domingo, 18 de setembro de 2011

ALLAN KARDEC e a APOMETRIA

ALLAN KARDEC
Ivan Vieira Herve

A Federação Espírita Brasileira “desautoriza” o uso da técnica apométrica nos trabalhos kardecistas alegando que esse procedimento de tratamento descoberto e desenvolvido nas últimas décadas, não estaria na doutrina Kardecista, até sugerindo que seria contrário a ela...
Cuidadosa releitura da obra de Kardec comprova o equívoco dessa afirmação.
Não há veracidade nessas objeções contra a prática da apometria porque a técnica está totalmente dentro dos fundamentos da doutrina Kardecista:
No “Livro dos Médiuns” nº 74, São Luís responde: “O fluido universal não é uma emanação da divindade e sim uma criação da Mesma.”  Este fluido é o principio elementar de todas as coisas. Ele apenas anima a matéria, mas não é fonte da vida nem da inteligência. O periespírito é composto por ele. E mais adiante: ”o que chamais de periespírito, vos faculta a chave de todos os fenômenos espíritas de ordem material”.
Na Gênese”, cap. XIV, temos a confirmação do acima exposto, além de explicar que a camada de fluidos espirituais que envolve a Terra constitui a morada dos espíritos e ali eles haurem seu periespírito.
Na mesma obra, cap. VI, nº 19, fala na criação dos espíritos, dizendo que só recebemos a consciência e o livre arbítrio após termos iniciado nossa evolução no átomo, conforme a resposta dada a pergunta 540, no “Livro dos Espíritos”: “...que tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, que também começou por ser átomo”.
Portanto, do fluido universal se origina a vida material, do infinitamente pequeno até as maiores galáxias, sendo por ele animada.    Mas a ação inteligente do espírito, independente da matéria, é que traz o senso moral e a faculdade de pensar (Obras Póstumas - A ALMA).
Ainda na “Gênese”, no cap.14 nº 7, descreve: “O periespírito, ou o corpo fluídico dos Espíritos, é um dos produtos mais importantes do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido, ao redor de um foco de inteligência ou alma. Viu-se que o corpo carnal tem igualmente seu principio neste mesmo fluido transformado e condensado em matéria tangível”; e mais adiante, no mesmo texto, “O corpo periespiritual e o corpo carnal têm, pois, a sua fonte no mesmo elemento primitivo; um e outro são da matéria, embora sob dois estados diferentes”.
No nº 6, do referido capitulo, no § 2º, esta escrito: ”A matéria tangível, tendo por elemento o fluido cósmico etéreo, deve poder, em se desagregando, retornar ao estado de eterização, como o diamante, o mais duro dos corpos, pode se volatilizar em gás impalpável.”
No nº 11, ainda do mesmo capitulo, afirma que: ”O fluido etéreo é para as necessidades do espírito o que a atmosfera é para as necessidades dos encarnados”.
Na continuidade, no nº 12, lemos: ”Assim, tudo se liga, tudo se encadeia no Universo; tudo está submetido à grande e harmoniosa lei da unidade, desde a materialidade mais compacta até a espiritualidade mais pura”.
Comentário:  Os dados aqui expostos demonstram claramente que, em pleno Séc.XIX, Kardec antecipa, com extrema clareza, as teorias da evolução e quântica, alem de tornar aceitável a hipótese do “big-bang”.
Alias, o Espiritismo, veio trazer o Espírito da Verdade prometido por Jesus (João, cap. XIV; XVI; Mateus, cap. XVII), conforme explicitado no nº 55, Cap.1, da Gênese:   ”O Espiritismo não coloca, pois como principio absoluto, senão o que está demonstrado como evidencia ou que ressalta logicamente da observação” E finaliza: “O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita”.
Do exposto, podemos concluir que:
1 - O fluido universal é uma criação de Deus, dele derivando a formação e animação da matéria. Origina também o ambiente onde vivem os espíritos, inclusive o periespírito, pois ainda são matéria, embora diferenciada.
2 - O espírito, obra divina, conforme vimos, desenvolve-se desde o átomo primitivo, crescendo com a evolução, chegando ao estagio humano, onde adquire o livre arbítrio, senso moral e alto grau de inteligência. O homem age sobre a matéria e o espírito molda o mundo espiritual (matéria diferenciada).E, um dia, chegará a arcanjo.
3 - O Universo é uma grande unidade energética, com inúmeros tipos de energia, capazes de se transformarem, quer condensando ou volatilizando, até a energia primordial, obedecendo a leis inteligentes, originadas na Suprema Inteligência (Deus).
FONTE: http://www.padilla.adv.br/mistico/apometria/


