segunda-feira, 30 de abril de 2012

APOMETRIA – POR VITOR RONALDO COSTA


APOMETRIA – POR VITOR RONALDO COSTA

 Dr. Vitor Ronaldo Costa, médico e pesquisador espírita utiliza a técnica da Apometria, identificando as causas mais profundas das doenças.

COMO SURGIU A IDÉIA DE ESCREVER O LIVRO APOMETRIA - NOVOS HORIZONTES DA MEDICINA ESPIRITUAL?

Vitor Ronaldo Costa – Estabeleci como propósito mostrar aos SIMPATIZANTES a excelência de uma técnica relativamente nova em sua aplicação prática, não obstante encontrar-se embasada no velho magnetismo, no sonambulismo, no desdobramento, na clarividência e em outros enfoques do psiquismo experimental abordados por Allan Kardec no capítulo VIII de O Livro dos Espíritos. Além de tudo, animava-me o desejo de compartilhar com os demais espíritas o conhecimento de algo que se me afigurava de grande utilidade quando acoplado aos trabalhos mediúnicos assistenciais.

NA QUALIDADE DE MÉDICO, COMO O SENHOR VÊ O USO DA APOMETRIA NOS TRATAMENTOS DE SAÚDE?

É como se fôssemos participantes ativos de uma nova era, em que a visão verdadeiramente holística da criatura é levada em consideração. Em decorrência da aplicação da técnica, podemos intentar o diagnóstico de certeza das complexas síndromes de ordem espiritual e optar pelo tratamento específico para o caso, com boas chances de se alcançar resultados alentadores. Com o emprego da metodologia apométrica, descortinamos em profundidade as distonias espirituais, enquanto a Medicina se encarrega da terapêutica clássica voltada para o campo físico. Trata-se de oportuna associação, em que os médicos do espaço cuidam dos aspectos espirituais do enfermo e os médicos terrenos se empenham na reestruturação do organismo físico.

O SENHOR PARTICIPA DE ALGUM GRUPO DE APOMETRIA ATUALMENTE?

Sim. Desde o início da década de setenta passei a privar da amizade particular do Dr. Lacerda e o acompanhei durante muitos anos, aprendendo e praticando a técnica, quando ainda os trabalhos se realizavam na intimidade do Hospital Espírita de Porto Alegre. A propósito, considero tal período um dos mais importantes da minha atuação, pois, sem dúvida, equivaleu a uma verdadeira pós-graduação em Medicina Espiritual, fato que norteou todo o meu trabalho assistencial mediúnico no âmbito da doutrina que eu professo, - o Espiritismo.

Após minha transferência para Brasília, reiniciei as atividades mediúnicas, utilizando-me da citada técnica. Tivemos, então, a oportunidade de preparar novos médiuns, nas diversas instituições espíritas por onde passamos. De alguns anos para cá, atuamos no Sanatório Espírita de Brasília, com o apoio do dirigente, o Sr. Lauro Carvalho.

CITE ALGUM EXEMPLO DO USO DA APOMETRIA.

Digamos que o paciente seja portador de sintomas físicos ou desajustes mentais induzidos pela presença de “aparelhos parasitas”. Esses aparelhos são verdadeiros artefatos fluídicos potencialmente desarmonizadores, sofisticados e eficientes em sua ação nociva, são idealizados por inteligências desencarnadas maléficas e inseridos cuidadosamente no corpo astral dos encarnados com a finalidade de desencadear degenerações celulares, síndromes dolorosas e distonias psíquicas. Com o emprego da técnica apométrica, os médiuns em estado de desdobramento localizam tais artefatos fluídicos com certa facilidade e, sob a cobertura dos mentores espirituais, convidam o próprio obsessor a proceder a retirada dos mesmos, aliás, procedimento ético capaz de permitir o primeiro passo da “entidade” no sentido da própria recuperação espiritual. Como dizíamos, essas síndromes são graves e tendentes a cronificação. Representam verdadeiros desafios à medicina do espírito. Além do mais, fica patenteado que a recuperação do enfermo, nesses casos, não depende só da doutrinação e do encaminhamento do obsessor. É indispensável a remoção dos aparelhos parasitas para que o paciente, de fato, se sinta aliviado da sintomatologia desarmônica. Após o advento da apometria, os grupos mediúnicos estabelecidos em casas espíritas detiveram-se nesses detalhes e, conseqüentemente estão colhendo resultados mais significativos no trato com as obsessões graves. Assim, do mesmo jeito que a medicina terrena vem dominando doenças antes consideradas cármicas, a medicina espiritual, valendo-se de técnicas mais elaboradas, também aperfeiçoou a sua dinâmica de pesquisa e terapêutica, sem que nos afastássemos jamais dos postulados kardequianos, do respeito ao próximo e das exortações evangélicas referentes ao esforço próprio de auto-superação por parte de enfermos da alma.

A APOMETRIA TEM SIDO BEM ACEITA NO MEIO ESPÍRITA?

De uma maneira geral, o assunto começa a despertar a atenção e o interesse de significativa parcela de espíritas. Por enquanto parece-me que os maiores interessados no assunto são os seguidores de Kardec em decorrência dos vários pontos de contato entre a metodologia apométrica e os postulados doutrinários.

O PRINCIPAL FOCO DO TRATAMENTO APOMÉTRICO É A OBSESSÃO?

