segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A CIÊNCIA ESPÍRITA

Alan Kardec

Os fundamentos que compõem a base da doutrina espírita foram passados por espíritos através da mediunidade. Ainda que os graus de sintonia espiritual sejam variados, para que alguém possa ser considerado médium, sua mediunidade deve se apresentar de forma ostensiva, ou seja, bastante clara. Portanto, nem todos os espíritos que reencarnam são preparados e terão condições para atuarem como médiuns de forma ostensiva, porém, todos possuem, ainda que em grau quase imperceptível, a mediunidade, pois isso é algo inerente ao espírito.
Povos antiquíssimos, como os africanos e os indígenas, praticavam seus rituais, em que o sacerdote da tribo, também conhecido como pajé ou xamã, em sintonia com determinadas forças da natureza, entrava em estado de êxtase profundo (animismo) e outras vezes, tornava-se passivo às influências de algum espírito que através dele se manifestava (mediunismo), trazendo esclarecimentos espirituais e materiais de grande importância para toda tribo. Infelizmente, grande parte destes ensinamentos espirituais foi se perdendo ao longo dos milênios e, do que restou, muito foi deturpado por outros povos colonizadores. Isso aconteceu e ainda acontece com povos e culturas do mundo todo. Portanto, médiuns existiram, existem e existirão em todas as religiões e fora delas, ainda que estes não aceitem ou não saibam a respeito de sua mediunidade.
 No século XIX houve uma grande onda de manifestações mediúnicas em todo mundo nos EUA e Europa. Ocorrências de ruídos estranhos, pancadas em móveis e paredes, objetos que se moviam, flutuavam ou eram arremessados no ar sem causa aparente se tornaram frequentes.
Nesta época, um dos fenômenos mediúnicos mais comuns era os chamados raps, golpes e pancadas, geralmente fortíssimos, que produziam um barulho estrondoso. No início, acreditava-se que estes golpes eram produzidos por alguma causa material, como a dilatação da matéria ou algum fluido oculto acumulado na mesma, porém, com o tempo, estas hipóteses foram sendo abandonadas pela maioria dos pesquisadores.
A ciência espírita tem como base a experimentação, ainda que, oficialmente, não seja reconhecida.
No início de seu desenvolvimento, grandes pesquisadores, reconhecidos mundialmente, se proporam a estudar e experimentar os fenômenos espíritas com o objetivo de ridicularizar o Espiritismo, porém, conforme se aprofundavam em suas pesquisas, ficavam cada vez mais convencidos da veracidade dos fatos. Isto aconteceu com o próprio Kardec, que foi quem desenvolveu os fundamentos básicos da doutrina.
Atualmente, a mediunidade e a sobrevivência da alma após a morte do corpo têm se tornado temas de pesquisas de um número cada vez maior de universidades. Aos poucos, o preconceito está sendo vencido e a verdade triunfará, independente de qualquer segmento religioso.
FONTE:http://ww2.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=299:a-ciencia-espirita&catid=34:artigos&Itemid=54


MEDIUNIDADE E EVOLUÇÃO

O Espiritismo tem como base a análise e compreensão das comunicações mediúnicas e o raciocínio lógico – fé raciocinada – dos ensinamentos dos espíritos. Portanto, a doutrina não se resume no estudo dos fenômenos espíritas ou do mundo espiritual. Precisamos estudar e, principalmente, vivenciar os preceitos e valores morais que servem de base da doutrina, ou seja, a proposta do Evangelho, que em sim mesmo é universal e não-sectário.
Se não vivenciarmos, no dia a dia, a mensagem cristã, e apenas ficarmos admirados com os fenômenos, agiremos como um homem sedento que encontrou um copo de cristal cheio de água, mas morreu de sede por se demorar admirando a beleza do copo.
A mediunidade, trabalhada com princípios elevados e altruístas, é como um belo cristal a refletir a Sabedoria divina. Os ensinamentos que os espíritos superiores nos transmitem é a água fresca que a humanidade tanto necessita para revigorar seu espírito sedento de Paz.
Quando falamos em tratamento espiritual, nos referimos não apenas à cura do corpo físico, mas, sobretudo, à cura da alma.
Os ensinamentos que os espíritos elevados nos transmitem têm como objetivo despertar a consciência humana para seus potenciais divinos. Os distúrbios emocionais e psíquicos, conforme nos ensinam, causam desequilíbrios energéticos que acabam desestruturando a harmonia celular, culminado, assim, nas doenças comumente diagnosticadas pelos médicos.
Portanto, devemos entender que a proposta maior do centro espírita não é a de substituir o hospital. Isso seria, até mesmo, contra a legislação brasileira. Sua missão maior é fornecer subsídios para que a criatura humana encontre condições para efetuar o seu amadurecimento e equilíbrio espiritual, o que trará, como consequência, o bem-estar e a saúde integral. Para tanto, muitas vezes se faz necessário o uso de determinados recursos, como sessões de desobsessão, passes e fluidificação da água. Jamais um dirigente espírita deverá recomendar a suspensão do acompanhamento médico.
A mediunidade é um fenômeno espiritual que ocorre com muito mais frequência do que imaginamos. Interagimos, em maior ou menor grau, com os espíritos em nosso dia a dia. Por se manifestarem em planos mais sutis, imperceptíveis para a maioria, com leis ainda desconhecidas pela ciência acadêmica, temos dificuldade em compreender suas influências.
Em potencial, todos somos médiuns, independente de nossa religião, pois a mediunidade é algo inerente ao espírito (lembre-se de que você é um espírito, apenas está temporariamente encarnado). Porém, as pessoas não possuem a mediunidade no mesmo grau. Alguns a possuem em estado bastante aflorado, de forma ostensiva; outras, a possuem apenas em estado latente e recebem do plano espiritual apenas uma vaga impressão. Costumamos chamar de médiuns aqueles que possuem esta faculdade de maneira ostensiva, portanto, poucos podem ser considerados médiuns (ostensivos).
Mediunidade não significa, necessariamente, que a pessoa que a possua seja um espírito evoluído. A grande maioria dos médiuns recebe uma preparação em seu perispírito (corpo astral) antes de reencarnar, para estarem em condições de exercer a mediunidade. Muitas vezes, é uma expiação, sendo uma valiosa oportunidade de evolução e de repararem os erros cometidos em outras encarnações através da caridade, do auxílio ao próximo. Portanto, mediunidade deve, sempre, rimar com caridade e responsabilidade!