ENTREVISTA SOBRE APOMETRIA


Dr. Vitor Ronaldo Costa, médico e pesquisador espírita utiliza a técnica da Apometria, identificando as causas mais profundas das doenças.
COMO SURGIU A IDÉIA DE ESCREVER O LIVRO APOMETRIA - NOVOS HORIZONTES DA MEDICINA ESPIRITUAL?
Vitor Ronaldo Costa – Estabeleci como propósito mostrar aos SIMPATIZANTES a excelência de uma técnica relativamente nova em sua aplicação prática, não obstante encontrar-se embasada no velho magnetismo, no sonambulismo, no desdobramento, na clarividência e em outros enfoques do psiquismo experimental abordados por Allan Kardec no capítulo VIII de O Livro dos Espíritos. Além de tudo, animava-me o desejo de compartilhar com os demais espíritas o conhecimento de algo que se me afigurava de grande utilidade quando acoplado aos trabalhos mediúnicos assistenciais.
NA QUALIDADE DE MÉDICO, COMO O SENHOR VÊ O USO DA APOMETRIA NOS TRATAMENTOS DE SAÚDE?
É como se fôssemos participantes ativos de uma nova era, em que a visão verdadeiramente holística da criatura é levada em consideração. Em decorrência da aplicação da técnica, podemos intentar o diagnóstico de certeza das complexas síndromes de ordem espiritual e optar pelo tratamento específico para o caso, com boas chances de se alcançar resultados alentadores. Com o emprego da metodologia apométrica, descortinamos em profundidade as distonias espirituais, enquanto a Medicina se encarrega da terapêutica clássica voltada para o campo físico. Trata-se de oportuna associação, em que os médicos do espaço cuidam dos aspectos espirituais do enfermo e os médicos terrenos se empenham na reestruturação do organismo físico.

O SENHOR PARTICIPA DE ALGUM GRUPO DE APOMETRIA ATUALMENTE?
Sim. Desde o início da década de setenta passei a privar da amizade particular do Dr. Lacerda e o acompanhei durante muitos anos, aprendendo e praticando a técnica, quando ainda os trabalhos se realizavam na intimidade do Hospital Espírita de Porto Alegre. A propósito, considero tal período um dos mais importantes da minha atuação, pois, sem dúvida, equivaleu a uma verdadeira pós-graduação em Medicina Espiritual, fato que norteou todo o meu trabalho assistencial mediúnico no âmbito da doutrina que eu professo, - o Espiritismo.
Após minha transferência para Brasília, reiniciei as atividades mediúnicas, utilizando-me da citada técnica. Tivemos, então, a oportunidade de preparar novos médiuns, nas diversas instituições espíritas por onde passamos. De alguns anos para cá, atuamos no Sanatório Espírita de Brasília, com o apoio do dirigente, o Sr. Lauro Carvalho.
CITE ALGUM EXEMPLO DO USO DA APOMETRIA.
Digamos que o paciente seja portador de sintomas físicos ou desajustes mentais induzidos pela presença de “aparelhos parasitas”. Esses aparelhos são verdadeiros artefatos fluídicos potencialmente desarmonizadores, sofisticados e eficientes em sua ação nociva, são idealizados por inteligências desencarnadas maléficas e inseridos cuidadosamente no corpo astral dos encarnados com a finalidade de desencadear degenerações celulares, síndromes dolorosas e distonias psíquicas. Com o emprego da técnica apométrica, os médiuns em estado de desdobramento localizam tais artefatos fluídicos com certa facilidade e, sob a cobertura dos mentores espirituais, convidam o próprio obsessor a proceder a retirada dos mesmos, aliás, procedimento ético capaz de permitir o primeiro passo da “entidade” no sentido da própria recuperação espiritual. Como dizíamos, essas síndromes são graves e tendentes a cronificação. Representam verdadeiros desafios à medicina do espírito. Além do mais, fica patenteado que a recuperação do enfermo, nesses casos, não depende só da doutrinação e do encaminhamento do obsessor. É indispensável a remoção dos aparelhos parasitas para que o paciente, de fato, se sinta aliviado da sintomatologia desarmônica. Após o advento da apometria, os grupos mediúnicos estabelecidos em casas espíritas detiveram-se nesses detalhes e, conseqüentemente estão colhendo resultados mais significativos no trato com as obsessões graves. Assim, do mesmo jeito que a medicina terrena vem dominando doenças antes consideradas cármicas, a medicina espiritual, valendo-se de técnicas mais elaboradas, também aperfeiçoou a sua dinâmica de pesquisa e terapêutica, sem que nos afastássemos jamais dos postulados kardequianos, do respeito ao próximo e das exortações evangélicas referentes ao esforço próprio de auto-superação por parte de enfermos da alma.

