Mas há outros que demoram a chegar. Não raramente encontramos pacientes que, por uma razão ou outra, estão fortemente possuídos. Recomendo-os, então, a alguns colegas que cuidam desses casos, por exemplo, um que é especialista em possessões demoníacas. Esse colega trabalha com pessoas que têm possessões muito severas. Em geral, dedica longos períodos no tratamento delas, utilizando meditação do coração para fortalecê-las. Agora, estamos formando um grupo composto de seis de nós para trabalharmos juntos, na expectativa de que possamos obter melhores resultados nesses casos mais difíceis.
FE - Como a Medicina ortodoxa britânica vê o seu trabalho?
Sanderson - A Medicina ortodoxa britânica não vê nosso trabalho, olha para o outro lado (risos). No entanto, posso dizer que há, agora, na Real Sociedade de Psiquiatras, um grupo formado por cerca de 700 pessoas que revelou especial interesse em assuntos espirituais. Em maio, tivemos um encontro sobre Spirit Release Therapy (Terapia de Desobsessão), que ficou completamente lotado. A freqüência a esse evento foi maior do que a de qualquer outro que tiveram. E isso foi notável, pois nunca esperava poder ter um encontro na Real Sociedade de Psiquiatras abordando esse assunto. Os tempos estão mudando e isso é muito estimulante.
FONTE: http://www.amebrasil.org.br/html/outras_fund.htm

Síndrome do Pânico


Coração disparado,falta de ar,sensação de desmaio,esses são alguns dos inúmeros sintomas da síndrome do pânico.Eu já passei por isso,e hoje,me sinto mais forte,e praticamente curada,graças a minha fé em Jesus e a Doutrina Espírita que me trouxe muitos esclarecimentos a cerca do problema.
È importante salientar que a ajuda de um bom psicólogo e se necessário for o auxílio de medicamentos ajudam no tratamento.
Na verdade a síndrome do pânico, na visão espírita trata-se de resquícios que trouxemos de nossas vidas passadas, problemas esses,que não foram resolvidos, e agora em nossa reencarnação,surge com o medo.
Claro que Deus nos beneficiou com o véu do esquecimento,porque se lembrassemos de nossos erros passados,nosso medo,dor e sofrimento ,seriam maiores.
Se você estiver passando por isso ao ler este texto,saiba que não está sozinho,que com muita fé, e coragem todas as dores passam,pois,Deus nos quer FELIZES!”

Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios.

A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se comprazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo.

Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicas-tenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, agorafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando-se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia..

A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral.

Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos..

Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico.

Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise.


Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor.


O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente.


A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores.


Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado profundo de agorafobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida.

É uma doença que se instala com mais freqüência na mulher, embora ocorra ambém no homem, e não se trata de um problema exclusivamente contemporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental.


O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita.

Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.


Joanna de Ângelis
Da obra "Amor, Imbatível Amor".


FONTE: http://amigoespirita.ning.com/group/saudeeespiritismo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nasa anuncia descoberta de planeta que pode ter água


Com 2,5 vezes o tamanho da Terra, Kepler-22b está dentro da zona habitável de seu sistema estelar.
O observatório espacial Kepler descobriu no sistema planetário Kepler-22, a 600 anos-luz de distância, o primeiro planeta situado na chamada "zona habitável", o Kepler-22b, em uma região onde se acredita que pode haver água líquida, anunciou a Nasa nesta segunda-feira (5) em entrevista coletiva.
Ainda não se sabe qual a composição do planeta: se ele seria rochoso como a Terra ou composto majoritariamente de gás, como Júpiter.
 "Este é um marco na busca por uma nova Terra," afirmou Douglas Hudgins, chefe da missão Kepler na Nasa. No entanto, os cientistas confirmaram que o Kepler-22b tem 2,5 vezes o tamanho da Terra e uma orbita em torno de sua estrela em uma trajetória semelhante à nossa. Seu ano tem 290 dias e sua temperatura média ficaria em torno dos 22 graus.
Ele é o primeiro a ser confirmado dos 54 planetas potencialmente habitáveis anunciados pela missão em fevereiro.
Os cientistas do Centro de Pesquisa Ames da Nasa anunciaram, além disso, que Kepler identificou 1 mil novos candidatos a planeta, dez dos quais possuem tamanho similar ao da Terra e estão na zona habitável da estrela de seu sistema solar.
FONTE: iG São Paulo | 05/12/2011

domingo, 20 de novembro de 2011

SÍNDROME DO PÂNICO


SÍNDROME DO PÂNICO

(Valdeniza Sire Savino)