Artigo publicado na edição 81 da Revista Cristã de Espiritismo.
Ao reproduzir o texto, favor citar o autor e a fonte.

EU FUI UM MAGO NEGRO!

Luiz Roberto Matos

Esta é uma revelação que fiz apenas uma única vez, em uma comunidade de projeção astral no ORKUT, da qual participo.
Eu fui um mago negro!
Não nesta vida! No passado!
Olhando para trás, para o tempo em que fui o que hoje chamam de mago negro, eu mudei muito! Evoluí bastante!
O que é um mago negro, para princípio de conversa?
É um mago da raça negra? É um mago que se veste de preto?
Não, não é nada disso!
A palavra mago deriva de magia. Assim, mago é quem pratica magia. Antes o mago também era chamado de mágico! E os mágicos de hoje tentam imitar o que antigos magos faziam! Só que, com a perda do conhecimento e dos poderes, os mágicos de hoje fazem apenas truques, enquanto que os antigos mágicos realizavam realmente coisas extraordinárias!
Há hoje várias formas de magia, e todas elas são superficiais.
O verdadeiro conhecimento de magia, que era praticado desde os tempos da Atlântida se perdeu no tempo. Isso já me foi dito por espíritos amigos, e de confiança!
O que restou, e que ainda é praticado por poucos atualmente, não é nem um pálido reflexo da magia praticada na Atlântida, na Pérsia e Egito antigo.
Quando vejo escritor famoso sendo chamado de mago, e se vestindo apenas de preto, dou risada, pois ele nem sabe o que é magia de verdade.
Os verdadeiros magos negros jamais escreveriam sobre santos, sobre cristianismo, igrejas, etc. E os “magos brancos” não se vestiriam de preto!
Não conheço hoje um único mago de verdade encarnado! Mago com os conhecimentos e poderes que os antigos magos possuíam, e utilizando-os efetivamente!
O conhecimento da magia antiga se perdeu no tempo com o afundamento da Atlântida, e apenas um pálido reflexo sobreviveu após o seu afundamento, em pequenas escolas iniciáticas no Egito e na Caldeia.
O que é um mago negro?
Na antiguidade remota, sobretudo na Atlântida, havia ordens religiosas compostas por sacerdotes, que eram seres vindos de um planeta do sistema solar em torno do sol chamado Capela.
Esses sacerdotes eram, em grande parte, seres orgulhosos e vaidosos, expulsos de seu planeta por não mais acompanharem o progresso evolutivo da maioria de seus habitantes.
Vieram para a Terra para regeneração, e começaram a encarnar.
Muitos dos capelinos eram seres ligados a religião, seitas e caminhos iniciáticos em seu planeta, e aqui acabaram sendo atraídos para ordens religiosas em templos dirigidos por sacerdotes mais evoluídos, que buscavam ensinar não apenas a magia, o desenvolvimento dos poderes psíquicos, mas também ensinavam moralidade.
Todavia, alguns dos discípulos, dos alunos, por serem ainda muito orgulhosos e vaidosos, intentaram tomar o poder das organizações, dominando-as.
Esses praticantes de magia, não a magia que hoje conhecemos, mas algo muito mais profundo, e com grande desenvolvimento de poderes psíquicos, se desviaram do caminho da magia de cura, utilizada para auxiliar as pessoas, e então nasceram o que hoje se chama de mago negro.
Se lembrarmos do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas), veremos como um jovem iniciado, vaidoso, orgulhoso, revoltado, e com ciúme do mestre, mudou de lado, aliando-se a outros seres voltados ao mal, representado no filme como “o lado negro da força”.
O que é o lado negro da força?
É a utilização da força, da energia, do conhecimento psíquico para o domínio dos outros, para a conquista do poder sobre os outros.
O que levou os antigos magos da Atlântida a se desviarem do bom caminho e se tornarem magos negros foi o desejo de poder, acima de tudo, e aí entrou o orgulho excessivo, e a vaidade extrema.
Os antigos sacerdotes da Atlântida não eram negros, nem usavam roupas pretas!
A expressão mago negro se refere ao fato de terem se voltado para o lado negro da força, como chama o filme citado, e por se aliarem a espíritos das trevas, das regiões escuras, e por isso negras. Daí mago negro.
Eram sacerdotes que se desviaram do bom caminho, por orgulho, por vaidade, e por ainda desejarem muito o poder.
Alguns já vieram de Capela com esse potencial para a busca do poder, e cheios de orgulho e vaidade. E outros eram seres simples, terráqueos, que se deixaram enebriar pelos pensamentos dos que buscavam avidamente o poder psíquico para usar na dominação das massas.
Eu estava entre os terráqueos com alguma inteligência já despertada quando os capelinos aqui chegaram. Não sou capelino!
Isso me foi revelado muitos anos trás por um capelino amigo, incorporado em uma médium de minha confiança, com quem trabalhava em um centro espírita.
Eu era um hominoide peludo inteligente, que admirava o fogo, quando os capelinos aqui chegaram, pelo menos uma leva deles, pois houve várias, em épocas diferentes. E eles me usaram, me ensinaram, “fizeram a minha cabeça”, e eu gostei do que aprendi, e do poder que conquistei, e me tornei orgulhoso, vaidoso, e terminei me tornando um mago negro.
Não posso culpar ninguém por isso! Eu tinha livre-arbítrio!
Depois, fui sacerdote na Pérsia, e em seguida no Egito, com grande poder! Eu já tive muito poder, conforme me disse um amigo espiritual!
Juntei-me a grupos de sacerdotes orgulhosos e vaidosos que gostavam demais do poder que tinham!
Fazíamos experiências médicas com as pessoas! E aprendemos muito sobre o corpo humano, e assim a medicina egípcia se desenvolveu!
O que os médicos nazistas fizeram em termos de experiências médicas com os judeus não foi nada perto do que era feito por sacerdotes no Egito com a população local!
Hoje faço parte de um trabalho de cura, junto com alguns antigos companheiros que já se regeneraram, para resgate desse passado no Egito. São antigos magos negros resgatando seu passado delituoso, alguns encarnados e outros desencarnados dando suporte. Mas nem todos os nossos trabalhadores foram sacerdotes no Egito.
Assim nasceram no Egito muitos médicos e cientistas do corpo humano na antiguidade!