Eu diria que sim. O nosso interesse é desvendar as causas espirituais dos sofrimentos humanos enfrentados pela Medicina tradicional. Os espíritas, em suas sessões de assistência mediúnica aos sofredores de todos os matizes, jamais pretenderam substituir a Medicina pelo Espiritismo. E, na qualidade de espíritas, nós que praticamos a apometria abraçamos a mesma opinião. Em afinada sintonia com os espíritos terapeutas, nós penetramos no mundo das causas, o que nos facilita a questão do diagnóstico de certeza da maioria das mazelas humanas. Ora as doenças que se manifestam no campo orgânico, na maior parte dos casos, origina-se nos desequilíbrios energéticos identificados no perispírito, quer seja um transtorno anímico de natureza auto-obsessiva, quer seja uma influência externa de ordem obsessiva propriamente dita. Pois bem, a dimensão astral é o nosso campo de atuação. Apenas nos dirigimos às causas, enquanto os servidores da saúde cuidam dos aspectos físicos das mazelas terrenas. Dessa forma, esse empenho converte-se numa simbiose fraterna e salutar entre encarnados e desencarnados, cujos benefícios são hauridos por ambas as partes.

GOSTARIA DE DEIXAR ALGUMA MENSAGEM?

Desejaria reforçar a minha esperança no progresso científico da doutrina espírita. Recordemos que as revelações responsáveis pela mudança de conduta para melhor do gênero humano são gradativas e oportunas. O amado Mestre presenteou-nos com o seu código supremo de amor e fraternidade. Para evoluirmos devemos incorporar aos nossos corações os exemplos da dignidade Crística. Por sua vez, Allan Kardec legou-nos a codificação espírita, aproximando-nos ainda mais das grandes realidades espirituais que transcendem a dimensão da matéria. André Luiz e Manoel P. de Miranda devassaram as particularidades da obsessão espiritual. E o nosso saudoso Dr.Lacerda abriu-nos as portas da psiquiatria espírita, revelando-nos as técnicas de acesso experimental às dimensões superiores da complexidade humana. Que possamos saber aproveitar com equilíbrio e gratidão tantas dádivas do Mundo Maior. Quando aprendermos a conciliar o amor de Jesus com a ciência terrena, estaremos festejando de fato o início do período de regeneração da raça humana.

"entrevista cedida a "REVISTA CRISTÃ DE ESPIRITISMO"
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=17615

segunda-feira, 23 de abril de 2012

APOMETRIA, NA ÓTICA DE PAI JOÃO DE ARUANDA

APOMETRIA, NA ÓTICA DE PAI JOÃO DE ARUANDA
 
Podemos dizer que os estudos contemporâneos da apometria representam uma face da magia que ressuscita?

“Embora o estardalhaço que às vezes se faz com propagandas ilusórias e fantasiosas sobre o tema, em sua essência a apometria deriva do magnetismo ou ressuscita práticas biomagnéticas, agora revestidas de uma roupagem moderna. Emprega métodos equivalentes aos que foram utilizados por magnetizadores no passado e, mais ainda, por magos antigos, não obstante mostrem aparência diferente. Decerto a magia primordial é despida de elementos materiais, e símbolos e fetiches, e ressurge na apometria com força e potência consideráveis, desde que praticada sem misticismo, sem embuste e com cautela contra o charlatanismo, que grassa nos dias atuais em quase todos os cultos.

“É claro que, muito embora certas pessoas e grupos visem tão somente aparecer, divulgando fantasias e sua pretensa força espiritual adquirida e teatralizada com o estalar de dedos acompanhado da pronúncia e da evocação de nomes fantasiosos, não se pode desmerecer a simplicidade dos métodos terapêuticos da apometria, quando praticada por pessoa idônea embasada nos princípios espíritas. Ainda assim, deve-se ter o cuidado de não mostrar a apometria como uma panaceia, isto é, como remédio que detém a solução para todos os males. Fortalecida pelo ensinamento espírita e pelo bom senso de Kardec, a apometria pode constituir ferramenta poderosa para abordar processos mais complexos de obsessão, incluindo nesse rol os intricados problemas envolvendo feitiços e magias feitos no passado.

“No entanto, temos de considerar que tais abordagens devem ser feitas por indivíduos e grupos que tenham os pés no chão; por médiuns que não delirem ante o animismo exagerado ou o misticismo acentuado; por pessoas capazes, estudiosas, questionadoras e, acima de tudo, comprometidas mais com a qualidade e menos com a quantidade de resultados, pois os casos exigem acompanhamento e pesquisa criteriosa e minuciosa”.

A apometria resolve mesmo os casos de magia e enfeitiçamento ou essa é somente uma crença sem qualquer consistência?

“A apometria, pura e simplesmente, não resolve nada, meu filho. Ela é apenas um instrumento que pode ser utilizado por mãos hábeis e cuidadosas, por mentes que têm o compromisso com o Cristo e seus emissários. Por outro lado, em mãos inábeis ou inescrupulosas, não traz resultado algum. Observo hoje algumas praticas que deturpam o sentido original da apometria e do magnetismo, promovendo o descrédito de uma importante ferramenta, que deveria estar a serviço das forças soberanas da vida. Sendo mal interpretados e aplicados, os recursos que o conhecimento da apometria proporciona valem muito pouco, se desejamos efeitos positivos e duradouros contra os males modernos do psiquismo e das obsessões. Contudo, adequadamente empregada, por pessoas comprometidas com os ideais do espírito Verdade – note bem, não falei que tenham que ser espíritas, no sentido estrito do termo, mas movidos pelos ideais nobres e sublimes que norteiam o pensamento espírita – a técnica apométrica surge como poderoso auxiliar no tratamento de obsessões complexas e diversos distúrbios do comportamento humano.