De acordo com a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 (Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas): Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica).

 Os aspectos essenciais são ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis. Assim como em outros transtornos de ansiedade, os sintomas dominantes variam de pessoa para pessoa, porém início súbito de palpitações, dor no peito, sensações de choque, tontura e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou desrealização que é a sensação de que o ambiente está estranho, não familiar) são comuns. Quase invariavelmente há também um medo secundário de morrer, perder o controle ou ficar louco.

Os ataques individuais usualmente duram apenas minutos, ainda que às vezes sejam mais prolongados; sua freqüência e o curso do transtorno são, ambos, muito variáveis. Um indivíduo em um ataque de pânico freqüentemente experimenta um crescendo de medo e sintomas autonômicos, o qual resulta em uma saída, usualmente apressada, de onde quer que ele esteja. Se isso ocorre numa situação específica, tal como em um ônibus, metrô ou em uma multidão, o paciente pode subseqüentemente evitar aquela situação. De modo similar, ataques de pânico constantes e imprevisíveis produzem medo de ficar sozinho ou ir a lugares públicos. Um ataque de pânico com freqüência é seguido por um medo persistente de ter outro ataque.

Para um diagnóstico definitivo, vários ataques graves de ansiedade autonômica devem ter ocorrido num período de cerca de um mês: em circunstâncias onde não há perigo objetivo; sem estarem confinados a situações conhecidas ou previsíveis e com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques (ainda que ansiedade antecipatória seja comum).
Segundo a psiquiatria, não existe uma causa evidentemente originária para este transtorno. Alguns pesquisadores sugerem o fator genético com alta carga de preponderância e, o excesso de serotonina no Sistema Nervoso Central. Joanna de Ângelis, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, na obra “Amor, imbatível amor”, nos diz que existe uma série de fatores predisponentes:


“Entre os primeiros se destacam os fatores que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio do pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico quando se dá qualquer ocorrência direta, ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise”.

Continua: “O distúrbio do pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio do pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita”.

Através desse esclarecimento, lembramos que na estrutura de energia do Perispírito (laço que une o Espírito ao corpo físico, constituído de matéria hiperfísica), se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas, por tratar-se de um organismo vivo e pulsante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis que imprimem nas suas intrincadas peças as atividades morais do Espírito, assinalando-os nos órgãos correspondentes.


É necessário, para o tratamento desse transtorno o atendimento multidisciplinar:
- Médico (psiquiátrico), pois como foi possível observar, o paciente apresenta uma disfunção fisiológica, uma vez que o Perispírito ativou um desequilíbrio nos componentes químicos do cérebro, e através da medicação, serão administradas substâncias químicas, restabelecendo-lhe o equilíbrio fisiológico.


- Psicológico, que trará ao indivíduo, através das diversas abordagens terapêuticas, o conhecimento de si mesmo, a análise e resolução das situações traumáticas ocorridas, assim como dos diversos fatores internos e externos desencadeantes dos desequilíbrios emocionais.


Conjugando-se a Psicologia aos ensinamentos e esclarecimentos da Doutrina Espírita, complementa-se de maneira ideal o entendimento do Ser Humano como uma totalidade em todos os seus aspectos: social, biológico, psicológico e espiritual, conscientizando-se, enquanto Ser Eterno de ser ele mesmo o artífice da sua caminhada.