A Grécia aprendeu medicina com o Egito, e isso se deveu aos sacerdotes egípcios e suas experiências médicas, inclusive no processo de mumificação!
O conhecimento de magia dos antigos sacerdotes egípcios não se comparava mais ao que se sabia na Atlântida, mas mesmo assim o conhecimento ainda era grande, se pensarmos no que alguns ainda acreditam ser possível fazer nos dias atuais.
A Bíblia contém muitas referências a poderes psíquicos, a magia, inclusive por parte de Moisés, que foi iniciado no Egito.
Quando Moisés jogou o cajado no chão em frente ao Faraó do Egito, e o cajado se transformou em serpente, ele não estava fazendo um mero truque, como os de David Copperfield. Moisés tinha poderes psíquicos muito desenvolvidos!
Havia disputa pelo poder dentro das organizações iniciáticas no Egito! E muita! Porque havia muito orgulho, muita vaidade, e muito desejo de poder!
Terminado o tempo do Egito, como havia terminado o tempo da Pérsia, em termos de ordens religiosas, o que sobrou?
Muito pouco!
As escolas iniciáticas posteriores detinham apenas uma pálida lembrança dos áureos tempos da magia ritual dos antigos sacerdotes do Egito e da Pérsia! Da Atlântida nada mais restara!
Reencarnei na Grécia no século IV a.C., junto a um filófoso, Epicuro, e aprendi muito com ele, sobre moralidade! Mas ainda assim me envolvi em política e disputei o poder com antigo companheiro do Egito!
Depois reencarnei em Roma, onde também disputei o poder com o mesmo espírito!
Então nasci em Israel, no tempo do mestre Galileu, a quem conheci, a quem ouvi, e me converti ao cristianismo, dando apenas início ao meu processo de regeneração, que duraria séculos.
Mais tarde, no século XVII, fui padre católico na Espanha, e ajudei a desvirtuar a igreja, fazendo sexo com freiras, mandando matar gente na Inquisição, etc.
Julgava estava servindo a Cristo, e de certo modo servi, mas também desvirtuei sua mensagem.
Foram muitas vidas ligadas a religião, em várias partes do planeta. Fui monge budista na China, fui yogue na Índia, fui místico muçulmano. Tudo depois de conhecer Jesus.
Algumas vidas voltadas para a meditação, para a interiorização, alternadas com vidas voltadas para a guerra, e para a busca do poder.
Nas últimas reencarnações estive longe de igrejas e centros iniciáticos, tendo sido escravo no Brasil, índio na América do Norte, advogado no Brasil, militar e guerreiro nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, e por fim juiz no Brasil, a atual.
Aquele mago negro que eu fui um dia está cada vez mais distante da minha realidade!
Um mago negro é um psicopata, para utilizar uma nomenclatura antiga e mais conhecida da psiquiatria e psicologia, ou um sociopata, ou ainda portador de síndrome de comportamento antisocial, denominação atual.
Encontramos magos negros hoje encarnados como empresários, como chefes de tráfico de drogas, como políticos influentes e ditadores, mas, na sua esmagadora maioria, estão eles desencarnados, e muitos deles estão há vários séculos sem reencarnar, agindo apenas no mundo espiritual, como um antigo companheiro do Egito, com quem travo contato há anos, através de médiuns de psicofonia e também quando saio do corpo durante o sono.
Fui um dia um mago negro, frio, incapaz de sentir empatia com a dor alheia, incapaz de sentir compaixão, perverso, sedento de poder a qualquer custo, orgulhoso e vaidoso, como todos são.
Depois que conheci Jesus, há 2.000 anos, comecei a mudar, e hoje não sou nem reflexo do homem poderoso que fui um dia.
Fora do corpo ainda tenho algum poder, mas no corpo sou apenas um homem comum!
Hoje choro ao assistir o filme A Paixão, de Mel Gibson, ao ver o sofrimento de Jesus, e isso me faz querer ser melhor, e também choro ao assistir ao filme Pedro, com Omar Charif.
Choro em muitos filmes tristes, como Nas Profundezas do Mar Sem Fim, tenho compaixão pela dor das pessoas, sou honesto, um homem de bem, e um homem do bem, que já recusou algumas vezes propostas de antigos companheiros, magos negros, para ficar rico e poderoso, mas mudando novamente de lado.
Poderia ser hoje um homem muito rico, e muito poderoso, se quisesse! Mas isso não é mais o meu foco de vida! Mudei!
Isso para mim hoje é impensável!
Sou hoje um servo do bem! Um soldado do “exército” do Cordeiro, como o pessoal das trevas chama Jesus.
Mesmo estando muito longe da perfeição, meu caminho não tem volta!
Não sinto mais nenhuma atração pelo caminho do mal, da dominação, da luta pelo poder, da luta contra aqueles que trazem luz para o mundo.
Meu caminho hoje é o caminho do bem, da luz, da paz e do amor!
Fui um mago negro!
Hoje, no entanto, sou um ex-mago negro em processo de permanente transformação e regeneração!
Sou ainda cobrado e perseguido por antigos companheiros, e assediado por eles sem piedade. Eles ainda esperam pacientemente que eu volte atrás na minha decisão.
No entanto, não tenho a menor pretensão de voltar atrás!
Estou bem, seguindo o caminho do amor ao próximo!
Desenvolvo um amor cada vez maior por Jesus, pelo próximo, e pelo bem, e busco ajudar aos outros a refletirem sobre muitas coisas na busca da espiritualidade.
Esse é hoje o caminho de um antigo e poderoso mago negro que renegou a sua classe e “se bandeou para o lado do Cordeiro”, como dizem eles!
Isso mostra que todos podem se regenerar!
Mesmo os mais temíveis magos negros um dia serão dóceis trabalhadores do cristo, velando pela paz do mundo, pelo bem, pelo amor, como hoje eu sou. Se isso não acontecer aqui na Terra, acabarão mudando em outro planeta, pois serão exilados da Terra.
Fui um mago negro!
Hoje, sou um fã incondicional de Jesus, e um incansável trabalhador da sua seara!
Temos que crescer, que mudar, que evoluir, para conquistarmos não mais o poder, como buscávamos no passado, mas para alcançar a paz, o amor e a felicidade!
O meu caminho hoje é o caminho do guerreiro pacífico!
Desejo apenas paz, luz, amor, e trabalhar para que todos tenham isso tudo também!
Muita Paz.