A APOMETRIA TEM SIDO BEM ACEITA NO MEIO ESPÍRITA?
De uma maneira geral, o assunto começa a despertar a atenção e o interesse de significativa parcela de espíritas. Por enquanto parece-me que os maiores interessados no assunto são os seguidores de Kardec em decorrência dos vários pontos de contato entre a metodologia apométrica e os postulados doutrinários.
O PRINCIPAL FOCO DO TRATAMENTO APOMÉTRICO É A OBSESSÃO?
Eu diria que sim. O nosso interesse é desvendar as causas espirituais dos sofrimentos humanos enfrentados pela Medicina tradicional. Os espíritas, em suas sessões de assistência mediúnica aos sofredores de todos os matizes, jamais pretenderam substituir a Medicina pelo Espiritismo. E, na qualidade de espíritas, nós que praticamos a apometria abraçamos a mesma opinião. Em afinada sintonia com os espíritos terapeutas, nós penetramos no mundo das causas, o que nos facilita a questão do diagnóstico de certeza da maioria das mazelas humanas. Ora as doenças que se manifestam no campo orgânico, na maior parte dos casos, origina-se nos desequilíbrios energéticos identificados no perispírito, quer seja um transtorno anímico de natureza auto-obsessiva, quer seja uma influência externa de ordem obsessiva propriamente dita. Pois bem, a dimensão astral é o nosso campo de atuação. Apenas nos dirigimos às causas, enquanto os servidores da saúde cuidam dos aspectos físicos das mazelas terrenas. Dessa forma, esse empenho converte-se numa simbiose fraterna e salutar entre encarnados e desencarnados, cujos benefícios são hauridos por ambas as partes.
GOSTARIA DE DEIXAR ALGUMA MENSAGEM?
Desejaria reforçar a minha esperança no progresso científico da doutrina espírita. Recordemos que as revelações responsáveis pela mudança de conduta para melhor do gênero humano são gradativas e oportunas. O amado Mestre presenteou-nos com o seu código supremo de amor e fraternidade. Para evoluirmos devemos incorporar aos nossos corações os exemplos da dignidade Crística. Por sua vez, Allan Kardec legou-nos a codificação espírita, aproximando-nos ainda mais das grandes realidades espirituais que transcendem a dimensão da matéria. André Luiz e Manoel P. de Miranda devassaram as particularidades da obsessão espiritual. E o nosso saudoso Dr.Lacerda abriu-nos as portas da psiquiatria espírita, revelando-nos as técnicas de acesso experimental às dimensões superiores da complexidade humana. Que possamos saber aproveitar com equilíbrio e gratidão tantas dádivas do Mundo Maior. Quando aprendermos a conciliar o amor de Jesus com a ciência terrena, estaremos festejando de fato o início do período de regeneração da raça humana.
"entrevista cedida a "REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO"
DICA DE LIVRO Apometria... E por que não?
de Marcel Benedeti
Uma Colaboração de
George Vespasiano
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=17615


APOMETRIA II

APOMETRIA - é uma técnica de cura oriunda da Aumbandhã – Lei Maior Divina ou Sabedoria Secreta, setenária e esotérica, originária de uma estrela da Constelação de Sírius, muito próxima ao Grande Sol Central. Ela é por nós conhecida desde os tempos de Atlântida, época em nosso querido Ramatis foi Sacerdote Aumbandhã. É aplicada apenas a espíritos vivendo como seres humanos, por ser lastreada numa ordem setenária, onde através de imposição de pulsos magnéticos, comandados por pessoa treinada, faz-se o desdobramento dos sete corpos que nos compõe, ou seja, faz-se com que os nossos sete corpos afastem-se temporariamente, para que nossos irmãos maiores, médicos do espaço, possam realizar em separado, mais rapidamente, portanto, em nós uma transmutação energética de forma plena, proporcionando assim a nossa cura, através da dissolução das disfunções a que chamamos de doenças. A propósito, essas disfunções existem em função do desentendimento entre nosso emocional e nosso racional, ou melhor, entre nossos pensamentos e sentimentos. Sejamos, portanto, fieis a nossos pensamentos e sentimentos, que tudo muda em nossa vida.

Embora sendo um sistema de cura bastante antigo, sendo como dito acima já utilizado em Atlântida, foi por nós mesmos completamente relegado ao esquecimento.
Já em nosso tempo, em 1.867, essa técnica de cura, que ainda não levava o nome de Apometria, era descrita através de seus métodos e mecanismos, pelo Sr Peyanne, na Sociedade Espírita de Bordeaux, sob aquiescência de Kardec. Ainda nesse período coube a outro cientista e pesquisador da Doutrina dos Espíritos, Ernesto Bozzano, (1.862 – 1.943), em sua obra “Fenômenos de bilocação”, criar o termo “desdobramento”, circunstanciando detalhadamente, os processos que envolvem os veículos de manifestação do espírito reencarnado, dentro de uma ordem setenária.

Mas, se temos hoje o privilégio e a oportunidade de conhecê-la e de nos utilizarmos dessa magnífica Terapia de cura, é graças ao Dr. José Lacerda de Azevedo, que foi em nosso plano, Médico e Espírita, extremamente bem conceituado. O Dr Lacerda criou esse termo em 1.965, após conhecer e experenciar uma técnica de cura denominada Hipnometria, que era na época empregada em enfermos em geral, com excelentes resultados, pelo psiquista Porto-riquenho Luiz Rodrigues.