“Sabendo de tudo isso, convém que meus filhos que lançam mão de tais dispositivos tenham consciência de que a apometria, em si mesma, não é nenhuma novidade, nem ao menos visa satisfazer a curiosidade de quem quer que seja, tampouco deve ser o instrumento principal ao se abordarem transtornos mentais, psíquicos, obsessivos. O que resolve mesmo é o Evangelho – entendido, estudado, mas sobretudo vivido. E, quando falo da vivência do Evangelho, não me refiro a uma reforma íntima incompreensível, e muito menos a algo pouco possível de ser alcançado, segundo determinados indivíduos propõem. Refiro-me a uma mudança de rota do comportamento humano; a uma redecisão que sucede à analise e à revisão de valores. Faço menção ao Evangelho em sua expressão mais simples, que produz no ser humano a modificação de sua freqüência vibratória por meio da mudança real, que se traduz em novos comportamentos, atitudes, idéias e ações. Isso, sim, elevará a pessoa a um estado vibracional muito mais refinado do que aquele desencadeado pela feitiçaria e pela magia negra.

“Em suma, os recursos da apometria, aliados ao conhecimento simples do Evangelho e a seu potencial de modificação da conduta humana para um nível de freqüência superior, podem fazer frente aos desmandos de magos negros e feiticeiros, com o máximo de qualidade e eficiência possível”.

Pode-se depreender que a apometria e magnetismo fazem parte do mesmo fenômeno e não são coisas completamente distintas, correto?

“Como disse antes, a apometria deriva do magnetismo animal, uma vez que parte desse conhecimento ao irradiar, combinar e transmutar energias eletromagnéticas, com o objetivo inicial de promover a descoincidência dos diversos corpos. Após esse primeiro passo, a técnica apométrica, ainda lançando mão de recursos do magnetismo e do conhecimento que seus agentes devem ter, trabalha com elementais, cúmulos energéticos, força vital e irradiação do pensamento, de forma a fazer frente aos desafios concernentes à saúde, em seu espectro mais amplo.

“Assim como o reiki, a psicobioenergética, algumas técnicas de massagem terapêuticas e outras terapias chamadas emergentes derivam todos dos princípios de magnetismo animal, também a apometria, bem entendida, consiste em uma vertente do magnetismo. Isso equivale a dizer que, sem conhecer em detalhes a leis que regem a transmissão do fluido magnético e sua atuação na natureza e nos diversos corpos energéticos, não se obterá nenhum resultado real e eficaz apenas com o estalar de dedos ou a pronúncia de palavras cabalísticas e frases incompreensíveis ou incompreendidas, inclusive por quem as profere”.

Com a apometria temos condições de enfrentar um mago negro ou um feiticeiro com êxito ou essa técnica é apenas um acessório na prática da antigoécia?

“Uma coisa e outra. A apometria tanto oferece uma gama de instrumentos com que se pode enfrentar a magia negra e as causas e os efeitos da feitiçaria moderna quanto, de maneira análoga, é um acessório precioso ao confrontar os autores desses processos. Considerando que a vulgarização do espiritismo trouxe a descoberto elementos que, em outros tempos, eram conhecidos apenas no interior dos templos de iniciação - os passes magnéticos e os espirituais em suas diversas técnicas, a água magnetizada ou fluidificada, entre outros – há bom número de recursos que podem ser usados com eficiência e satisfação no combate aos diferentes tipos de obsessão, debelando os males peculiares a cada estágio da recuperação. Porém, assim, como não existe espiritismo se magnetismo, também não existe apometria sem este. Não se podem entender racionalmente os efeitos do tratamento espírita e apométrico sem o conhecimento das leis do magnetismo”.

Que dizer das pessoas que pretendem fazer atendimentos apométricos co mais de 100 casos atendidos numa só reunião?

“Absurdo! Irresponsabilidade em tratar coisas sérias de maneira vulgar. É bom que quem assim procede saiba que com coisa séria não se brinca”.

A apometria pode ser aplicada em consultório terapêutico ou somente no ambiente de uma reunião mediúnica?

“Depende de qual técnica ofertada pela apometria se deseja empregar. É muitíssimo claro que o ambiente de um consultório terapêutico não é o local ideal ou aconselhado para tratar de processos obsessivos, com incorporação ou manifestação de inteligências pouco esclarecidas, acompanhada de doutrinação ou diálogo com entidades do Além. Tudo tem o seu lugar.

“Contudo, pode-se lançar mão de certos recursos apométricos para limpeza energética, fortalecimento de campos de força e alguns outros objetivos, contanto que não se tenha de fazer abordagem espiritual ou mediúnica.

“De todo modo, afirmo que é preciso precaver-se contra pessoas que iludem grande número de indivíduos, inventando mil e uma apometrias, como, por exemplo, apometria quântica, apometria estelar ou apometria de dinheiro. São cegos que guiam outros cegos e, em breve, cairão na mesma cova. O uso de palavras modernas ou de modismo, de entendimento difícil e sem sentido mesmo, especialmente quando associado a técnica que seguem um princípio sagrado, já deve, por si só, disparar o alarme contra os aproveitadores de plantão, sobretudo em ambientes onde se paga por tais práticas, em que seus idealizadores não visam mais do que atrair clientela crédula e submissa aos seus desmandos, o que denota profundo desrespeito com questões sagradas”.

Como desmanchar ou sanar um trabalho de magia ou um feitiço através da apometria? Poderia nos falar a respeito?

“A primeira exigência para enfrentar casos de goécia é que o grupo esteja em regime de estudo constante e transite com segurança por assuntos centrais da ciência espírita, tais como: perispírito, duplo etérico e suas inúmeras propriedades; chacras, centros de força e enfermidades associadas aos corpos energéticos e espirituais; particularidades de fenômeno mediúnico e da comunicação em geral; tipos de obsessão e síndromes espíritas, segundo as várias classificações; magnetismo animal e ferramentas terapêuticas disponíveis. Além disso, deve conhecer relativamente bem feitiços, mandigas, elementais e orixás – entendidos como vibrações da natureza – entre outros tópicos que oferecem subsídios para lidar com situações complexas da problemática obsessivas. Eis apenas alguns dos temas que precisam integrar o quadro de estudos regular da equipe de médiuns, a fim de que possam identificar e lançar mão da ferramenta apropriada, sem dar margem a idéias místicas e ilusórias.