Salvador, 12 de julho de 2011.
Luiz Roberto Mattos
FONTE:http://www.mestresanakhan.com.br/

domingo, 7 de agosto de 2011

ESPIRITISMO E ESPIRITOLOGIA

Espiritismo e Espiritologia

Apesar de Allan kardec definir o espiritismo como a ciência que estuda a vida ativa após a morte e a relação entre o mundo espiritual e o material, os kardecistas abandonaram essa definição, criando suas próprias interpretações sobre o tema. Por exemplo, em seu livro Mediunidade: caminho para ser feliz, Suely C. Schubert esclarece, do ponto de vista kardecista, o que é espiritismo:

“A doutrina espírita ou espiritismo é o ensino dos espíritos, codificados por Allan Kardec. Este criou a palavra espiritismo para designar o conjunto destes ensinamentos, como também o termo espírita – que designa o adepto”.

Essa definição é perfeita do ponto de vista kardecista, pois define que apenas o conjunto dos ensinamentos e os espíritos codificados por Kardec formam o espiritismo. E os ensinamentos de outros espíritos, codificados por outros egos humanizados?  Obviamente que, pela definição acima, não podem ser chamados de espiritismo.

É por isso que desde os anos de 1930, discute-se, acirradamente, se os livros de André Luiz, psicografados por Chico Xavier, são espíritas ou não. O mesmo acontecendo, há cinqüenta anos, com os ensinamentos de Ramatís, psicografados por Hercílio Maes e outros médiuns, ou os ensinamentos mais recentes de Joanna de Angelis, psicografados por Divaldo Franco.

Essa eterna discussão estéril vai continuar existindo enquanto não se decidir com qual definição de espiritismo irá se trabalhar: com a de Kardec ou com a dos kardecistas. Se ficarmos com a definição que diz ser apenas os ensinamentos codificados por Kardec o espiritismo, como aparece com clareza na definição acima, todo o movimento espiritual pós-Kardec poderá ser complementar, concorrencial ou antagônico aos ensinamentos codificados por Kardec.

Nesse sentido, faz-se mister, para amenizar os ânimos, a criação de uma ciência capaz de estudar todos os conhecimentos espiritualistas transmitidos pelos espíritos, sem preconceitos e tomada de partido. Essa ciência poderia ser chamada de Espiritologia.

Através da Espiritologia, deixaria de fazer sentido discutir se os livros de André Luiz são espíritas ou não, se a vida em colônias espirituais é um tema espírita ou não, pois a Espiritologia seria uma ciência que estuda os ensinamentos dos espíritos, que podem ser tanto os codificados por Kardec como aqueles codificados por outros pesquisadores e/ou médiuns. O espiritólogo, como cientista, não toma partido, não briga por verdades; ele apenas estuda. Assim, procura correlacionar os temas e abordagens que são complementares ou que são antagônicos entre os ensinamentos transmitidos pelos espíritos.

Pode comparar os ensinamentos atuais com aqueles que formaram o Espiritismo, ou seja, os codificados por Kardec.
O campo de atuação da Espiritologia, como está explícito no nome, é o da pesquisa. Não é mais um “ismo”, e sim uma nova “logia”.

O espiritólogo, nesse caso, deve ser alguém capaz de transcender os limites do Espiritismo, no sentido kardecista, obviamente. Assim, necessita ter a mente aberta para estudar sem pré-conceitos o inefável mundo dos espíritos, estudando, inclusive, o que estes têm a dizer sobre a Apometria, sobre o Reiki, sobre o Baghavad Gita, sobre a Psicologia Transpessoal, sobre os Chakras, sobre os Orixás, sobre a Magia Negra, sobre a Transcomunicação Instrumental etc. Ou seja, uma série de ensinamentos não codificados por Allan Kardec.

Em suma, o espiritólogo não precisa ser, necessariamente, espírita; mas um espírita que deseja ser um espiritólogo deve estar preparado para separar a ciência do proselitismo, do doutrinismo. Por exemplo, recentemente, em um programa “espírita”, em uma rádio de São Carlos, atacou-se de forma velada a Umbanda pelo fato de alguns umbandistas acreditarem que os Orixás são espíritos criados puros e que não encarnam, quando, há anos, espíritos como Ramatís, Vovó Maria Conga e Pai Joaquim de Aruanda afirmam, em livros e palestras, que orixás não são espíritos, mas identificação de padrões de energia. Orixás são nomes para definir ondas eletromagnéticas com determinada velocidade e amplitude.

Ficou evidente, para o ouvinte atento, o interesse do programa em rebaixar a Umbanda, ao invés de fazer um estudo aprofundado sobre o tema. Mas isso aconteceu porque se tratava de um programa “espírita”, preocupado, obviamente, com proselitismo e doutrinação.

O mesmo deve acontecer com os programas de rádio e de TV das igrejas evangélicas ou católicas. Critica-se, veladamente, a igreja rival para atrair mais adeptos e se colocar como a única e verdadeira religião.