O termo Apometria vem do grego, onde Apó significa “além de ou fora de” e Metron, que é “relativo à medida". Representa o clássico desdobramento entre o corpo físico e os corpos espirituais do ser humano. Não é propriamente mediunismo, é como dito no início dessa explanação, uma técnica setenária de dissociação dos nossos corpos, através de desdobramento, lastreada nas leis da física quântica. É um sistema de cura com base em sólidas fontes de amor fraterno, de saúde e de cura, com resultado eficaz para todos e quaisquer males ou disfunções. Pode e deve ser aplicada em todas as pessoas, não importando a saúde, a idade, o estado de sanidade mental e a resistência oferecida.

Através da Apometria, o desdobramento acontece via indução, gerando aquilo a que chamamos de bilocação. É uma técnica de largo uso, em Hospitais a partir da quarta dimensão, para tratamento de espíritos encarnados ou desencarnados, que abriu as portas para a investigação sistemática da dimensão astral, verdadeiro universo paralelo ao nosso. Representa em essência o desdobramento, a separação entre o nosso corpo físico e nossa constituição espiritual.

Desdobramento esse, que ocorre todos os dias em nossas vidas de forma natural. Às vezes espontaneamente. Acontece durante o sono natural, ou no sono hipnótico ou ainda no êxtase místico. Pode ocorrer também nos grandes choques emocionais, choques circulatórios, desmaios, coma, convalescenças de enfermidades graves, traumas físicos, também podendo ocorrer em conseqüência do uso de narcóticos.

Na medida que utilizemos a Apometria, com o passar do tempo, em função dos nossos desdobramentos, através dos trabalhos que vamos realizando, vamos adquirindo cada vez mais, consciência das nossas potencialidades e vamos assim superando as nossas limitações, pois passamos a transitar por diversas dimensões, como se estivéssemos aqui no plano físico que conhecemos, permitindo-nos ir a muitos locais, às vezes longínquos, para trabalhar, auxiliar, tratar de enfermos espirituais encarnados ou desencarnados, tudo isso naturalmente, sempre amparados por nossos irmãos maiores. Aliás, nada fazemos sozinhos! Somos sim, parte integrante de um grupo de seres abnegados, que vivem em prol de auxiliar, a quem esteja pronto para receber essa ajuda.

Ao utilizarmos a Apometria, abrimos imediatamente através de nossa forma pensamento, portais interdimensionais, que nos ligam ao Mundo Maior e, à toda Corrente Médica e Mentores do Espaço. O êxito da Apometria reside na utilização de nossa faculdade mediúnica, para entrarmos em contato com o mundo espiritual, da maneira mais fácil e objetiva, sempre que for necessário.

Finalizando, a Apometria é indicada para os casos de cirurgias astrais, incluindo transplantes de órgãos comprometidos, remoção ou desintegração de miomas por exemplo, obsessão e indução espiritual , auto-obsessão, pseudo-obsessão, parasitismo, vampirismo, estigmas espirituais, remoção de chips e parasitas no corpo astral, arquepadias, (magia originada em passado remoto), goécia (magia negra), tratamentos especiais para magos negros, tratamento de espíritos em templos do passado, utilização dos espíritos da natureza, condução dos espíritos encarnados, porém desdobrados, para Hospitais do Astral Superior. Indicado para criação de campos de força magnéticos. Perfeito para tratar de síndrome da ressonância vibratória com o passado, que é a cura e eliminação de traumas vividos em vidas passadas, através de terapia de vidas passadas.
Fonte(s):
Novos Horizontes da Medicina Espiritual.
Autor: Vítor Ronaldo Costa.
Editora O Clarim.
Evolução no Planeta Azul.
Autor: Ramatis. Por Norberto Peixoto.
 Editora do Conhecimento.
Chama Cristica.
Autor: Ramatis. Por Norberto Peixoto.
Editora do Conhecimento.
 Apometria Vista do Além.
Autor: Eurípedes Barsanulfo e outros. Por: João Berbel.
Editora DPL