“Simultaneamente, quando há sensitivos genuínos e cuja sensibilidade faculta abordar o caso desta maneira, é um bom recurso a evocação direta das entidades ligadas aos consulentes que procuram apoio e socorro na casa espírita.

“Durante a reunião em si, em que se abordam os espíritos envolvidos, é preciso se valer de alguns princípios, como a lei do ritmo e da harmonia, que permeia ou rege desde os comandos e vibrações até as transferências magnéticas, mas tem na música natural, não mecânica, seu principal instrumento ou aliado, seu ponto alto. A música entoada adequadamente favorece a ruptura de campos de força de baixa vibração, erigidos por entidades conhecedoras do assunto, tanto quanto a formação de uma egrégora propícia, pois ajuda a mobilizar o pensamento de todos em torno do objetivo do trabalho. Cantar arregimenta fluidos em virtude do importante envolvimento emocional que suscita, além de auxiliar muitíssimo na concentração, uma vez que a maior parte dos médiuns não tem a destreza ou a disciplina mental de permanecer minutos e horas com a atenção totalmente voltada para a atividade – aptidão, ainda por cima. Não estimulada em meio à agitação do mundo atual.

“A evocação deve ser um recurso usado com freqüência, entre outros motivos porque nessas reuniões geralmente se faz necessária a presença de pais-velhos, de experientes guerreiros indígenas e iniciados antigos, que detêm conhecimento mais avançado detalhado da magia e da feitiçaria.

“Um dos recursos a que se pode recorrer, caso haja quem saiba empregá-lo – pois exige cautela e uma série de cuidados – é a projeção da entidade responsável pelo feitiço ou magia antiga até o passado remoto, fazendo-o regressar ao tempo de sua iniciação. Nessa hipótese, tanto o dirigente ou o operador quanto o médium utilizado precisam ter razoável conhecimento do assunto e o máximo de informação sobre esses temas, sobretudo porque o cérebro do sensitivo encarnado comumente reveste os pensamentos e idéias do espírito com figuras e imagens nem sempre fiéis à realidade, levando ambos ao engano, e, por conseguinte, o grupo. Ocorre que a dilatação do fator tempo dificulta a comunicação mediúnica e favorece a confusão, pois entram em cena fatores como disparidades culturais e falta de familiaridade com o contexto histórico e social no qual a trama se desenrola. Isso quando não se dá a mistificação de um e outro lado da vida, a qual deve ser abordada com serenidade e firmeza, observando-se os preceitos que a codificação espírita traz a esse respeito.

“Nunca é demais reiterar que um aspecto crucial no tratamento ou na abordagem do processo de enfeitiçamento é a participação da chamada vítima ou alvo mental, que deve empregar todos os meios a seu dispor a fim de modificar sua vibração ou emanação energética, por meio da mudança dos hábitos mentais e emocionais”.
Extraído do livro “MAGOS NEGROS”
Pelo Espírito Pai João de Aruanda
Psicografia de Robson Pinheiro

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Tratamento Espiritual das Doenças Físicas

Palestra feita na primeira jornada médico-espírita de Goiás

A história nos narra que a crença na capacidade do homem em interagir no processo de saúde e doença vem de longe. Os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia buscavam curar pela aplicação do olhar, estimulando o sono e a letargia. No templo da deusa Ísis, às margens do Nilo, a imposição das mãos era usada pelos sacerdotes iniciados, para tentar aliviar o sofrimento de milhares de pessoas. Os gregos, que incluíram no seu modo de vida muita coisa do Egito, usavam a fricção das mãos no tratamento dos doentes. O Pai da medicina moderna, Hipócrates também cita a imposição das mãos.

Quando observamos a tradição judaico-cristã, é interessante notar o contraste. No novo testamento algo em torno de 30 referências à curas feitas por Jesus, seja impondo as mãos, seja soprando, usando barro, deixando sair energia (virtude), etc, mas no antigo testamento, estranhamento somente uma referência de cura por imposição das mãos feita por Naamã, que nem judeu era, conforme nos narra o excelente Pastor Caio Fábio.
Claro está que Kardec, o grande codificador do espiritismo, não inventou nada ao falar de mediunidade, de cura, de energia, de influência espiritual, mas somente organizou, catalogou, usou a razão e extirpou as idiossincrasias existentes nas crenças superficiais. Mas o que é mais importante, a cura pela transferência de energia entre pessoas sempre existiu no mundo.

A questão não é mais acreditar. Esse tempo já passou! A questão é como utilizar esse conhecimento na nossa própria saúde e no auxílio ao próximo. Manter a descrença nesses fatos é uma escolha dolorosa, que limita a forma como buscamos o equilíbrio energético e espiritual.

Estudamos nesse artigo o tratamento espiritual das doenças físicas, mas não restringimos o tratamento ao processo de envolvimento energético comumente feito por médiuns no centro espírita, aqui nos referimos ao conceito amplo, onde qualquer atitude positiva, volitiva de doação de energia positiva, com ou sem a interferência de trabalhadores espirituais ocorra.

É possível curar o corpo físico atuando energeticamente?

Os inúmeros exemplos de todas as crenças religiosas, seja no passado ou atualmente, nos mostram que é possível.

Sobre isso, Kardec discorre com clareza no capítulo XIV da gênese:

“18. - O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

19. Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.”

Com estudo, disciplina e perseverança, é possível treinar nossa capacidade de irradiar energia em prol do outro, momentaneamente mais necessitado.

É aconselhável curar o corpo físico atuando energeticamente?

Em O Livro dos Médiuns, os espíritos esclarecem a Kardec que eles se ocupam de boa vontade com a saúde daqueles que lhe interessam. Ou seja, sempre que houver merecimento, positividade, e um propósito bom na cura, ela ocorrerá.