- Assistência espiritual, que assume fundamental importância, pois traz como objetivos primordiais, as técnicas (por ex: entrevista, palestras evangélico-doutrinárias e fluidoterapia), que se desenvolvem para atender as pessoas, que buscam nas casas espíritas o alívio e a cura para os males que vivenciam em determinados momentos da vida.


Espero ser esta pequena contribuição esclarecedora quanto à necessidade dos tratamentos associados no quadro do transtorno do pânico, depressão, estresse, assim como tantos outros.


VALDENIZA SIRE SAVINO, psicóloga clínica licenciada em pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e psicologia do Centro Espírita Elos de Amor e também da assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo.

Fonte: http://www.irthomas.com.br/reportagens_arquivos/sindrome_do_panico/sindrome_do_panico.htm

MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL



CÓDIGO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (OMS) INCLUI INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS - MEDICINA RECONHECE OBSESSÃO ESPIRITUAL
Por Dr. Sérgio Felipe de Oliveira*

A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.
No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: iológico, psicológico e espiritual.
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obcessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (HOJE OBRIGATÓRIA) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.
Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).
Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

*Dr. Sérgio Felipe é médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP.
Fonte: http://www.febnet.org.br/site/noticias.php?CodNoticia=903

domingo, 6 de novembro de 2011

Fenômenos de desdobramento


                                            Fenômenos de desdobramento

De uns tempos para cá, venho tendo muita falta de ar, dores no peito e palpitações, mas, sempre que isso ocorre, normalmente três dias depois, acontece algo trágico. Há aproximadamente um ano, sempre quando estou dormindo, sinto meus pés ficarem gelados e, depois disso, meu corpo inteiro trava, não conseguindo me mexer de jeito algum e nem abrir olhos. Mesmo assim, sei de tudo o que acontece ao meu redor, consigo escutar e enxergar. Há pouco tempo, enquanto dormia, senti como se uma pessoa me desse um beijo na testa. Quando abri os olhos, vi minha avó, falecida há oito anos, saindo do meu quarto, toda vestida de branco. Logo em seguida, meu corpo gelou inteiro e novamente fiquei com ele todo travado. Todas as vezes que isso acontece, sempre acabo sonhando com a minha avó, tentando me dizer alguma coisa. Da última vez, ela me perguntou se eu queria saber o porquê de estar acontecendo aquilo comigo, e eu disse que sim. Mais uma vez ela voltou a perguntar, com voz firme, e afirmou que mais tarde eu ficaria sabendo! Todas as vezes que isso acontece tudo volta ao normal quando começo a rezar o Credo. O que quer dizer tudo isso? (Suzana dos Santos Pereira, Ilhabela – SP)


Querida Suzana,

Os fenômenos psíquicos, ou extrafísicos, estão além da capacidade de compreensão das pessoas em geral e mesmo das religiões, ainda que tenham formado a base de todas as revelações proféticas e também do Espiritismo.

O que tem acontecido com você, querida irmã, é o que chamamos de desdobramento do perispírito (ou corpo astral, segundo muitos). Isso acontece porque nossa constituição mais íntima vai além do corpo físico e alcança a alma, que nada mais é que o espírito eterno ligado a um envoltório fluídico, semimaterial, chamado perispírito.

No sono fisiológico, normal, o perispírito deixa o corpo físico, como envoltório do espírito, carreando consigo nossa essência eterna. E nosso cérebro registra esse desdobramento como sonhos, mas as lembranças nem sempre são claras. No desdobramento do perispírito, geralmente induzido espontaneamente ou, em casos especiais, por algum espírito, o cérebro mantém a consciência, e a saída do perispírito do corpo físico é registrada lucidamente, acompanhada de sensações físicas, geralmente muito agradáveis, mas um tanto incomuns, a ponto de assustar quem não tem o chamado costume com esses fenômenos, que você registrou muitas vezes como “tranco no corpo”.

Fatores físicos podem predispor ao desdobramento do perispírito, como estresse e fadiga física excessiva, estados febris, algumas doenças toxêmicas que causam febre alta, entre tantas coisas. Substâncias químicas também provocam esses fenômenos.