domingo, 28 de agosto de 2011

Jesus, o Exemplo Maior

Jesus, o Exemplo Maior

Francisco Rebouças

Não há ser humano na face da Terra que possa ser comparado a Jesus, pois foi exatamente por seu estado de perfeição que Deus, nosso Pai e Criador, no-lo enviou para servir de modelo e guia a toda a humanidade imperfeita, que compõe um planeta no nível do nosso de Provas e Expiações, ainda muitíssimo afastado da perfeição.
Em O Livro dos Espíritos encontramos a razão para afirmar que é o Cristo o nosso maior exemplo de perfeição, conforme nos afirmam os Imortais da Vida Maior na questão que abaixo transcrevemos:
625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.”
Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.
Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o tem transviado, ensinando-lhe falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens.
Os emissários Divinos, interrogados pelo insigne Codificador do Espiritismo, afirmaram-lhe que Jesus foi o maior exemplo de amor que um ser já pode ofertar a outro ser, chegando a tal ponto esse amor que ELE aceitou a sublime e espinhosa tarefa de voltar à condição de vida do homem na Terra, vivenciando nossas dores em termos físicos, sem qualquer tipo de privilégio, de modo a se constituir no exemplo único de que se tem notícia em todos os tempos.
Embora tenhamos conhecimento da presença de inúmeros outros emissários de sua mensagem, que nos trouxeram notícias de suas revelações precisas das Leis imutáveis da vida, missionários da Boa Nova, conforme citamos entre tantos: Krishna, Buda, Pitágoras, Lutero, Allan Kardec, etc... entre centenas de outros que poderiam ser citados também, aos quais a Providência Divina confiou como missão mais importante – não deixarem a chama da verdade se apagar.
Jesus é o modelo porque jamais se utilizou de subterfúgios ou artifícios escusos para vivenciar o Ministério a que foi designado pelo Pai Celestial, nem mesmo no momento da sua Crucificação; não se deixou desarmonizar nem duvidou da bondade, da assistência e do amor de Deus por si e por seus algozes, dando-nos exemplo supremo de sua fidelidade à missão a ELE confiada, e ainda demonstrou toda sua superioridade quando dirige-se ao Pai suplicando que nos perdoasse a ignorância e a violência cometida contra ele.
Em todas as passagens narradas pelos evangelistas, Jesus manteve-se sempre na qualidade de Espírito Puro na conduta, não recuando ante as adversidades da sua incomparável missão, constituindo-se dessa forma no Pastor Compassivo e misericordioso, amando de forma incondicional a todos que constituímos seu Rebanho.
Sem Jesus, a humanidade estaria muito mais perdida no labirinto das paixões e desenganos, pois com tudo o que ELE exemplificou e ensinou, ainda se encontra imersa no vale dos equívocos, por fruto da teimosia, da rebeldia, da insanidade a que se entrega na procura desenfreada dos prazeres mundanos, em detrimento das coisas do Espírito imortal.
Está mais que na hora de buscarmos seguir seus ensinamentos, nas diretrizes que traçou para nosso crescimento espiritual, contidas no seu Evangelho de Luz, trabalhando disciplinadamente e com toda dedicação no desenvolvimento e cristalização das virtudes latentes em nosso SER, fazendo a parte que nos compete fazer em benefício da coletividade, na certeza de que mãos caridosas estão a nos impulsionar em direção aos cimos da Criação, onde Jesus nos asseverou ser o nosso destino final.

Bibliografia:
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos – FEB, Edição 76ª
FONTE: http://www.oclarim.com.br/index.php?id=7&tp_not=1&cod=79