Chico Xavier, no livro Plantão de Respostas, que descreve as respostas dada pelo excelente médiun às perguntas ao vivo, feitas no programa pinga-fogo, nos fala que:

“...muitas vezes uma doença física, ou determinada provação em nossa vida doméstica, nos poupa de acidentes afetivos ou acidentes materiais, ou de fenômenos extremamente desagradáveis em nossa vida...”

O resultado dessa equação só não é mais positiva porque insistimos na cura automática, sem rever valores, conceitos e principalmente atitudes, e exigimos a cura rápida para que voltemos a cometer as mesmas atrocidades de antes.

A origem espiritual das doenças.

De forma geral, podemos dizer que o padrão da nossa energia espiritual determina tendências para saúde ou doença, numa tentativa contínua do espírito verter para a carne as anomalias energéticas que se traduzem em doenças físicas, numa forma direta e rápida de harmonizar aquilo que estragamos em outras vidas. As exceções dizem respeito às doenças que procuramos nessa vida, por exemplo, câncer após anos de cigarro, infarto após crise de estresse, diabetes relacionada ao excesso de peso e hábitos de vida inconsequentes.

A forma como essa energia adulterada do corpo espiritual atinge nosso corpo físico, obedece à hierarquia espiritual que se inicia no espírito, caminha pelo corpo mental, atua no perispírito, influenciando o duplo etérico e o corpo físico.

Entre todos esses corpos, o ponto de ligação se faz por centros de forças eletromagnéticas, também chamados de chacras, que no corpo físico se ligam, cada chacra principal a uma glândula endócrina e ao cérebro, alterando assim a homeostase corpórea.

O papel do terapeuta

Entender a nossa pequenez nesse processo de cura aonde ainda não compreendemos nada, e somos somente agentes da misericórdia divina atuando através do amor que cura.

Não julgar nunca. Lembrar que somos contra atitudes negativas e equivocadas, mas nunca contra as pessoas que as praticam.

Assumir o conceito espírita de saúde-doença, deixando de lado os atavismos que nos fazem enxergar um Deus sádico que brinca com as pessoas e passando a entender que tudo está certo, na hora certa e passamos por aquilo que melhor nos convém frente a imensidão de coisas que ainda precisamos melhorar.

Treinar-nos na capacidade de identificar padrões de comportamento que levam a doenças físicas e espirituais. Somente mudando a essência, a raiz do problema é que conseguiremos nos transformar.
Referências
1 – Pastor Caio Fábio - A imposição de mãos: uma rápida história e reflexão.
2 – Allan Kardec – A gênese.
3 – Allan Kardec – O livro dos médiuns.
4 – Francisco Xavier – Plantão de respostas. Pinga-fogo II.
5 – Allan Kardec – O livro dos espíritos.
6 – André Luiz (Chico Xavier) – Evolução em dois mundos.
7 – Ernesto Bozzano – Pensamento e vontade.
8 – Emmanuel (Chico Xavier) – Roteiro.
9 – Marlene Nobre – A alma da matéria.
10 - André Luiz (Chico Xavier) – Nos domínios da mediunidade.
11 - André Luiz (Chico Xavier) – Missionários da luz.
11 - André Luiz (Chico Xavier) – Entre o céu e a terra.

FONTE: http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=888:tratamento-espiritual-das-doencas-fisicas-&catid=34:artigos&Itemid=54

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Apometria: o que é e como funciona


                      Apometria: o que é e como funciona

Dalton Campos Roque e Amigos de Ramatís

Parte I

A Apometria jamais será entendida do ponto de vista espacial: ela deve ser analisada do ponto de vista consciencial. Na ótica das EFCs (experiências fora do corpo), compreende-se com facilidade a idéia de “estar fora” e de “estar dentro” do corpo físico. Na ótica da mediunidade, uma consciência extrafísica (espírito desencarnado) ou um encarnado projetado (posto para fora do corpo físico) se manifestam por intermédio de seu perispírito (psicossoma) e podem se acoplar a um médium para interagir de alguma forma.

Não existe entrada ou interpenetração do corpo espiritual sutil ao corpo físico do médium, mas tão-somente uma interfusão intensa de suas auras, com intimidade (sintonia) em seus chacras.


Do ponto de vista do Budismo e da Teosofia, os veículos de manifestação da consciência (holossoma) são divididos em sete. Já na ótica do espiritualismo, do espiritismo heterodoxo e da Conscienciologia (entre outras linhas de pensamento mais novas), há apenas três veículos (os corpos fisico, astral e mental), sendo o energético (duplo etérico ou energossoma) apenas um invólucro que não (com)porta a consciência.


Em verdade, não existe um número determinado de veículos de manifestação da consciência. É como contar o número de cores de um gradiente linear que tende ao infinito. Os veículos do holossoma recebem rótulos unicamente para fins didáticos. Em planos (também denominados “dimensões” ou “densidades”) mais sutis as leis da Física são diferentes. À exceção do corpo físico, os veículos de manifestação da consciência não são deixados em “cemitérios” astrais: ao contrário do que apregoa por aí, eles vão apenas se sutilizando, sem descarte ou “morte”.


A Física Quântica comprova o paradoxo de que a matéria não existe. Existe tão-só o campo. Toda “realidade” é um campo de informação ou de consciência. Por conseqüência, a Física Quântica desconstrói o tradicional conceito espacial de tempo-espaço, “dentro” e “fora”, “cima” e “baixo”.


Expostas, em poucas palavras, noções básicas de projeção da consciência, de mediunidade, de holossoma e do conceito de “dentro” e “fora”, prossigamos com o estudo da Apometria.


Parte II


A Apometria trabalha com sintonia. Não incorpora egos. Não incorpora veículos de manifestação da consciência. Poucas vezes retira alguém do corpo físico (projeção da consciência; viagem astral). Ao contrário do que se pensa, raramente médiuns saem do corpo físico para atenderem no umbral ou na casa do paciente.