Esse exemplo acima nos ajuda a compreender o objetivo da Espiritologia. Esta deve estudar, com espírito isento de pré-conceitos, os ensinamentos dos espíritos e se libertar de toda e qualquer forma de doutrinação religiosa. De seus estudos e codificações podem até surgir novas filosofias, novos “ismos”, mas, nesse caso, já não é mais o seu campo de atuação. O seu é o de pesquisar e sistematizar os ensinamentos dos espíritos, de forma imparcial e neutra.
(Trabalhos Práticos de Apometria – Circulo de São Francisco Instituto de Animagogia, RiMa Editora, 2006, São Paulo – SP)

FONTE: 4shared - Apometria - shared folder - free file sharing and storage.mht

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

AS ENFERMIDADES ESPIRITUAIS


AS ENFERMIDADES ESPIRITUAIS
Marta Antunes Moura

 As enfermidades  espirituais produzem distúrbios ou lesões no corpo físico decorrentes de desarmonias psíquicas originadas das condições pessoais do enfermo, da influência de entidade espiritual, ou por ação conjunta de ambos. Podem ser consideradas como de  baixa, média ou de alta gravidade .
As de baixa gravidade, mais fáceis de serem controladas,  costumam surgir em momentos específicos da vida, quando a pessoa passa por algum tipo de dificuldade: perdas afetivas ou materiais; doenças físicas; insucesso profissional, entre outras. São situações  que as emoções afloram impetuosamente, gerando diferentes tipos de somatizações: ansiedade, angústia, dores musculares, enxaqueca, distúrbios na digestão (náuseas, cólicas, azia, má absorção alimentar etc.). Ocorrem distúrbios do sono, da atenção e do controle emocional. Nessa situação, a  prece representa um poderoso instrumento de auxílio pois eleva o padrão vibratório do necessitado. A mudança vibratória permite que a assistência dos benfeitores espirituais favoreça  o reajuste  psíquico, emocional e físico. A pessoa recupera, então,  as rédeas sobre si mesma,  rompendo com as idéias perturbadoras, próprias ou de outrem.
As doenças espirituais de média gravidade podem prolongar- se por anos a fio, mantendo-se dentro de um mesmo padrão ou evoluindo para algo mais grave. Com o passar do tempo,  podem apresentar  um quadro sintomatológico característico de um tipo específico de patologia: insônia persistente; gastrite e ulceração gástrica; infecções microbianas repetidas; crises alérgicas costumeiras; dores musculares penosas, formadoras de nódulos ou pontos de tensão;  dificuldades respiratórias seguidas das desagradáveis “falta de ar”; hipertensão; obesidade ou magreza; crises de enxaqueca prolongadas, não controláveis por medicamentos; humor claramente afetado, oscilante entre crises de irritabilidade e impaciência incomuns  e  momentos de indiferentismo e submissão emocionais; episódios depressivos repetidos seguidos de euforia exagerada.
Se não ocorre a desejável assistência espiritual em benefício do necessitado,  nessa fase da evolução da  enfermidade, os doentes  podem desenvolver comportamentos, caracterizados, sobretudo, por “manias” e  pelo isolamento social.  As idéias e os desejos do enfermo  ficam girando  dentro de um círculo vicioso, conduzindo à criação de formas-pensamento, alimentadas pela vontade do  próprio necessitado  e  pela dos Espíritos desencarnados, sintonizados nesta faixa de vibração.  As orientações espíritas, se aceitas e seguidas,  proporcionam imenso conforto, podendo reduzir ou eliminar o quadro geral de perturbações, sobretudo se associada às ações médicas e  ou psicológicas.  Assim, faz-se necessário desenvolver persistente trabalho de renovação mental e comportamental da pessoa necessitada de auxílio. A prece, o passe,  a água fluidificada, o estudo do Evangelho no lar, a assistência espiritual (atendimento e diálogo fraterno, freqüência  às reuniões de explanação do Evangelho e de irradiações espirituais), o estudo espírita, entre outros, representam instrumentos de auxílio e de renovação psíquica, em geral disponibilizados pelas nossas Casas Espíritas.
As enfermidades espirituais, classificadas como graves, são encontradas em pessoas que revelam  perdas temporárias  ou permanentes da consciência. A perda da consciência, lenta ou repentina, pode estar associada a uma causa fisiológica (velhice) ou a uma patologia (lesões cerebrais de etiologias diversas). Nessa situação, o enfermo vive períodos de alheamentos ou alienações mentais, alternados com outros de lucidez. Esses períodos são particularmente difíceis pois a pessoa passa a viver numa realidade estranha e dolorosa,  sobretudo quando o espírito enfermo ver-se associado a outras mentes enfermas, em processos de simbioses espirituais.  O doente requisita atendimento médico especializado, no campo da psiquiatria. A  fluidoterapia espírita suaviza a manifestação da doença, auxiliando o tratamento médico. A assistência espiritual, oferecida pela Casa  Espírita, age como bálsamo, minorando o sofrimento dos encarnados – doente, familiares e amigos – e dos desencarnados envolvidos na problemática. O atendimento ao perturbador espiritual nas  reuniões de desobsessão, assim como as irradiações mentais em benefício  do obsessor e do obsidiado, produzem resultados significativos, fundamentais ao processo de libertação espiritual.

As enfermidades espirituais  representam uma realidade, impossível de ser ignorada, sobretudo nos tempos atuais quando  sabemos  da existência  de um alerta superior que nos aponta para a urgente  necessidade de avaliarmos a nossa conduta moral, desenvolvendo ações e atitudes compatíveis com a Lei de amor, justiça e caridade.
As enfermidades espirituais deixarão de existir, nos esclarecem os benfeitores espirituais, quando nos renovarmos para o bem. Nesse sentido, são oportunas as elucidações do Espírito André Luiz: (...)  a enfermidade, como desarmonia espiritual (...) sobrevive no perispírito. As moléstias conhecidas no mundo e outras que ainda escapam ao diagnóstico humano, por muito tempo persistirão nas esferas torturadas da alma, conduzindo-nos ao reajuste. A dor é o grande e abençoado remédio. Reeduca-nos a atividade mental, reestruturando as peças de nossa instrumentação e polindo os fulcros anímicos de que se vale a nossa inteligência para desenvolver-se na jornada para a vida eterna. Depois do poder de Deus, é a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis modificações, com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito, e de cuja execução não poderemos fugir sem graves prejuízos para nós mesmos (¹).
(1) XAVIER, Francisco Cândido. Entre A Terra
Fonte: http://amigoespirita.ning.com/group/saudeeespiritismo/forum/topic/show?id=2920723%3ATopic%3A319036&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