Lei de Causa e Efeito x Lei de Ação e Reação

Lei de Causa e Efeito x Lei de Ação e Reação
Rodrigo Machado Tavares

Todos nós vivemos neste universo infinito, criado por Deus, o nosso Pai. Consequentemente, tudo e todos estão sujeitos às Leis de Deus (ou como ainda falam alguns: às leis da natureza). Essa verdade é muito bem explicada pelos ensinamentos espíritas, particularmente, através dos seguintes livros da Codificação Espírita (i.e., o Pentateuco Espírita), a saber: O Livro dos Espíritos (Livro Primeiro – das Causas) e A Gênese (Capítulo II).
Uma dessas “leis naturais” é a conhecida Lei de Ação e Reação, a famosa terceira lei de Newton. Tal lei nos ensina que: para toda força aplicada de um objeto para outro objeto, existirá outra força de mesmo módulo, mesma direção e sentido oposto. Em outras palavras, a Lei de Ação e Reação nos diz que, para cada ação, existirá uma reação oposta e de mesma intensidade. É oportuno salientar que as Leis de Newton são somente aplicáveis para os movimentos nos quais as velocidades dos objetos/corpos em deslocamento são bem menores do que a velocidade da luz. Por essa razão, a Física Quântica e a Teoria da Relatividade estão sendo usadas para a compreensão dos movimentos de objetos/corpos nos mundos microcósmico e macrocósmico. Em resumo, a própria lei de ação e reação não é adequada para descrever certos fenômenos, na esfera material dentro do planeta Terra.
Uma outra lei natural é a Lei de Causa e Efeito, a qual não foi descoberta, mas revelada para todos nós, de forma verossímil, através da Doutrina Espírita, no século XIX. Essa lei é bem discutida nos livros da Codificação Espírita, sobretudo nos seguintes livros: O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Céu e o Inferno. O conhecimento da Lei de Causa e Efeito é bastante importante para que possamos compreender o amor de Deus. Em verdade, o entendimento claro e racional dessa lei tem o potencial de fazer com que nós ajamos em concordância com o Amor. Em outras palavras, a compreensão da Lei de Causa e Efeito pode nos ajudar a tomarmos decisões sábias, em nossas existências, e, consequentemente, a evoluirmos de forma mais eficiente.
Considerando, portanto, essas duas leis e suas “similaridades”, é comum escutarmos frases, como estas: A Lei de Causa e Efeito é a mesma coisa que a Lei de Ação e Reação, aquela lei de Isaac Newton. Para falar a verdade, a Lei de Causa e Efeito é um exemplo prático da Lei de Ação e Reação, pois nada é por acaso. Baseados nisso, podemos nos perguntar: i) essas leis são sinônimas? ii) se são, por que são? iii) se não são, qual é a implicação direta e/ou indireta de se pensar que essas leis são iguais? iv) qual é a relação entre essas duas leis?
Esses tipos de questionamentos podem ser bastante comuns, especialmente quando se está começando a estudar os ensinamentos do Espiritismo. Tendo isso em mente, nós devemos sempre relembrar o que o Espírito de Verdade nos disse: Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. É interessante observar que o Espírito de Verdade incluiu um segundo mandamento: a instrução, que claramente não é mais importante que o Amor, contudo deve também ser um objetivo de todos nós, espíritas.
Sir Isaac Newton publicou o seu trabalho sobre as Leis do Movimento, em 1687. Já a ideia sobre a Lei de Causa e Efeito nos foi dada no século XIX, com o advento do Espiritismo. Dessa forma, é razoável pensarmos que a maioria de nós é (ou era) possivelmente mais familiarizada com a Lei de Ação e Reação do que com a Lei de Causa e Efeito. Isso pode ser afirmado, levando-se em consideração que todos nós somos seres imortais e, sendo assim, já ouvimos falar e aprendemos sobre a Lei de Ação e Reação muito mais que sobre a Lei de Causa e Efeito.
Sendo assim, poderíamos dizer que o entendimento da Lei de Causa e Efeito é algo razoavelmente novo, aqui na Terra. Além do mais, o seu conceito é ainda “restrito”, ou melhor, mais e melhor difundido entre nós, espíritas. Seguindo essa linha de pensamento, muitos de nós, quando iniciamos os nossos estudos espíritas, muito possivelmente, ao aprendermos novos conceitos (incluindo a Lei de Causa e Efeito), fazemos comparações, analogias, associações etc., a fim de que possamos tê-los mais claros, em nossas mentes. Por exemplo, é muito comum, durante o processo de aprendizagem, usar um objeto de comparação, para poder explicar o objeto de estudo.
Seguindo esse pensamento, o objeto de estudo é a Lei de Causa e Efeito, e o objeto de comparação é a Lei de Ação e Reação. Apesar da associação entre essas duas leis ser feita durante a aprendizagem, não é correto dizer que as mesmas sejam as mesmas leis. Ao dizer que essas duas leis são a mesma coisa, estamos a assumir que o objeto de estudo é a mesma coisa que o objeto de comparação e vice-versa. Tal afirmativa pode nos levar a perceber a sentença “nada é por acaso”, de forma incorreta. Como consequência disso, existe uma possibilidade de se criar uma “teoria de fatalismo divino”, a qual não tem nada a ver com os ensinamentos espíritas. É recomendável a leitura do Capítulo 10 (Lei de Liberdade), de O Livro dos Espíritos.
Por essa razão, é correto afirmar que a Lei de Causa e Efeito não é a Lei de Ação e Reação. Claramente, tais leis têm um princípio semelhante: entretanto são leis diferentes. A semelhança entre essas leis se baseia no fundamento de que, para cada ação, existirá uma reação; i.e., para cada causa, tem-se um efeito. Esse fundamento é algo lógico, para tudo na vida; entretanto, as maneiras como a Lei de Causa e Efeito e a lei de ação e reação se processam são completamente diferentes. A Tabela 1 resume as principais diferenças entre essas duas leis.


Tabela 1: Principais diferenças entre a Lei de Causa e Efeito e a Lei de Ação e Reação
 
Lei de Ação e Reação; Lei de Causa e Efeito

Natureza; Binária; Não-binária
Característica; Lei física; Lei moral (lei não-física)
Processo; Não-complexo; Complexo
Predictabilidade; Determinado; Variável
Aplicabilidade; Corpos/objetos dentro de certas condições, no mundo material, no planeta Terra; Relações intrapessoais e interpessoais, em ambos os mundos, material espiritual, não só na Terra, como possivelmente no Universo como um todo.
Dependência do Tempo; Imediata; Variável
Fatores de dependência; Limitada; Muitos
Como é possível observar, as duas leis são completamente diferentes. Sendo assim, nós devemos estar cientes disso. Isso é oportuno de ser dito, porque nada é por acaso, mas cada caso é um caso.
Seguindo, então, essa lógica, nós não devemos tentar “adivinhar” as possíveis causas dos efeitos, sobretudo, quando as circunstâncias são completamente desconhecidas e, em especial, se o conhecimento dessas causas não nos adicionará algo de importante para a nossa evolução. Por exemplo, nós não devemos conjecturar as causas que geraram as atuais situações (i.e., efeitos) as quais nossos irmãos estão a vivenciar. De outra maneira, estaríamos a julgá-los, e isso seria contra os ensinamentos do nosso Mestre Jesus (Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados – Lucas 6,37). Nós não devemos – nem tampouco nos punir – através dos sentimentos de culpa pelas decisões menos sábias as quais tomamos e/ou pelos “sofrimentos” pelos quais passamos. Contudo, devemos, sim, evitar cometer os mesmos erros do passado, buscando sempre refletir, antes de quaisquer de nossas ações (o que inclui também os nossos pensamentos). Nós não devemos “culpar” Deus, nem o governo, nem nossos familiares ou amigos pelos nossos erros ou “sofrimentos”, em nossas atuais existências. Se agirmos assim, estamos, de forma indireta, afirmando que a Lei de Causa e Efeito é a mesma coisa que a Lei de Ação e Reação. E, ao afirmarmos que tais leis são a mesma coisa, é promover, de forma inconsciente, a doutrina ilógica do fatalismo.
Em resumo, responsabilidade é a palavra-chave. Nós devemos usar o nosso livre-arbítrio de forma sábia, o que significa dizer: amando a nós mesmos e amando o nosso próximo. Essa é a forma de se amar a Deus, tão bem demonstrada por Jesus, aqui na Terra, e, agora, tão bem explicada pelo Espiritismo.