A mediunidade não possui características estanques. Não se pode defini-las com a segurança com que se definem, na Biologia, as células e os tecidos dos organismos vivos. Daí a dificuldade das pessoas compreenderem o mecanismo da Apometria – dificuldade extensiva a muitos médiuns e dirigentes apômetras.


Após encerrado o atendimento na Casa Apométrica, a seção apométrica pode continuar no astral, a exemplo do que ocorre com sessões espíritas convencionais. Contudo, neste breve trabalho, estamos enfocando a seção apométrica em sua faceta consciente, intrafísica, ao vivo e a cores.


Quando sintoniza o corpo mental concreto (ou inferior) ou o corpo mental abstrato (ou o superior) do paciente, o médium de incorporação (também chamado de “médium de passagem”) não incorpora o corpo mental do paciente – diferente do que aconteceria se “recebesse” um espírito desencarnado.


Com a ajuda dos amparadores extrafísicos (mentores) da seção apométrica, a sensibilidade espiritual do médium permite que sintonize com determinada faixa consciencial do paciente e faça varredura bioenergética e psicométrica em seus chacras, nádis, parachacras e paranádis.


Como tudo no universo é campo (mesmo a matéria mais bruta), nossos veículos de manifestação da consciência constituem campos e emanam energias, tais quais rádios-transmissores conscienciais potentes, como livros abertos à leitura de sensitivos lúcidos e de médiuns receptivos, operando em seção apométrica organizada.


Todos somos transmissores conscienciais. Os sensitivos captam nossas faixas de freqüência consciencial, as quais, por sintonia objetiva, podem ser “lidas” na seção apométrica.


As pessoas se espantam ao ver o transcorrer de uma seção apométrica eficiente, realizando com sucesso seus trabalhos de assistência e cura. Às vezes, os termos utilizados pelos apômetras impressionam. Exemplos: salto quântico, spin, despolarização de memória, campos magnéticos, chips astrais, contagem em português ou grego e pulsos energéticos.


O que prejudica o entendimento do processo é o condicionamento intrafisico, visão espacial, de “dentro” e “fora”, falta de conhecimento da espiritualidade e de seus mecanismos em geral, assim como escassez de um pouco de cultura científica, mesmo que leiga.


“Dentro” e “fora” é uma ótica espacial que não se aplica à Apometria, que deve ser estudada do ponto de vista consciencial. O termo “salto quântico” é estudado em Química Básica, em relação à órbita do elétron em volta do núcleo. Quando o elétron ganha energia, dá um salto quântico para uma órbita mais externa. Quando perde energia, dá um salto quântico para uma órbita mais interna.


A Física Quântica descobriu que o elétron não salta nem pula: simplesmente desaparece, deixa de existir e reaparece na órbita de destino. Descobriu também que a energia física possui medidas exatas – quantidades exatas e inteiras chamadas de quantum, quanta ou quantidade.


Talvez aí esteja o porquê da eficiência das contagens que sugerem “pulsos energéticos”, presentes desde a clássica hipnose até a contemporânea Apometria.
Em vez de fluxo linear contínuo e constante, os pulsos energéticos (por meio das contagens) acumulam mais energia e disparam com mais eficiência (hipótese de trabalho).


Serve de analogia o velho pilão de água que existia na roça. Colocava-se o milho no pilão, que possuía uma alavanca. Em um extremo, o martelo socava o milho. Em outro extremo, o recipiente recebia a água da bica. Ao descer a cuia do pilão, a água escorria, ficava leve, a cuia vazia subia e o pilão descia com seu peso natural, socando o milho e o transformando em fubá.


Quanto ao termo spin, a rotação do elétron pode ser +1 ou -1, conforme o sentido de giro. Os chacras podem ser acelerados (aumento do spin) ou desacelerados (diminuição do spin ou da velocidade de rotação). Toda força de espíritos recalcitrantes (inclusive a de magos negros) é retirada por meio da desaceleração (diminuição do spin) dos chacras coronário ou frontal, a depender do caso concreto.

O frontal é o centro da vontade.

Considero o termo “magnético” equivocado. O correto é bioenergético (ou energético). Magnetismo se refere a ímã, a um campo físico mensurável por equipamentos conhecidos, de acordo com o contexto eletromagnético. Embora com raridade o corpo humano o manifeste em processos paranormais, mais raro ainda refleti-lo em processos normais (cotidianos).


Tanto faz as contagens serem em grego ou em português ou de 1 a 3 ou de 1 a 7. É apenas método pessoal do dirigente, talvez reflexo de sua bagagem acadêmica.
 
A formação de campo bioenergéticos de proteção em forma de volumes geométricos corresponde à plasmagem de uma forma-pensamento (ou morfopensene) – quanto mais utilizada, mais eficiente se torna (evidentemente, a proteção maior vem dos amparadores extrafísicos do trabalho).


As formas pensamento de estrelas de seis ou cinco pontas e os campos em forma de pirâmide agregam valor de proteção, em função da egrégora que evocam como senhas energéticas de conexão, ou seja, funcionam como yantras mentais para os encarnados e yantras reais para os desencarnados, pois estão, de fato, plasmados em três dimensões (3D) no astral imediato aos trabalhos de Apometria. Esses campos atuam como transformadores de energia natural. Veja, nesse sentido, estudos sobre as pirâmides físicas. Outros campos e luzes ficam a gosto de cada um – terão efeito potencializado por simpatia e afinidade pessoais, influência psicológica sadia a dinamizar as bioenergias dos afinados.


Noventa por cento (empirismo meu) das percepções espirituais das seções de Apometria dos médiuns de suporte se dão por clarividência objetiva, intuitiva ou mental. Apenas um ou dois médiuns incorporam os níveis, obsessores e amparadores dos pacientes e do trabalho em geral.