O DESAFIO DAS DOENÇAS SPIRITUAIS


O desafio das doenças espirituais
Medicina e Espiritualidade

     A medicina humana não admite a existência do Espírito, não reconhecendo, conseqüentemente, as doenças espirituais. No passado, porém, durante séculos, o Espírito era considerado causa de doença, principalmente na loucura onde parecia evidente seu parentesco com o mal. Quando a Medicina começou a descobrir a fisiologia mecanicista dos fenômenos biológicos, excluiu dos meios acadêmicos a participação da alma, inclusive na criação dos pensamentos, que passaram a ser vistos como "secreção" do cérebro, e as doenças mentais, como distúrbios da química dos neurônios.
     O médico espírita que pretender retomar, nos dias de hoje, a discussão sobre as doenças espirituais precisa expurgar, em primeiro lugar, a "demonização" das doenças, um ranço medieval que ainda contamina igrejas e repugna o pensamento médico atual.
     A medicina moderna aprendeu a ajuizar os sintomas e os desvios anatômicos, usando sinais clínicos para fazer as classificações das doenças que conseguiu identificar. Para as doenças espirituais, porém, fica faltando conhecer "o lado de lá" de cada paciente para podermos dar um diagnóstico correto para cada necessitado. Já no século XVII, Paracelso atribuía causas exteriores ou perturbações internas aos doentes mentais, destacando os lunáticos (pela interferência das fases e movimentos da Lua), os insanos (pela hereditariedade), os vesanos (pelo abuso de bebida ou  mau uso de alimentos) e os melancólicos (por um vício de natureza interna).
     Para as doenças espirituais também percebemos causas externas e internas. Por enquanto, nossa visão parcial nos permite apenas uma proposta onde constem as possíveis causas da doença  espiritual, sem o rigor que uma avaliação individual completa exigiria, adotando-se para tanto a seguinte classificação: doenças espirituais auto-induzidas (por desequilíbrio vibratório e auto-obsessão), doenças espirituais compartilhadas (por vampirismo e obsessão), mediunismo e doenças cármicas.

As Doenças Espirituais auto-induzidas

Por desequilíbrio vibratório
     O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula, atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa pelas vibrações de cada um dos dois corpos - físico e espiritual - cujo "ajuste" exige uma determinada sintonia vibratória. Como o perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne, podendo manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos, a sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora, do fluxo de idéias que construímos. De maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. Como o vigiai e orai ainda está distante da nossa rotina, desajustamos a sintonia entre o corpo físico e o perispírito, causando um"desequilíbrio vibratório". Essa desarmonia desencadeia sensações de mal-estar, como a estafa desproporcional e a fadiga sistemática, a enxaqueca, a digestão que nunca se acomoda, o mau humor constante e inúmeras outras manifestações tidas como "doenças psicossomáticas". Ainda nos dedicamos pouco a uma reflexão sobre os prejuízos de nossas mesquinhas atitudes, principalmente em relação a um comportamento mental adequado.

Por auto-obsessão
     O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós. Impressas no perispírito elas formam um campo de representações de nossas idéias. À custa dos elementos absorvidos do fluido cósmico universal, as idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos nelas. A matéria mental constrói em torno de nós uma atmosfera psíquica (psicosfera) onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário, estarão todos os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela indiferença ou pela proteção, etc. Medos, angústias, mágoas não resolvidas, idéias fixas, desejo de vingança, opiniões cristalizadas, objetos de sedução, poder ou títulos cobiçados, tudo se estrutura em "idéias-formas" na psicosfera que alimentamos, tornando-nos prisioneiros dos nossos próprios fantasmas. A matéria mental produz a "imagem" ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos, assim, "obsedados" pelos nossos próprios desejos.

As doenças espirituais compartilhadas

Por vampirismo
     O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de Espíritos, quatro a cinco vezes maior que os seis bilhões de almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de Espíritos deve estar habitando as proximidades dos ambientes terrestres, onde flui toda a vida humana, não é de se estranhar que esses Espíritos estejam compartilhando das nossas condutas. Podemos atraí-los como guias e protetores, que constantemente nos inspiram, mas também a eles nos aprisionar pelos vícios - o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais. Pare todas essas situações, as portas da invigilância estão escancaradas, permitindo o acesso de entidades desencarnadas afins. Nesses desvios da conduta humana, a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos com extrema capacidade corrosiva de seu organismo físico, construindo para si mesmo os germens que passam a lhe obstruir o funcionamento das células hepáticas, renais e pulmonares, cronificando lesões que a medicina considera incuráveis. As entidades espirituais viciadas compartilham dos prazeres do vício que o encarnado lhes favorece e ao seu tempo estimulam-no a nele permanecer. Nesta associação, há uma tremenda perda de enrgia por parte do encarnado. Daí a expressãovampirismo ser muito adequada para definir esta parceria.

Por obsessão
     No decurso de cada encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates ou para facilitar o cumprimento das promessas que desenhamos no plano espiritual. É assim que, pais e filhos, reencontram-se como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se reajustam como pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes, que a vida dificulta a aproximação. As dificuldades da vida de uma maneira ou de outra vão reeducando a todos. Os obstáculos que à primeira vista parecem castigo ou punição trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar danos físicos ou morais que produzimos no passado.
     No decorrer de nossas vidas, seremos sempre  ganhadores ou perdedores na grande luta da sobrevivência humana. Nenhum de nós percorrerá essa jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seus desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximo a nós. Nos rastros das mazelas humanas, nós todos, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também exigentes como nós, que como obsessores vão nos cobrar noutros comportamentos, exigindo-nos a quitação de dívidas que nos furtamos em outras épocas. Persistem como dominadores implacáveis, procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade. Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é, de longe, o maior dos males da patologia humana.