Nota da Editora: Esta matéria foi publicada, em inglês, na The Spiritist Magazine (TSM)
(http://www.thespiritistmagazine.com). O autor, em Londres, Inglaterra, participa do Sir Willian Crookes Spiritist Society.
FONTE: http://www.oclarim.com.br/index.php?id=7&tp_not=2&cod=1454

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Os Fundamentos Científicos e Espiritualistas Sobre as Personalidades Psíquicas.

J.S.Goudinho

Os Fundamentos Científicos e Espiritualistas Sobre as Personalidades Psíquicas.
(Por J.S.Goudinho)

 Jung
Jung entendia que “os vários grupos de conteúdos psíquicos ao desvincular-se da consciência, passam para o inconsciente, onde continuam, numa existência relativamente autônoma, a influir sobre a conduta". E que “a psiquê, tal como se manifesta, é menos um continente do que um arquipélago, onde cada ilha representa uma possibilidade autônoma de organização da experiência psíquica”.
Afirmava ele que: "Tudo isso se explica pelo fato de a chamada unidade da consciência ser mera ilusão. (…) Somos atrapalhados por esses pequenos demônios, os nossos complexos. Eles são grupos autônomos de associações, com tendência de movimento próprio, de viverem sua vida independentemente de nossa intenção. Continuo afirmando que o nosso inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo, constituem um indefinido, porque desconhecido, número de complexos ou de personalidades fragmentárias.”
É interessante sua descrição sobre esse conjunto de fenômenos:
“Senhoras e senhores, isto nos conduz a alguma coisa realmente importante. O complexo, por ser dotado de tensão ou energia própria, tem a tendência de formar, também por conta própria, uma pequena personalidade. Apresenta uma espécie de corpo e uma determinada quantidade de fisiologia própria, podendo perturbar o coração, o estômago, a pele. Comporta-se enfim, como uma personalidade parcial.” (...) “A personificação de complexos não é em si mesma, condição necessariamente patológica.”
 (Jung, Carl Gustav, Fundamentos de Psicologia Analítica. Editora Vozes, 4º ed. páginas 67/68).