O sentido de clarividência na Parapsicologia (ciência convencional) difere da acepção utilizada no espiritualismo. A Parapsicologia emprega esse vocábulo no sentido de “visão à distância” (remota).


Há quem confunda clarividência com outras percepções sensoriais. Vidente é quem vê. Só não é vidente quem é cego. Se você está lendo estas linhas, é vidente. Vidência não se confunde com clarividência (esta permite, inclusive, enxergar o extrafísico de olhos físicos fechados).


Para uma seção de Apometria, recomendável, no mínimo, três pessoas (um dirigente com razoável parapercepção e dois médiuns de incorporação, também chamados de “passagem”). Ideal, entretanto, a presença de vários médiuns de suporte e de um auxiliar que anote e organize os papéis de atendimento e fichas de pacientes.


Constatei no grupo que freqüentei que o campo bioenergético nos trabalhos de Apometria estimula a clarividência de todos os colaboradores, tamanha a importância, na Apometria, de se desenvolver a parapercepção do dirigente e dos médiuns de incorporação e suporte.


Parte III


Os que preferem o método clássico de doutrinação religiosa entronizado ao longo do século XX nos centros espíritas e espiritualistas brasileiros, criticam a Apometria porque esta não “evangeliza” o espírito obsessor. Todavia, em complexas obsessões espirituais a tentativa de “evangelizar”, “sensibilizar” ou “conscientizar” o espírito obsessor não surte efeito. Evangelizar magos negros é tão eficaz quanto ensinar lições de fraternidade a um psicopata.


Seria “mais fraterno” deixar os pacientes com os chips trevosos e os magos negros e seus asseclas soltos, fazendo o que fazem? Analogamente, seria mais fraterno nossos policiais não portarem armas de fogo, pois podem ferir os bandidos que nos assaltam e nos matam? A correlação é a mesma.


Talvez fosse mais fraterno abandonar a ortodoxia da pureza doutrinária, intransigente e radical. Talvez fosse mais fraterno não discriminar a Umbanda e suas entidades como “inferiores” ou “primitivas”. Talvez fosse mais fraterno abandonar o sentimento de superioridade teórica baseado nos conhecimentos espíritas e espiritualistas. Talvez fosse mais fraterno democratizar o acesso ao conhecimento espiritual além de distribuir comida. Talvez fosse mais fraterno menos proselitismo religioso e mais esclarecimento espiritual. Melhor ensinar a pescar a dar peixe a vida inteira.


A Apometria é mais fraterna por ser mais eficaz. Atua no cerne da obsessão, com visão de conjunto. Sim, toda cura é uma autocura e depende da reforma íntima do paciente – mas isso é válido em qualquer situação. Não podemos ignorar técnicas avançadas em prol da “pureza doutrinária”. Associemos as boas técnicas à elevada ética e cosmoética, considerando as peculiaridades de cada contexto.
Acostumados ao método da doutrinação evangélica, teme-se a mudança. Porém, servir significa pensar em como melhor amparar a humanidade, ainda que tenhamos de sacrificar nossos condicionamentos e preconceitos.


Parte IV

O misterioso não está na Apometria, mas na falta de entendimento desse processo. O ser humano teme e repele o que não entende.


A principal característica da Apometria radica na abrangência de sua assistência espiritual. A Apometria investiga o corpo astral do paciente, seu habitat (ambiente doméstico e/ou profissional), obsessores locais e não-locais (baseados em outros níveis do umbral). É muito mais poderosa que o passe e a doutrinação convencionais. Detecta e retira equipamentos extrafísicos mecânicos e eletrônicos (paratecnologia) do psicossoma (corpo astral) dos pacientes. Só não dá suporte psicológico, o qual nem o passe e nem o auxílio fraterno dão. Muitos casos só são resolvidos por meio de boa terapia e leituras que ensejem maior autoconhecimento e auto-enfrentamento.


Os passes não são meios suficientes nem instrumentos exclusivos para a retirada de chips extrafísicos dos pacientes.


Na retirada dos chips extrafísicos a Apometria é bastante eficaz, secundada por outros métodos, a depender do caso concreto, inclusive do paciente. Exemplo: em determinadas circunstâncias, remédios homeopáticos de alta potência destroem ou descolam equipamentos extrafísicos aderidos à aura ou ao psicossoma do paciente.


As práticas bioenergéticas (exercícios efetuados com os chacras e potencializados com mantras), se efetuados com regularidade e disciplina, podem ser eficazes na retirada desses equipamentos extrafísicos.


Quem já efetua essas práticas, dificulta a inserção de quaisquer equipamentos astrais negativos em suas auras e psicossomas.
Há uma prática bioenergética chamada “MBE” (mobilização básica energética –http://www.consciencial.org/autodefesa.html), bastante eficiente na destruição de implantes de paratecnologia negativa. Mas para nenhum caso existe regra, “receita de bolo”. Depende de suas brechas cármicas, de seus pensenes (pensamentos, sentimentos e energias), de suas intenções e da disciplina espiritual. A maioria da humanidade é imatura consciencialmente (crianças espirituais): não lê, não estuda, não faz práticas bioenergéticas, não investe na reforma íntima, ora com a boca e só pede sem agradecer. Se faz um, não faz o outro e vai vivendo. Há os que acreditam em tudo que vem da New Age e há os que duvidam de tudo. “Os extremos se tocam.” (Hermes Trimegisto).


Embora a maioria se regozije da inércia e da ignorância conscienciais, nada pára nem desacelera uma minoria de seres lúcidos e operosos, que, contra a maré das futilidades sociais, do ceticismo dogmático, da fé irracional, da ciência sem consciência e dos interesses econômicos dos impérios teológicos, faz o seu trabalho com dignidade, mantendo elevada a sintonia espiritual, ombro a ombro com seus mentores extrafísicos e espíritos de luz.