Por mediunismo
     São os quadros de manifestações sintomáticas apresentadas por aqueles que, incipientemente, inauguram suas manifestações mediúnicas. Com muita freqüência, a mediunidade se manifesta de forma tranqüila e é tida como tão natural que, o médium, quase sempre ainda muito jovem, mal se dá conta de que o que vê, o que percebe e o que escuta de diferente. Outras vezes, os fenômenos são apresentados de forma abundante e o principiante é tomado de medos e inseguranças, principalmente, por não saber do que se trata. Em outras ocasiões, a mediunidade é atormentada por espíritos perturbadores e o médium se vê às voltas com uma série de quadros da psicopatologia humana, ocorrendo crises do tipo pânico, histeria ou outras manifestações que se expressam em dores, paralisias, anestesias, "inchaço" dos membros, insônia rebelde, sonolência incontrolável, etc. Uma grande maioria tem pequenos sintomas psicossomáticos e se sente influenciada ou acompanhada por entidades espirituais. São médiuns com aptidões ainda muito acanhadas, em fase de aprendizado e domínio de suas potencialidades, uma tenra semente que ainda precisa ser cultivada para se desabrochar.

Por "doenças cármicas" (compromissos adquiridos)
     A "doença cármica" é antes de mais nada uma oportunidade de resgate e redenção espiritual. Sempre que pelas nossas intemperanças desconsideramos os cuidados com o nosso corpo e atingimos o equilíbrio físico ou psíquico do nosso próximo, estamos imprimindo estes desajustes nas células do nosso corpo espiritual. É assim que, na patologia humana, ficam registrados os quadros de "lúpus" que nos compromete as artérias, do "pênfigo" que nos queima a pele, das "malformações" de coração ou do cérebro, da "esclerose múltipla" que nos imobiliza no leito ou das demências que nos compromete a lucidez e nos afasta da sociedade.
     Precisamos compreender que estas e todas as outras manifestações de doença não devem ser vistas como castigos ou punições. O Espiritismo ensina que as dificuldades que enfrentamos são oportunidades de resgate, as quais, com freqüência, fomos nós mesmos quem as escolhemos para acelerar nosso progresso e nos alavancar da retaguarda, que às vezes nos mantém distantes daqueles que nos esperam adiante de nós. Mais do que a cura das doenças, a medicina tibetana, há milênios atrás, ensinava que médicos e pacientes devem buscar a oportunidade da iluminação. Os padecimentos pela dor e as limitações que as doenças nos trazem sempre possibilitam esclarecimento, se nos predispormos a buscá-lo. Mais importante do que aceitar o sofrimento numa resignação passiva e pouco produtiva é tentar superar qualquer limitação ou revolta, para promovermos o crescimento espiritual, através desta descoberta interior e individual. (Dr. Nubor Orlando Facure - Neurologista- Artigo inserido no Jornal Espírita de julho de 2004 - www.feesp.com.br).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CURA QUÂNTICA


Cura Quântica

O contexto em que se discute os modernos princípios de cura quântica vem oferecer uma interessante combinação de opostos, consoante a obra de Carl Gustav Jung. De um lado as discussões são colocadas dentro da estrutura da física teórica, relacionando o efeito quântico com o reexame da parte de muitos cientistas, no tocante à validade da causalidade, como princípio interpretativo único.
De outro lado, são referidos vários preceitos teológicos e transcendentais de épocas pré-científicas, como indícios do reconhecimento intuitivo, por parte do homem, da presença do princípio quântico no universo. Estas duas fontes de dados, os científico-racionais e os intuitivo-transpessoais, podem parecer conflitantes, mas não são contraditórios. Trata-se de duas faces de uma única realidade, e um dos propósitos do estudo é fazer com que percebamos sua qualidade comum e sua relação recíproca. Um efeito, contudo, da fusão de materiais tão diversos na argumentação pertinente é que suas teorias se tornaram suspeitas e desconcertantes para mentes mais convencionais.
Dada a atmosfera intelectual vigente ao longo de décadas, esta é uma das principais razões pelas quais a cura quântica tem recebido escassa atenção até agora. Sabemos, entretanto, que existe dentro de nós uma experiência direta, concretamente apreendida, embora o termo “dentro” necessite ser estendido além das fronteiras conscientes, atingindo por assim dizer a abrangência do inconsciente absoluto. Certamente, assim, a cura quântica permanecerá com o mérito especial de ser não apenas a chave para uma dimensão oculta da vida, mas principalmente uma chave que apresenta e utiliza os princípios da física  moderna.
“A cura quântica é uma brilhante investigação da habilidade de um aspecto da consciência – a mente – em corrigir espontaneamente outro aspecto da consciência – o corpo.” (The washington Post do livro “A Cura Quântica”- ed.Best Seeler).
Ela  não utiliza os métodos da alta tecnologia, em vez disso, penetra nos meandros mais íntimos do sistema mente-corpo ocorrendo substancialmente no núcleo mais profundo  da mente consciente-inconsciente. Enquanto a faculdade de medicina ensina que o micróbio X causa a doença Y e deve ser combatida pelo medicamento Z, a interdisciplinaridade  tem demonstrado  que essa é apenas uma opção entre muitas outras.
Há uma década, se houvesse qualquer abordagem sobre uma terapia mente-corpo-espírito, aquele que o fizesse seria hilariamente  ridicularizado. Entretanto, sem sombra dúvidas, as pessoas, pelo sistema mente-corpo-espírito, não só são capazes de participar do seu tratamento, como controlar todo o curso de uma doença mediante a aplicação de princípios  e protocolos transpessoais da cura quântica.