A Natureza da Psique.
“(253) Voltemonos primeiramente para o problema colocado pela tendência da psique a cindir-se. Embora seja na psicopatologia que mais claramente se observa esta peculiaridade, contudo, fundamentalmente trata-se de um fenômeno normal que se pode reconhecer com a maior facilidade nas projeções da psique primitiva. A tendência a dissociar-se significa que certas partes da psique se desligam a tal ponto da consciência, que parecem não somente estranhas entre si, mas conduzem também a uma vida própria e autônoma. Não é preciso que se trate de personalidades múltiplas históricas ou de alterações esquizofrênicas da personalidade, mas de simples complexos inteiramente dentro do espectro normal.
Os complexos são fragmentos psíquicos cuja divisão se deve a influências traumáticas ou a tendências incompatíveis. Como nolo mostra a experiência das associações, eles interferem na intenção da vontade e perturbam o desempenho da consciência; produzem perturbações na memória e bloqueios no processo das associações; aparecem e desaparecem, de acordo com as próprias leis; obsediam temporariamente a consciência ou influenciam a fala e ação de maneira inconsciente. Em resumo, comportam-se como organismos independentes, fato particularmente manifesto em estados anormais. Nas vozes dos doentes mentais assumem inclusive um caráter pessoal de ego, parecido com o dos espíritos que se revelam através da escrita automática e de técnicas semelhantes. Uma intensificação do fenômeno dos complexos conduz a estados mórbidos que nada mais são do que dissociações mais ou menos amplas, ou de múltiplas espécies, dotadas de vida.
 (254) Os novos conteúdos ainda não assimilados à consciência e que se constelaram na inconsciência comportam-se como complexos. Pode tratarse de conteúdos baseados em percepções subliminares de conteúdos de natureza criativa. Como os complexos, eles conduzem também a uma existência própria, enquanto não se tornam conscientes e não se incorporam à vida da personalidade. Na esfera dos fenômenos artísticos e religiosos estes conteúdos aparecem ocasionalmente também sob forma personalizada, notadamente como figuras ditas arquetípicas. A pesquisa mitológica denominaos de "motivos"; para LévyBruhl tratase de “representações coletivas”, (representations collectives) e Hubert e Mauss, chamamnos “categoria de fantasias” (catégories de Ia phantaisie).
Coloquei todos os arquétipos sob o conceito de inconsciente coletivo. São fatores hereditários universais cuja presença pode ser constatada onde quer que se encontrem monumentos literários correspondentes. Como fatores que influenciam o comportamento humano, os arquétipos desempenham um papel em nada desprezível. É principalmente mediante o processo de identificação que os arquétipos atuam alternadamente na personalidade total. Esta atuação se explica pelo fato de que os arquétipos provavelmente representam situações tipificadas da vida. As provas deste fato se encontram abundantemente no material recolhido pela experiência. A psicologia do Zaratustra de Nietzsche constitui um bom exemplo neste sentido. A diferença entre estes fatores e os produtos da dissociação provocada pela esquizofrenia está em que os primeiros são entidades dotadas de características pessoais e carregadas de sentido, ao passo que os últimos nada mais são do que meros fragmentos com alguns vestígios de sentido, verdadeiros produtos de desagregação, mas uns e outros possuem em alto grau a capacidade de influenciar, controlar e mesmo reprimir a personalidade do eu, a tal ponto que surge uma transformação temporária ou duradoura da personalidade.”
(A Natureza da Psique”, parágrafos 253 e 254, Jung, Editora Vozes)
Roberto Assagioli
O psiquiatra e psicólogo italiano Roberto Assagioli (18881974), ao criar a Psicossíntese, por volta de 1910, reconheceu os vários aspectos do nosso psiquismo, em níveis sempre crescente de organização, oferecendo, através de sua técnica e postulados, um entendimento mais completo sobre nós mesmos, sobre nossas capacidades e sobre nossas relações, proporcionandonos recursos de ajuda para lidarmos com estes elementos de maneira eficiente e segura. São suas estas palavras:
"A personalidade do indivíduo é como uma orquestra. Cada parte dela, chamada de subpersonalidade, é um músico, e o EU é o maestro. Não se pode eliminar um músico, mas fazer com que todos atuem em harmonia. O maestro determina quem vai tocar e a que horas. O compositor é o lado transpessoal do indivíduo, o que cria. O importante é a ligação harmoniosa entre todos para a boa execução da sinfonia.”
(O Ato da Vontade. Roberto Assagioli. Editora Cultrix: São Paulo, 1985)
Alexandre Aksakof.
"Hoje, graças às experiências hipnóticas, a noção da personalidade sofre uma completa revolução. Não é mais uma unidade consciente, simples e permanente, como o afirmava a antiga escola, porém uma "coordenação psicológica", um conjunto coerente, um consenso, uma associação dos fenômenos da consciência, enfim, um agregado de elementos psíquicos; por conseguinte, uma parte desses elementos pode, em certas condições, se dissociar, se destacar do núcleo central, a tal ponto que esses elementos tomem “pro tempore” o caráter de uma personalidade independente.”
 (Animismo e Espiritismo. Alexandre Aksakof. FEB).
Joana de Angelis (Divaldo Franco).

 Da mesma forma, Joana de Angelis, através da psicografia de Divaldo Franco, no livro “O Despertar do Espírito”, páginas 31 a 42, fez várias referências ao fenômeno e a importantes cientistas e pesquisadores do assunto. Afirma ela:
“na imensa área do ego, surgem as fragmentações das subpersonalidades, que são comportamentos diferentes a se expressar conforme as circunstâncias, apresentando-se com freqüência incomum”.
”As personalidades secundárias assomam com freqüência, conforme os estados emocionais, dando origem a transtornos de comportamento e mesmo a alucinações psicológicas de natureza psicótica e esquizóide. Certamente, muitos fenômenos ocorrem nessa área, decorrentes das frustrações e conflitos, favorecendo o surgimento de personificações parasitárias que, não raro, tentam assumir o comando da consciência, estabelecendo controle sobre a personalidade, e que são muito bem estudadas pela Psicologia Espírita, no capítulo referente ao Animismo e suas múltiplas formas de transes.”
“O trabalho de integração das subpersonalidades é de magna importância para o estabelecimento do comportamento saudável”
“A própria personalidade, não poucas vezes, apresentando-se fragilizada, fragmenta-se e dá surgimento a vários “eus” que ora se sobrepõe ao ego, ora se caracterizam com identidade dominante.”
 (O Despertar do Espírito. Joanna de Angelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco. ,Editora Leal)
André Luiz
“Freqüentemente, pessoas encarnadas, exprimem a si mesmas, a emergirem das subconsciências nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas,...”
Parecenos evidente que na instância denominada “subconsciente” estão gravadas e adormecidas as memórias que ainda não foram devidamente elaboradas. O despertar das personalidades, “nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas...”, ocorre quando a memória é ativada por um motivo deflagrador qualquer.
(Mecanismos da Mediunidade. André Luiz. Psicografia de Francisco Cãndido Xavier. FEB. Capítulo sobre “Obsessão e Animismo”, página 165)