Recomendamos a você a prática regular da oração e a dedicação de poucos minutos na semana para a leitura e comentário do Evangelho, seguida de oração sincera e a certeza de que você está amparada por amigos espirituais leais e dedicados, entre eles, seu anjo da guarda.

Também recomendamos que você estude sobre mediunidade e desdobramento, que é exatamente o que acontece com você quando vê sua avó. Leia O Livro dos Médiuns e O Livro dos Espíritos, capítulo VIII, de Allan Kardec, assim como O Dom da Mediunidade (também em DVD), de Marlene Nobre.

Que Jesus nos abençoe sempre.
Seu servidor em Cristo,
Jorge Cecílio Daher Júnior
Associação Médico-Espírita de Goiás
FONTE:Folha Espírita
http://www.folhaespirita.com.br/v2/node/85?q=node/91

A Angústia Interior


                                          A Angústia Interior

Por Pedro Valiati

 No início de maio foi judicialmente reconhecido no Brasil todos os direitos relativos à união homossexual. Entre apoio e protestos, tal lei demonstra a maturidade de uma sociedade em aceitar a minoria, motivando o exemplo para muitos e reflexão para outros tantos

 Recorramos a Carl Gustav Young, apenas para fomentar e iniciar a nossa reflexão de hoje.

“Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar.”

 No início de maio foi judicialmente reconhecido no Brasil todos os direitos relativos à união homossexual. Entre apoio e protestos, tal lei demonstra a maturidade de uma sociedade em aceitar a minoria, motivando o exemplo para muitos e reflexão para outros tantos.

Apenas de forma elucidativa, muito mais aproveitando a oportunidade, vejamos o que o Livro dos Espíritos nos traz acerca do homossexualismo:

 202. Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?

 “Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.”

 Comentário de Kardec: Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.

Portanto, OLE deixa de forma clara e patente que a homossexualidade não passa de experiência necessária ao espírito, seja como prova ou expiação. Naturalmente, que o espírito encarnado por diversas oportunidades em um pólo sexual estranhará o novo “habitat” do espírito, em polaridade invertida. Isso traz à tona as diferenças no proceder e principalmente no sentir e, consequentemente, no agir. Portanto, a homossexualidade não é doença, é apenas uma experiência, um aprendizado necessário aos olhos de Deus. Nosso papel é respeitar-lhes as escolhas. Por vezes, a encarnação em corpo inverso à bagagem espiritual é prova duríssima, atentemos para não dificultar-lhes a jornada, transformando o respectivo aprendizado em prova ainda mais dura. Tal ato reveste-se em pura falta de caridade. Sendo mais abrangente na questão, há muito as minorias vem sofrendo. O Brasil não é exceção. São ações e declarações homofóbicas incitando a raiva, atos de violência a indígenas e moradores de rua, queimando-os em puro ato de vandalismo e barbárie. Em uma escala bem menor de hediondez, o próprio bullying, palavra da moda, também é verdadeiro exercício contra a cidadania, a amizade. A definição de preconceito já não cabe mais para esses casos, é preciso ir além. Necessário se faz analisarmos os nossos conflitos interiores, pois, por trás de atos de violência injustificáveis contra o próximo pode estar o puro reflexo da miséria moral.

Podemos classificar como conflito toda e qualquer querela não resolvida, situação ainda a inflamar a raiva, a ira, a revolta em nós. Quando não aplicamos a dose diária de tolerância nas situações não resolvidas, estas crescem, viram conflitos, irritação crônica, revolta com o mundo. Em algumas mentes doentes cria-se uma enorme necessidade de extravasar para todos a revolta sentida, como uma metralhadora giratória, uma missão na qual acham-se investidos. Mentes adoecidas, entorpecidas pelo sofrimento interior. Descontam as próprias frustrações em forma de violência contra as minorias. Preocupam-se demais em atacar as angústias alheias por não terem forças e nem coragem de lutar contra as respectivas. Eis o motivo dos ataques covardes, a covardia moral em olhar para si, resolver os próprios conflitos. Naturalmente, que me refiro aos atos mais extremistas, os quais passam dos limites da justiça.