Estenio Cavalcanti (Psicólogo Junguiano, Psicologia Analítica)
FONTE: http://www.ganesha.jor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13:2009-02-17-18-28-03&catid=1:artganesha&Itemid=2

PSICANÁLISE


Um modelo sistêmico e os sete vícios 
Sabemos que a psicanálise nasceu a partir de conhecimentos advindos de diversas áreas do saber, como Mitologia, Antropologia, Medicina, Física, Filosofia ocidental e oriental.
Schopenhauer, que inspirou Freud e Jung, foi o primeiro filósofo ocidental a revelar abertura em relação às idéias da filosofia oriental:“Toda a realidade em torno de nós não passa de representação mental, contudo, tão convincente que cremos nela com toda força” - Schopenhauer.  (Seu livro: “O Mundo como Vontade e Representação” é uma releitura dos Vedas). 
Tais ciências transformam-se em uma ciência única que investiga o inconsciente humano. Ao elaborar um método e uma técnica que busca entender o sofrimento humano, que aliviasse a dor da “alma”, Freud trouxe um conhecimento que sinalizou uma grande mudança na forma de “ver” o mundo.Na primeira década do século XX, a ciência passou por uma mudança de paradigma fundamental.
Agora, na primeira década do século XXI, os quebra-cabeças e anomalias estão se acumulando novamente e a comunidade científica se defronta com outra mudança de paradigma, tão fundamental quanto a revolução que mudou a ciência do mundo mecanicista de Newton para o universo relativista de Einstein.O tipo de coerência descoberto atualmente indica uma correlação quase instantânea entre as partes ou elementos de um sistema, seja ele um átomo, um organismo ou uma galáxia. 
Todas as partes de um sistema que apresenta tal coerência estão correlacionadas de modo que o que acontece com uma das partes também acontece com as outras partes.Como toda ciência, a psicanálise, deve se adaptar ao seu tempo e o momento atual é o melhor para ela, já que as recentes descobertas revelam o quanto a mesma é uma ciência contemporânea, só precisando lançar mão dos conceitos científicos contemporâneos para tornar-se mais dinâmica, mais de acordo com o momento vigente.
O pensamento "sistêmico" é uma forma de abordagem da realidade que surgiu no século XX, em contraposição ao pensamento "reducionista-mecanicista" herdado dos filósofos da Revolução Científica do século XVII, como Descartes, Bacon e Newton.O pensamento sistêmico, de uma forma geral, pode ser definido como uma nova forma de percepção da realidade.
Segundo Capra (1996) quanto mais se estuda os problemas de nossa época, mais se percebe que eles não podem ser entendidos isoladamente. São problemas sistêmicos, o que significa que estão interligados e são interdependentes. 
Com a Psicanálise, evoluímos para o conceito de que as memórias traumáticas, as emoções não digeridas, são as fontes básicas das energias motivadoras. Com os entendimentos da Psicanálise Sistêmica podemos acrescentar aos motivos acima as influências sistêmicas familiares, tanto as anímicas quanto as dos antepassados, como fonte de motivação para o nosso comportamento.
Neste modelo de psicanálise entendemos que a linguagem modela a percepção, por isso, usamos os vícios capitais por trazerem riquíssimas descrições sob o aspecto da linguagem.  Este fato favorece o psicanalista no desenvolvimento de maiores condições para a compreensão dos estados psíquicos envolvidos, possibilitando o aperfeiçoamento de seus recursos lingüísticos para suas intervenções e interpretações com o analisando.A escolha do termo exato para a descrição de um estado emocional, apreendido em uma sessão de psicanálise, é recurso de valor inestimável. 
Tal ferramenta aproxima o analisando de sua realidade psíquica, o que facilita insights ou pode provocar reações emocionais intensas, úteis para o contato do analisando consigo mesmo e para a compreensão, por parte do analista, do conteúdo envolvido.Os pecados capitais seriam em última instância expressões da pulsão de morte, que se dão por meio de sentimentos, atitudes e comportamentos que desviam ou impedem a pessoa de usar seus recursos mais construtivos, dificultando a expressão mais livre de pulsão de vida. 
Os pecados capitais representam o que o indivíduo tem de potencialmente destrutivo em si. A psicanálise amplia o significado dos antigos pecados para mostrar que eles representam sentimentos que não são um mal a ser evitado a qualquer preço, mas aspectos importantes da personalidade desde a infância. Nossa verdadeira personalidade é construída por pequenos tijolinhos de energia. 
Tais tijolinhos são formados pelas emoções e pela energia do pensamento que trazemos do passado (herdados geneticamente) e somamos àqueles da infância, da adolescência e da vida adulta.  Os elementos de nossa personalidade são modelados com energia e removidos de nós apenas quando cessamos de lhes dar vida – através do pensamento, das emoções e da atividade enquanto energia vital.O desejo é a forma pensamento energizada. 
É um produto do seu criador. Contém a vida do criador que o alimenta.  O interesse do criador, sua força vital, irá energizá-la ou desenergizá-la.  Sua criação revela o nível de sua consciência. Construímos elementos que são máscaras que ocultam o inconsciente, ao mesmo tempo em que o revela.  Tais máscaras seriam os pecados capitais. 
Quando estamos num estado de medo generalizado, tendemos a encobrir esse sentimento que sentimos com afirmações através das quais podemos dominar este medo.Vícios são vórtices de pensamentos subconscientes coletivos, carregados de pulsão emocional, que existem em um padrão familiar e, em conseqüência, são abundantes em todos os lugares públicos e ao redor de um número crescente de pessoas comuns. Um trauma criará uma abertura pela qual eles podem “penetrar” e “aparecer” em nosso processo de pensamento naqueles que promovem uma inclinação para determinado vício. 
Estamos continuamente sujeitos a estímulos ambientais, que eventualmente enfraquecem nossas defesas naturais.  Por ignorância, não nos conhecemos, e como conseqüência dessa inconsciência, adquirimos hábitos, fixações, paixões e desejos de todos os tipos.
Dentro dos quais há minúsculas sementes que, quando alimentadas por uma dose pouco maior desses mesmos hábitos, fixações, paixões e desejos, dão origem a um tipo particular de egoísmo.Tais sementes contêm os elementos dos sete vícios e as duas transgreções básicas – como o medo e o engano, que afetam a humanidade ao nível da personalidade. 
O inconsciente coletivo é rico de informações e sofre alteração sempre que novas compreensões são atingidas na consciência humana, sendo constante essa interação entre o  inconsciente pessoal e coletivo.
Percebemos o quanto é importante o autoconhecimento, pois a  autodescoberta, e com ela as qualidades pessoais, afetam diretamente o mundo em que vivemos, tanto o pessoal como o coletivo.
 Marta Bittencourt
  Psicanalista Sistêmica

Fonte: http://www.ganesha.jor.br/index.php?option=com_content&view=article&id=419:psicanalise&catid=1:artganesha&Itemid=2