É mais cômodo negar do que entender. A Apometria veio para ficar.

Dalton - www.consciencial.org

A OBSESSÃO


OBSESSÃO

A Obsessão
A obsessão é o domínio ou ação persistente e intencional que alguns espíritos impõem sobre outros. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral - sem perceptíveis sinais exteriores - até a disfunção completa do organismo e das faculdades mentais.

Há que se entender que qualquer que seja o tipo da obsessão, ela é sempre o fruto das transgressões às Leis Cósmicas, e provocam verdadeiras rupturas nos campos vibratórios de proteção do ser, tomando-o vulnerável à energias menos sublimes. Podemos incluir como seus grandes aliados as atitudes negativas e vícios do indivíduo, já que estes constituem portas abertas à perturbações de toda espécie.

A obsessão deve ser considerada como uma enfermidade do espírito e merece ser estudada de forma séria e aprofundada, pois se não for a causa primária do(s) problema(s) do paciente, é sempre um fator secundário, portanto, agravante nos transtornos de humor (depressão, transtorno bipolar), transtornos de ansiedade (síndrome do pânico, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ansiedade generalizada), distúrbios psiquiátricos graves (esquizofrenia, psicoses), doenças orgânicas de causa desconhecida pela medicina, dificuldades financeira/profissional e problemas de relacionamento interpessoal.
A obsessão espiritual já é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde(OMS) como "Estado de transe e possessão", que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define Estado de transe e possessão como "a perda temporária da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente". Faz também uma distinção entre o estado de transe normal, mediúnico, que acontece por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por um distúrbio psiquiátrico.

Desta forma, uma pessoa que entra em transe mediúnico durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas, não é considerada doente. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou que popularmente se chama de loucura, bem como na interferência de um ser desencarnado, a obsessão espiritual.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura. Portanto, é preciso fazer um diagnóstico diferencial entre um distúrbio mediúnico, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Antes de 1998, a OMS definia saúde como "o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do ser humano e desconsiderava o bem estar espiritual. Mas após essa data, passou a definir saúde como "o estado de completo bem estar do ser humano integral: biológico, psicológico, social e espiritual".

Tipos de Obssessão
 Quanto a forma de atuar as obsessões podem ser classificadas como:

1. Obsessão Simples - É quando há um único espírito agindo sobre outro ou mesmo vários obsessores sobre uma mesma vitima. Nas obsessões simples a ação é superficial e não existe a utilização de recursos mais sofisticados.

 2. Obsessão indireta - ocorre quando o obsessor não conseguindo atingir o desafeto volta-se para alguma pessoa que lhe seja cara.

 3. Obsessão Complexa - Podemos considerar obsessão complexa todos os casos onde há ação de goércia (magia), implantação de aparelhos parasitas, destruição de projetos de vida, parasitismo, vampirismo, etc. Dentre os vários tipos de obsessões complexas, podemos citar:

·         Simbiose - obsessão onde ocorre uma associação biológica de seres vivos com benefício mútuos. Pode-se chegar a situações críticas onde a separação torna-se muito difícil;

·         Auto-obsessão - tipo de obsessão em que cenas desagradáveis do passado interferem no presente, provocando desajustes. É ação dos próprios níveis de consciência do encarnado sobre ele mesmo;

·         Parasitismo - obsessão em que o obsessor fica diretamente ligado à vítima sugando suas energias e trazendo prejuízos generalizados. Pode ser consciente, quando praticado por obsessores mal- intencionados ou inconsciente, como nos casos de encosto por afinidade;

·         Vampirismo - obsessão provocada por entidades ociosas que se valem das possibilidades alheias. São os exploradores do além que agem com plena consciência de seus atos.

·         Fascinação - neste caso o obsessor produz uma espécie de ilusão sobre os pensamentos da vítima. A ação do espírito no pensamento do indivíduo é de tal ordem que ele não se considera iludido, nem é ca­paz de compreender o absurdo do que faz, podendo até ser ar­rastado a cometer ações ridículas, comprometedoras ou perigo­sas. Admite-se, nesses casos, estarem agindo espíritos inteli­gentes, ardilosos e com objetivos de maior alcance no mal, pois quase sempre utilizam a tática de afastar do seu intérprete aque­les que possam abrir os seus olhos ou esclarecer sobre seus er­ros. Os homens mais instruídos e inteligentes não estão livres desse tipo de obsessão.

·         Subjugação - é a mais trágica de todas as fases de uma obsessão. É um envolvimento que produz a paralisa­ção da vontade da vítima, fazendo-a agir mesmo contrariamente ao seu desejo. A subjugação pode ser moral ou corpórea. Na primeira, o indivíduo é levado a tomar deci­sões freqüentemente absurdas e comprometedoras e na segun­da, a pessoa realiza movimentos involuntários, em momen­tos inoportunos.

Uma pseudo-obsessão observada através dos estudos apométricos é denominada de Arquipadia. Esta indica a ação de magia antiga, sem a presença de obsessores, originária em outras vidas, mas atuando ainda hoje. Pode ter sido feita para a vitima de hoje em outra existência, ou feito/encomendado pela própria vítima de hoje em outras existências para outras pessoas.

Tratamento das Obsessões
No tratamento de qualquer obsessão impõe-se a harmonização do encarnado e do desencarnado, conscientização de ambos e retomada de objetivos superiores dentro de padrões ético-evangélicos, exigindo muitas vezes recursos da ciência terrena em conjunto com a terapia espiritual. É fundamental que ambos adotem os nobres princípios do Evangelho e participem de sessões de desobsessão para a educação dos agentes da obsessão. É imprescindível, também, a eliminação de vícios e uma reordenação de pensamentos, sentimentos e ações.