Entretanto, interessante se faz a reflexão de todos acerca do respectivo comportamento, as irritações crônicas, as mágoas infindáveis, as frustrações na família e no trabalho, a revolta excessiva em relação às notícias cotidianas. Todos esses podem ser reflexos de angústias mal resolvidas, necessitadas do tratamento da reflexão e do auto-amor, em forma de tolerância. Para o mau humor e irritação eterna, naturalmente, é mais fácil culpar o mundo. Por vezes, quando vasculhamos o nosso íntimo, verificamos que as maiores revoltas e mágoas se encontram latentes em nós. Impossível conviver bem, se a matriz, o espírito, a consciência está doente. Como disse Jung, o maior inimigo pode estar dentro de nós e este necessita de altas e pacientes doses de amor.

FONTE: Correio Espírita
http://www.correioespirita.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=843&Itemid=48

domingo, 18 de setembro de 2011

SÓ O AMOR É REAL

SÓ O AMOR É REAL


 Brian Weiss

Para cada um de nós, existe alguma pessoa especial.
Muitas vezes, existem duas, três, ou mesmo quatro.
Todas vêm de gerações diferentes.
 Atravessam oceanos de tempos e profundidades celestiais para estarem conosco novamente.
Vêm do outro lado do céu. Podem parecer diferentes, mas nosso coração as reconhece.
Nosso coração as abrigou em braços em tempos antigos.
Marchamos juntos nos exércitos de generais guerreiros que a História esqueceu, e vivemos com elas nas cavernas cobertas de areia dos Homens Antigos.
Há entre eles e nós um laço eterno, que nunca nos deixa sós.
A nossa mente pode interferir.
"Eu não te conheço".
Mas o coração sabe.
Ele toma a nossa mão pela 'primeira' vez, e a lembrança daquele toque transcende o tempo e faz disparar uma corrente que percorre todos os átomos do nosso ser.
Ela olha em nossos olhos e vemos um espírito que nos vem acompanhando há séculos..
Há uma estranha sensação em nosso estômago. Nossa pele se arrepia. Tudo o que existe fora desse momento perde a importância.
Ele pode não nos reconhecer, muito embora tenhamos finalmente nos reencontrado, embora o conheçamos. Sentimos a ligação. Vemos o potencial, o futuro. Mas ele não o vê. Temores, racionalizações, problemas cobrem-lhe os olhos com um véu. Ele não permite que afastemos o véu.
 Choramos e sofremos, mas ele se vai. A 'natureza' tem seus caprichos.
Quando os dois se reconhecem, nenhum vulcão é capaz de explodir com força igual.
O reconhecimento do espírito pode ser imediato.
Uma súbita sensação de familiaridade, de conhecer aquela pessoa em níveis mais profundos do que a mente consciente poderia alcançar. Em níveis geralmente reservados aos mais íntimos membros da família.. Ou ainda mais profundos.
Sabemos intuitivamente o que dizer, como ele vai reagir. Um sentimento de segurança e uma confiança muito maior do que se poderia atingir em apenas um dia, uma semana ou um mês.
O reconhecimento da alma pode ser sutil e lento.
Um despertar da consciência à medida em que o véu vai aos poucos levantando. Nem todos estão prontos para ver imediatamente.
Há um ritmo nisto tudo, e a paciência pode ser necessária àquele que percebe primeiro.
Um olhar, um sonho, uma lembrança, uma sensação podem fazer com que despertemos para a presença do espírito.
O toque de suas mãos ou o beijo de seus lábios pode nos despertar e projetar-nos subitamente de volta à vida.
O toque que nos desperta pode ser de um filho, de um pai, de uma mãe, de um irmão ou de um amigo leal.
Ou pode ser da pessoa a quem amamos, que atravessa os séculos para nos beijar mais uma vez e lembrar-nos de que estamos juntos sempre, até o fim dos tempos.

Do livro Só o Amor é Real-Brian Weiss